POSSO ME DIVORCIAR? PORQUE HÁ TANTOS DIVÓRCIOS ENTRE OS CRISTÃOS?

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.

Mt 7.12

Sem dúvida, há dezenas de respostas a esta pergunta. Respostas modernas e respostas antigas. Antigamente, embora separação e divórcio não fossem tão comum como são hoje, existiam também. Era comum no mundo fora da igreja, e completamente raro dentro do cristianismo. Nem se imaginava um cristão temente a Deus terminando uma relação que jurou sustentar até que a morte os separasse. A única coisa que fazia passar pela cabeça de um cristão a separação e o divórcio era o adultério comprovado da outra parte, e, ainda assim, quando não havia arrependimento. Mesmo assim, muitos casamentos perduravam ainda que com adultério e abandono por parte de um dos cônjuges.

Hoje, no entanto, se separa e divorcia por quase qualquer coisa. O divórcio na igreja é igual ao do mundo. Já não há mais diferença. A igreja encontrou os caminhos do mundo e gostou, viu neles a possibilidade de ser “feliz”, iludindo-se com uma falsa compreensão do que é felicidade.

Há um tempo atrás, um amigo advogado me contou de um casal que o procurou em uma segunda-feira querendo tratar do divórcio. O casamento havia acontecido no sábado, dois dias antes. Vale lembrar o que Jesus disse sobre o divórcio:

Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.

Eu, porém, vos digo quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]. Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado.

Mt 19.7–11

divorce1A razão pela qual o divórcio existe é a dureza de nosso coração. No entanto, o Evangelho fala de um coração que não é mais endurecido pelo pecado, um coração de pedra que foi substituído por um coração de carne. Dado o novo coração, o que se espera é o perdão e a restauração do casamento, ou seja, a crença de que a graça de Jesus Cristo é poderosa para restaurar qualquer coisa que se tenha quebrado. Mas, infelizmente, poucos confiam e se entregam à graça de Jesus.

E assim tem caminhado a humanidade, debaixo da “virtude” de Narciso, onde o importante é o amor, não pelo outro, mas por si mesmo. Apaixone-se, sim, mas, antes de tudo, por si mesmo. E quando seu eu não for mais preenchido, correspondido, suprido, satisfeito, parta para outra, pois o mais importante nessa vida é ser feliz.

Na mitologia grega, Narciso foi um herói que apaixonou-se por sua própria imagem refletida em uma lagoa. Narciso se amou, se apaixonou por si, e acabou morrendo no leito do rio. Narciso se amava tanto que acabou deitando-se na beira de um lago e definhou ali, olhando só para si, amando só a si. Olhando para a água, se embelezando, acabou secando, adoecendo e morrendo.

Assim também será com qualquer pessoa que se importa mais consigo do que com o próximo. Quem não perdoa e não pede perdão, quem não se entrega à graça restauradora, mas vive para buscar seu próprio prazer, sua auto-satisfação, acabará vivendo vazio, depressivo, e definhará até a morte. Leia novamente o versículo do início deste texto. É nele que se encontra a solução para todos os casamentos!

NOVAS ESPERANÇAS: Feliz 2015!

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos

1 Pe 1.3

Com Jesus Cristo em nossas vidas, sempre temos uma viva esperança em nossos corações. Com o final de mais um ano, muita gente fala de esperança, embora esta fuja aos olhos daqueles que dela falam.

Esperança de um diploma, esperança de uma família melhor, esperança de uma vida melhor, esperança de mais condições financeiras para alcançar objetivos sonhados, esperança de que nada de mal aconteça (ou volte a acontecer), etc.

A esperança está sempre viva. Ela (quase) nunca morre, ou, “é a última que morre”, como alguns costumam dizer.

No entanto, a Palavra de Deus afirma que há uma esperança que nunca morre e que habita no coração de quem foi regenerado, ou seja, de quem nasceu de novo para uma vida de comunhão e consagração a Deus.

Pedro, no texto acima, afirma que fomos regenerados para uma viva esperança. Esta esperança da qual Pedro fala é sempre viva, nunca morre, visto estar ligada a Deus, que nunca morre. Ele é nossa garantia de que, venha o que vier, tudo cooperará “para o bem daqueles que amam a Deus”, Rm 8.28.

Uma das coisas que devemos manter vivas em nossos lábios são as palavras de Davi:

Sl 51.10,12: Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável… Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário.

Davi foi extremamente sábio nestas palavras. Foi a ausência da alegria da salvação que o levou a procurar alegria no pecado. Consciente de que, se voltasse a sentir prazer e alegria em Deus e sua tão preciosa salvação, não voltaria ao pecado.

Você, neste novo ano, não ficará sem alegria. Nenhum ser humano vive sem procurar satisfação e prazer em algo ou alguém. E, se Deus não for sua procura, outras coisas serão, as quais se tornarão ídolos em sua vida.

Que vivamos este novo ano como Paulo escreveu:

Fp 3.12–14: Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Temos um alvo diante de nós: ser mais parecidos com Cristo. Sem isso, não conseguiremos chegar a lugar algum e não viveremos a alegria da viva esperança dentro de nós.

Você pode ter vivido um ano não muito bom. No entanto, se tivesse se consagrado mais, orado mais, buscado mais a Deus, e sido mais transformado pelo Senhor, sem dúvida não terminaria o ano tão frustrado como terminou.

Sua alegria depende de Deus. É ele quem regula o tamanho de nossa paz, alegria e esperança. Quanto mais dele em nós, mais da paz, da alegria e da esperança. Quanto menos dele, menos de tudo o que ele promete nos dar em sua Palavra.

Que, além de vivermos para correr para o alvo, olhando para Cristo, possamos nos recordar do conselho de Tiago:

Tg 4.13–17: Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.

Que o Senhor guie nossos passos e que não nos esqueçamos que dependemos dele para tudo. Que ele seja o seu tudo e que você possa procurar entregar tudo a ele neste novo ano. Com ou sem ele, continuaremos a ser como uma palha a queimar, como uma flor que nasce, murcha e cai, como uma onda tossida no oceano, como um vapor que surge e passa. Com ou sem ele, continuaremos a ser pequenos, frágeis e passageiros.

No entanto, quanto mais entregamos nosso tudo (que é tão pouco) a ele, mais ele nos enche de esperança fazendo tudo ter sentido. Não nos sentiremos perdidos. E mesmo quando nossos braços fraquejarem, seremos sustentados na crença de que ele está no controle e que, no final, tudo terminará bem.

Que Deus dê um bom ano a todos!

COMO AGIR DIANTE DE UM GOVERNO CORRUPTO (Parte 2)

Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem.

1Pe 2.13–14

A Bíblia diz que todos devemos nos sujeitar àqueles que estão instituídos como autoridade sobre nós. Seja na igreja, seja na sociedade, seja na universidade, seja em uma empresa, o cristão sempre age com respeito e humildade. E esse respeito não é por causa da autoridade humana, mas “por causa do Senhor”, conforme escreveu Pedro no texto acima.

Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou que toda autoridade é enviada por Deus. Sejam autoridades boas, sejam autoridade más. Sejam governos que respeitem o povo, sejam governos que humilham o povo. Sejam governos que respeitam princípios cristãos, sejam governos que legislam contrariamente à Palavra de Deus. Até mesmo um governo que prenda ou mate o Seu povo é enviado por Deus.

A Bíblia não apenas afirma isso, como mostra na prática governos que o Senhor levantou para destruir um povo que lhe era infiel: Império Assírio contra o Reino do Norte (Israel), Império Babilônico contra o reino do Sul (Judá), Império Egípcio escravizando por 400 anos os descendentes de Jacó (israelitas), reinos do oriente próximo, vizinhos à Israel, que por diversas vezes os atacou e destruiu, Império Romano subjugando os israelitas e, finalmente, em 70 d.C. destruindo completamente a cidade de Jerusalém, etc.

O profeta Daniel, quando cativo na Babilônia junto de todo o povo judeu, expressou crer nessa verdade ao dizer:

Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.

Dn 2.20–21

Quem é que “remove reis e estabelece reis”? Os homens? A democracia? O povo? As articulações políticas? É óbvio que não! E mais: Daniel aqui não falava de reis tementes a Deus. Ele falava sobre um rei que não temia a Deus, que havia destruído as casas, famílias e cidades de Seu povo, e que os mantinha cativos distantes de sua nação. 

Ainda que todos nós devamos exercer nossa cidadania votando inteligentemente, o resultado final sempre revelará os propósitos de Deus. Por pior que seja uma autoridade, ela vem sempre sob os propósitos eternos e insondáveis de Deus. Nada foge ao Seu soberano controle! Daniel, certa vez, disse isso para a autoridade máxima de seu tempo:

Esta sentença é por decreto dos vigilantes, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles.

Dn 4.17

Deus dá a quem Ele quer a autoridade sobre as nações. Com que objetivo? Pedro responde no texto do início desta pastoral: tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem. Então, o que cabe a nós? No último artigo sobre esse tema (você pode ler aqui: http://www.wilsonporte.org/site/como-agir-diante-de-um-governo-corrupto-parte-1/), comecei a escrever sobre como os cristãos devem reagir diante da corrupção dos que os governam. 

Seja em que nível for, municipal, estadual ou federal, a corrupção sempre destrói e deve ser combatida. Vimos lá que os cristãos devem ousadamente orar, pacificamente protestar, e biblicamente discordar sempre que uma autoridade agir de um modo anticristão.

A política é apenas um meio para que o Senhor cumpra seus eternos propósitos. É por isso que nossa confiança não pode estar nos políticos, no governo, ou nas assistências que deles recebemos. Nossa confiança deve estar no Senhor. Sejam os políticos bons ou maus, Deus sempre fará com que “todas as coisas cooperem para o bem daqueles” que o amam com todo o coração (Rm 8.28).

COMO AGIR DIANTE DE UM GOVERNO CORRUPTO (Parte 1)

 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Rm 13.1

Qual a postura de um cristão em relação ao governo instituído sobre ele?

Ousadamente orar

A primeira atitude que um cristão deve ter é a oração em favor daqueles que os governam. Jeremias assim escreveu:

Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz.
Jr 29.7

Jeremias, usado pelo próprio Deus, lembrava seus ouvintes que todos deveriam orar pela paz da cidade. Obviamente, as pessoas diretamente envolvidas com a paz na cidade são seus governantes. Orar pela cidade significa orar por aqueles que a governam.
E, aqui, a cidade para onde o Senhor os “desterrou” nada tinha a ver com a terra prometida. O Senhor havia desterrado seu povo para cidades e povos que não o temiam nem guardavam sua Palavra. Ainda assim, o Senhor lhes orienta a orar pela cidade — e por seus governantes.

Além deste verso, sabemos que o Senhor nos incentivou a orar por todas as pessoas, inclusive por aquelas que nos fazem mal, ou que nos perseguem (Mt 5.44 e Lc 6.28). De modo que, para Jesus, um cristão deve orar inclusive por aqueles que lhe governam de um modo errado. Mas, pelo que orar por essas pessoas?

Antes de tudo, devemos orar por sua conversão e mudanças de atitude no governo ou para que o Senhor intervenha, e os retire do poder, e abençoe a nação com pessoas que O temam para nos governar — ou, ainda que não tenham temor do Senhor, que ao menos não trabalhem em prol de leis contrárias à Palavra de Deus.

Pacificamente protestar

Podemos, também, pacificamente protestar contra intenções ou ações dos que nos governam (vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidente) que se colocam acima da Palavra de Deus.

Quando João Batista anunciava a vinda do Cordeiro de Deus, convidava as pessoas ao arrependimento e mudança. Seu governador à época foi repreendido por ele por causa de sua conduta de vida. Por causa de uma vida de adultério e de “todas as maldades” (Lc 3.19) que o governador Herodes cometia, João Batista pacificamente protestou.

Um cristão nunca deve se envolver com quebra-quebra, com destruição do patrimônio público, e com qualquer coisa que seja ilegal. Podemos protestar, desde que sem ofender nosso semelhante agindo como Jesus, João Batista e os apóstolos agiam diante dos governantes que agiam pecaminosamente.

Biblicamente discordar

Pedro nos deu um bom exemplo de como podemos discordar dos que nos governam e, até mesmo, chegarmos a descumprir suas ordens. Veja:

Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.
At 5.28–29

As primeiras palavras deste texto trazem uma ordem das autoridades da época para que Pedro e os demais apóstolos não pregassem. Ou seja, quando uma lei claramente contrária à Palavra de Deus foi dada, a resposta de Pedro foi: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.

A intromissão ou ingerência do Estado na esfera da família (Lei da Palmada) ou da religião (criando leis que proíbam pregadores de afirmar que homossexualismo é pecado) são formas do governo legislar em áreas onde nossa Lei Suprema, a Palavra de Deus, já legislou. E se a lei dos homens se impôr sobre a Lei de Deus, antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.

Em um próximo artigo, continuaremos esta reflexão.

DEVEMOS CUIDAR DO PLANETA? 

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

Ap 11.18

Uma vez alguém me disse que não deveríamos nos importar tanto com o cuidado da natureza, visto que Deus já disse em Sua Palavra que há de destruir o mundo em breve. Portanto, se tudo será destruído, não há nada de tão grave assim em poluirmos os rios, o ar, etc. Será que os cristãos devem se importar com a natureza?

No texto de Ap 11.18, o Senhor diz que chegará o tempo em que serão destruídos aqueles que destroem a terra. A razão é muito simples: ninguém pode destruir o que não é seu. Este planeta não é nosso, mas daquele que o criou. Portanto, destruir o planeta em que vivemos é pecado. Aceitar passivamente essa destruição também é pecado.  É por isso que os cristãos deveriam se importar com o planeta.

O Salmo 24.1 diz que “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” Se a Terra é do Senhor, devemos olhá-la e tratá-la com mais respeito, devemos nos importar com ela mais do que as organizações ligadas ao meio-ambiente. Nós, mais do que ninguém, sabemos de quem é esta Terra, quem a criou e que ele nos ensinou sobre ela.

Se você não lembra, permita-me recordá-lo. Em Gênesis 2.15, a Bíblia diz: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.” Esta é uma das ordens que o Senhor deu ao homem após criá-lo: cultivar e guardar o que Ele criou. Ou seja, devemos cuidar da natureza que Ele criou. Ele criou, nós cuidamos.

Em Gênesis 1.1 está escrito que “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Mais uma vez, isso indica posse. A Terra não é nossa. Não podemos usá-la como bem quisermos, muito menos de um modo irresponsável. 

O recente problema com a falta de chuva, falta de água, além de outros problemas relacionados à natureza devem nos chamar a atenção. A responsabilidade por cuidar e usar a natureza com sabedoria é nossa, mas é também daqueles que nos governam. Devemos orar por eles e nos preocuparmos com suas atitudes e programas de governo relacionados ao meio ambiente. Devemos fiscalizá-los, cobrá-los, e sermos exemplo no cuidado da criação.

Assim, não é errado nos envolvermos com questões ambientais. Não é errado conhecermos a natureza e a utilizarmos da melhor maneira possível. Afinal, foi para isso que Deus nos criou:

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.

Gn 1.27–28

Neste texto, dominar é igual a conhecer e usar, ou seja, ter domínio (conhecimento e bom uso) sobre tudo o que Deus criou. Oremos pela natureza. Oremos para que o Senhor nos ajude a fazermos, cada um de nós, nossa parte no cuidado da mesma. E, por fim, oremos por aqueles que nos governam a fim de que saibam zelar por aquilo que nosso Pai criou.

PRECISO ME IMPORTAR COM TEOLOGIA?

Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.

Os 4.1

Você precisa se preocupar com teologia? Ou teologia é “coisa” só para seminaristas e pastores? Quem é o verdadeiro teólogo? Aquele que é mestre ou doutor em teologia, ou qualquer que tenha opinião formada sobre Deus? Aliás, porque se preocupar com isso? Não seria a experiência com Deus mais importante do que o conhecimento de Deus?

Muitas pessoas, em sua ignorância, acabam achando mesmo que teologia é coisa só para poucos. Na verdade, todos são teólogos, visto que todos sempre têm uma palavra para emitir sobre a pessoa de Deus. Sempre que alguém diz: “Para mim, Deus é…”, ou, “para mim, Deus não existe”, tais pessoas estão emitindo opiniões sobre Deus.

Querendo ou não, todos são teólogos. Teologia é o estudo sobre Deus, ou seja, teologia tem a ver com o “conhecimento de Deus”. Agora, voltando às perguntas (pois elas são a melhor forma de se ensinar algo), seria o conhecimento de Deus algo importante? É importante conhecer a Deus? Por que é importante conhecer a Deus (antes de morrer)?

Teologia = Conhecimento de Deus. Alguém que diz que não gosta de teologia é alguém que não gosta de…? Isso: conhecer a Deus. A verdadeira teologia é aquela que é feita na Sagrada Escritura, pois é ela que ensina sobre a obra e pessoas da Santíssima Trindade.

É sempre na ausência do “conhecimento de Deus” que o povo de Deus acaba se perdendo ou sendo destruído:

O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.

Os 4.6a

Desde cedo, pessoas na Bíblia se preocupavam em transmitir às futuras gerações o “conhecimento de Deus” que possuíam. A falha nisso causou verdadeiras tragédias espirituais e nacionais em Israel. A “chave” para a “vitória” em Israel estava em transmitir o “conhecimento de Deus” que possuíam e serem fiéis em obedecer tais ensinamentos. Isso, e só isso, traria “vitória” para Israel, em tudo o que fizessem.

Não apenas reis, sacerdotes e profetas se importavam com isso, mas pais também. Eram os pais os principais responsáveis pela transmissão da Verdade de Deus para seus filhos. Ninguém deveria ser negligente ou preguiçoso em sua busca por “conhecimento de Deus”. Um claro exemplo disso são as palavras de Salomão ao seu filho:

Filho meu, se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.

Pv 2.1–5

Note o conselho do Espírito Santo a todos nós através dos conselhos de Salomão ao seu filho. Deus deseja que: a) aceitemos Sua Palavra; b) decoremos (esconder) Sua Palavra; c) prestemos atenção a tudo que diz respeito à Bíblia; d) amemos com todo coração o “entendimento” que vem da Palavra; e) depois de tudo isso, clamarmos por mais inteligência (emocional e espiritual); e, finalmente, f) nos interessarmos e investirmos naquilo que tem a ver com o “conhecimento de Deus”.

A promessa é que, se fizermos tudo isso com zelo e carinho, que começaremos a conhecer realmente quem é Deus. Veja, eu disse “começaremos a conhecer”. Teologia não é algo feito em um mês ou quatro anos. Não é algo que se aprende em um livro técnico sobre determinada doutrina. Teologia se obtém no labor associado à oração e à leitura. Todos devemos ler a Bíblia, e todos devemos orar a Deus.

É no exercício dessas práticas que começamos a obter “conhecimento de Deus”. O segundo passo é introduzirmos leituras relacionadas a Deus, ou seja, livros de teologia, livros sobre doutrinas da Bíblia. Estes livros, quando bem escolhidos, servem para nos ajudar a conhecer melhor a Deus. Se determinado livro não lhe servir no crescimento de seu conhecimento de Deus, verdadeiramente este livro não lhe serve para coisa alguma além de mera diversão (ou distração).

Livros não trazem conhecimento de Deus. A Bíblia traz. Livros só nos ajudam quando firmemente alicerçados sobre a Escritura ou quando encharcados pela cosmovisão bíblica.

Voltando à pergunta inicial, por que se importar com teologia? Porque é a teologia que lhe ajudará a conhecer melhor a Deus. E este é o desejo de Deus revelado em Oséias 4.1, escrito bem abaixo do título acima. Segundo o texto, Deus possuía uma contenda com os moradores da Terra. Esta tristeza e insatisfação se deu pelo fato de não haver amor entre os homens; e, qual a razão da falta desse amor? Não havia verdade, muito menos o conhecimento de Deus.

Assim, teologia não é coisa apenas de seminarista. Teologia é para todos! R. C. Sproul, citado por Dave Harvey em seu livro Quanto pecadores dizem ‘sim’ (Editora Fiel), afirma que:

“Todo cristão é um teólogo. Ele pode não ser um teólogo no sentido técnico ou profissional, mas ainda é um teólogo. A questão não é ser ou não ser um teólogo, mas se somos bons ou maus teólogos”.

Quer você tenha pouco conhecimento de Deus ou muito, por causa disso você possui uma “teologia” em sua mente, um “conhecimento de Deus” guardado em si. O que Deus claramente espera em Sua Palavra é que você cresça e amadureça este conhecimento que você possui sobre Ele. Não permaneça ignorante a respeito da Palavra de Deus e do Deus da Palavra. Ignorância é pecado. Falta de conhecimento de Deus é pecado. É desobedecer sua Palavra que diz:

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR;

Os 6.3a

Obedeçamos a Palavra de Deus. Seja onde for, seja quando for, sempre tenhamos a Palavra de Deus e um bom livro sobre Deus à mão. Temos tão pouco tempo para viver… Que tal se vivermos intensamente na busca do “conhecimento de Deus”?

MORTE: Perguntas e Respostas

Por que nunca estamos preparados para a morte?

A resposta a esta pergunta é simples: porque não fomos criados para morrer. Deus não criou os seres humanos para morrerem, mas para viverem muitíssimo bem, tendo pleno prazer nele enquanto o glorificassem para sempre. Curiosamente, dentro do plano de Deus para a redenção de seres humanos, encontra-se a ressurreição de nossos corpos em corpos glorificados e incorruptíveis, ou seja, que não morrerão jamais. Algo mais que nos é dito na Palavra de Deus é que Ele criará Novos Céus e Nova Terra.

A morte representa uma separação momentânea (aparentemente final), entre amigos e familiares. E, mesmo que tenhamos consciência disso, nunca estaremos preparados para isso. Não fomos criados para esse momento. Por isso, ele é tão terrível para nós. Mesmo quando "esperamos" o falecimento de alguém (alguém que já está doente há muito tempo), ainda assim nos é dolorosa a hora da separação, a hora em que experimentamos o fato de que nunca mais veremos tal pessoa diante de nós.

O que existe após a morte?

O fato é que a Bíblia nos consola com a esperança de que, do outro lado da eternidade, reencontraremos pessoas que perdemos deste lado da eternidade. No entanto, o reencontro não será uma realidade para todos. O lado triste da informação bíblica é que, aqueles que não mantêm intima comunhão com Deus, tristemente não reencontrarão seus queridos após a morte.

A vida continua após a morte. Embora nosso corpo volta à terra, nosso espírito volta a Deus, que no-lo deu. Das mãos de Deus, nosso espírito toma o rumo que Ele quiser. Céu ou inferno. E isto também é fato. O próprio Cristo, que veio do lado de lá da eternidade, e que conhece todas as coisas no céus e na terra, falou sobre a realidade desses dois lugares. Suas palavras estão registradas no Evangelho Segundo São Lucas, capítulo 16.

Portanto, a fim de que tenhamos esperança e paz de que, após a nossa própria morte, receberemos as boas-vindas de Deus em Seu céu, necessário se faz que nos arrependamos de nossos pecados, que nos arrependamos de tudo aquilo que se chama pecado. Todos sabemos o que é pecado. Todos sabemos das coisas que ofendem a Deus e que ferem Sua santidade. Precisamos nos arrepender de tudo isso. Dar as costas para o pecado. Negarmos a nós mesmos, e tornarmo-nos seguidores de Jesus Cristo, buscando conhecer Sua vontade e obedecer Suas Palavras.

Essa conversão a Cristo é o que nos trará paz e esperança. Sem Jesus, permaneceremos desesperados e cheios de medo do amanhã. Sem Jesus, jamais viveremos no céu.

Mas, e quanto àqueles que já morreram? Como saber se estão no céu com Deus?

Não temos como saber. A Bíblia nos proíbe julgar quem está ou não no céu. Além disso, nos proíbe também de julgar quem são aqueles que estarão no Novo Céu e Nova Terra.

O certo é que estarão somente os convertidos a Jesus Cristo. E os convertidos são aqueles que amam a Jesus com todo seu coração, com toda a sua força e com todo o seu entendimento. Nós não podemos julgar o amor que há no coração do próximo por Deus. Isso é algo pessoal, interior, e impossível de julgar com precisão.

Só vai para o céu pessoas convertidas e que amam a Deus e ao Seu filho Jesus mais do que tudo nesse mundo. Essas pessoas são aquelas que se arrependeram de seus pecados com todo seu coração. O FATO É QUE, nenhum de nós sabe o que Deus é capaz de fazer na mente e no coração de alguém diante da morte. Com o exemplo do ladrão na cruz ao lado de Jesus, todos esperamos que aqueles a quem amamos, e que morreram após uma vida no pecado, tenham se arrependido também na última hora.

Como podemos consolar os familiares que perdem um ente querido?

Infelizmente, a única resposta para essa pergunta é: NÃO PODEMOS!

Não há em nós a capacidade de consolar o coração enlutado. Por mais que abracemos, choremos junto, procuremos palavras de conforto, nada é capaz de apagar a tristeza ou diminuir a dor no coração de quem chora pela triste e irremediável separação. Como já disse, não fomos criados para esse momento.

No entanto, a Bíblia nos apresenta a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Chamado por Jesus de "o Consolador", o Espírito Santo é quem tem a capacidade de trazer paz, consolo e conforto ao coração das pessoas que perderam entes queridos. Ele é o único que pode promover uma paz que excede toda explicação e entendimento. Dele vem uma paz que, aquele que a recebe, não consegue entender nem explicar.

Só o Espírito Santo pode consolar o coração de quem chora e sofre pela perda de alguém que ama. Este é mais um motivo pelo qual pessoas devem buscar estar em paz com Deus, arrependidos e perdoados de seus pecados. Esta paz não está disponível a todos, mas apenas àqueles que buscam diariamente a pessoa de Jesus, pois O amam. Diariamente falam com Deus (através da oração) e ouvem a Deus (através da leitura da Bíblia Sagrada – seja ela lida, narrada, pregada ou cantada). Tais pessoas não sabem de onde vem tanta força e tanta paz. 

Por fim, deixo as sábias palavras do Rei Salomão, e a parábola que Jesus contou sobre os dois lados da eternidade. Leiam e reflitam sobre elas. Deus abençoe cada um de vocês.

"É melhor ir a uma casa onde há luto do que ir a uma casa onde há festa, pois onde há luto lembramos que um dia também vamos morrer. E os vivos nunca devem esquecer isso. A tristeza é melhor do que o riso; pois a tristeza faz o rosto ficar abatido, mas torna o coração compreensivo. Quem só pensa em se divertir é tolo; quem é sábio pensa também na morte. É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que escutar elogios de um tolo."

Salomão, em seu livro Eclesiastes, capítulo 7, versos 2 a 5

"Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras.Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos."

Jesus, no Evangelho Segundo São Lucas, capítulo 16, versos 19 a 31.

O voo da igreja e da Malaysia Airlines

Ontem a noite acompanhei pela TV as hipóteses relacionadas ao desaparecimento do avião da companhia aérea Malaysia Airlines que sumiu durante um voo da Malásia com direção à China – Pequim.

 

Ainda não se sabe a causa do desaparecimento. A principal hipótese é sequestro e uma possível explosão em ar, o que teria causado uma desintegração da aeronave em pleno voo. Essa seria a razão de não se encontrar vestígios da mesma.

 

Até agora (10/03/2014), o desaparecimento é um mistério.Tenho duas palavras sobre isso, para sua reflexão.

 

1. Devemos nos unir ao sofrimento dos familiares e orar para que Deus dê graça e força diante da possibilidade de receberem a pior notícia que seres humanos podem receber. Devemos orar por conforto e consolo. Devemos orar por inúmeros missionários que estão espalhados mundo afora para que sejam usados por Deus para alcançar possíveis terroristas para Cristo.

 

2. Podemos refletir em como o desaparecimento dessa aeronave assemelha-se ao estado atual da igreja no ocidente. Uma grande instituição, que faz um enorme barulho, mas que, do nada, parece não existir. Onde estão os santos de hoje? Onde estão os pastores que vivem como santos no mundo? Onde estão os cristãos que brilham como luz em meio às trevas? Tristemente, parece que a verdadeira igreja também desapareceu. Às vezes, dizem ter achado vestígios dela por aí. Mas, são poucos, bem poucos. Assim, devemos orar pela igreja também. Alguns já desistiram dela. Alguns vivem para criticá-la. Todavia, devemos amá-la e orar para que Deus a santifique e avive novamente.

 

Que o Senhor, em sua graça e misericórdia, esteja com os familiares e amigos dos desaparecidos. Resta a esperança de que o avião seja achado integro em algum lugar, e que tenha sido apenas um sequestro. Mas, se o pior vier, que nosso Deus console e use esta desgraça para sua glória.

 

Estejamos em oração.