A HOMOSSEXUALIDADE EM ROMANOS 1: UM FRUTO DO AFASTAMENTO DA HUMANIDADE

Wilson Porte Jr.

Introdução

Ao contrário do que alguns poucos aloprados afirmam, o que Paulo combate em Romanos 1 e 2 não é a promiscuidade dentro de relações homossexuais, mas a própria homossexualidade.

A homossexualidade existe há milênios e é conhecida tanto dentro da literatura judaico-cristã quanto fora. O termo deriva dos termos homo e sexus (a primeira, tanto da língua grega quanto da latina, e a segunda da língua latina), e refere-se a um ser humano, homem ou mulher, que possui afeição e atração sexual por outro ser humano do mesmo sexo. Homens e mulheres podem ser homossexuais. As mulheres normalmente são chamadas de lésbicas e os homens de sodomitas. Lésbicas, por causa de uma ilha grega chamada Lesbos, onde viveu uma poetisa, Safo, que escreveu amplamente sobre seus relacionamentos sexuais com outras mulheres. Sodomitas, por causa da prática comum na cidade de Sodoma onde homens buscavam outros homens para relações sexuais, pública ou privadamente.

Os protestantes, desde o início, se valeram dos textos bíblicos para lidarem com o assunto. Apenas recentemente, com um distanciamento da Sagrada Escritura como elemento normativo quanto à moral, ética, sexualidade, comportamentos e fé, é que dentro do protestantismo começou-se a aceitar a homossexualidade como prática aceitável desde que dentro de princípios morais e éticos respeitáveis.

MEU OBJETIVO com esta pregação é compreender qual era o pensamento de Paulo sobre a homossexualidade. Procuraremos compreender qual a razão do apóstolo ter colocado as relações homoafetivas no topo da lista de pecados na abertura de sua epístola aos romanos.

Exposição

Em Romanos 1.1-7, Paulo fala sobre as Boas Novas sobre um Novo Rei. Paulo, claramente, começa sua epístola desafiando o pensamento dos cristãos gentios e judeus na igreja em Roma a pensarem e compararem o rei presente em seu contexto local, o próprio César, e o novo Rei que se apresenta com os mesmos títulos usados para César.

Nesta porção, fazendo clara comparação com César, Paulo chama Jesus de kyrios (Senhor), apresenta Jesus como um filho de Deus, e como alguém que possui um evangelho. Todos estes termos eram usados, antes do cristianismo, à pessoa de César.

Paulo, assim, está provocando o pensamento de seus leitores a pensarem na supremacia da pessoa de Jesus diante do Senhor de todo império romano.

Nos versos 8 a 13 deste mesmo capítulo, Paulo apresenta seu imenso desejo de visitar os cristãos romanos (especialmente, versos 11 e 12).

Nos versos 14 a 17, Paulo volta a falar sobre o Evangelho. Ele inclui temas como salvação, justificação e justiça de Deus.

Nos versos 18 a 23, Paulo apresenta a forma como seres humanos rejeitam a justiça graciosa de Deus e abraçam a corrupção.

Então, nos versos 24 a 27, Paulo entra no assunto que pretendo expor aos irmãos nesta noite. Paulo fala sobre desejos impuros, e corpos que não o honram:

É por isso que Deus os entregou à impureza sexual, ao desejo ardente de seus corações, para desonrarem seus corpos entre si; pois substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

Rm 1.24-27

Segundo as Escrituras, a consequência da rejeição da justiça de Deus foi a entrega que o próprio Deus realizou dessas pessoas à impureza sexual. O texto diz que Deus os entregou. A palavra é παρέδωκεν, de παραδίδωμι, ou seja, entregar alguém ou alguma coisa a outro, especialmente, à autoridade de um outro.

Assim, com essa entrega, tais pessoas não teriam como vencer os impulsos desonrosos de sua carne. O final do verso 24 diz que eles desonrariam seus corpos entre si. A razão é simples: a idolatria do corpo. Ao entregarem-se a idolatria do corpo criado ao invés daquele que o criou, substituem a verdade pela mentira.

No verso 26, o verbo παρέδωκεν, o mesmo do verso 24, é repetido, enfatizando que o próprio Deus é quem confundirá a mente do homem idólatra que insiste em fugir do culto ao Criador. A partir daqui as paixões desonrosas serão explicadas com detalhes:

Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

A homossexualidade é tratada pelo Espírito do Senhor como uma paixão desonrosa, contrária à natureza. Segundo este texto, por mais desconcertante que venha a ser, uma das maneiras de constatarmos a corrupção da vida humana é pela existência das práticas homossexuais.

Algo que deve nos chamar a atenção aqui é, porque razão Paulo coloca este pecado no topo da lista no início de sua epístola aos romanos? Como escreveu N. T. Wright, a resposta não é simples, como alguns têm sugerido. Como um judeu, essa prática já era claramente repugnante a Paulo. No entanto, muitas culturas pagãs de sua época aceitavam a homossexualidade com naturalidade.

Alguns pontos precisam ser conhecidos aqui. O próprio Nero, o imperador, era conhecido por suas práticas homossexuais, bem como várias práticas bizarras heterossexuais. É bastante possível que o apóstolo Paulo tenha desejado colocar o dedo na ferida, apontando para o sistema imperial como algo corrompido, podre, por conta de imoralidade em seu núcleo central.

Além de Roma, a homossexualidade era comum em toda a Grécia Antiga, chegando a ser considerado um modelo de educação para os jovens. Em Roma, uma curiosidade é que a relação homossexual passiva era considerada desonrosa. Os romanos eram ensinados a serem ativos em suas relações. A posição passiva era devida apenas às mulheres e aos escravos. De todos os imperadores romanos do período neotestamentário, somente Claudio foi heterossexual. O mais imoral de todos foi Julio César, que era respeitado apenas por ser o imperador e por causa de suas conquistas em favor do império. De Julio César se dizia que “era o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens”.

É interessante notar também que Paulo escreve esta epístola muito provavelmente durante sua estada em Corinto. Nesta cidade, a cultura grega sobre educação sexual era muito forte. Os meninos deixavam a casa de seus pais ainda muito cedo, provavelmente no início da adolescência, e iam estudar com homens mais velhos dos quais se esperava que fossem introduzidos às práticas sexuais. Estes meninos tornavam-se amantes destes mestres adultos. A pedofilia homossexual era vista como um relacionamento afetivo e educacional entre mestres e alunos. E Paulo estava mergulhado nessa cultura quando escreveu aos romanos. E note que, quando Paulo escreveu sua primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 6, versos 9 a 11, citou que os efeminados e os sodomitas não herdariam o reino de Deus. E afirma impressionantemente que, alguns na igreja em Corinto haviam sido homossexuais, mas haviam sido justificados, lavados, santificados em nome do Senhor Jesus, pelo Espírito do nosso Deus (1Co 6.11).

É possível que Paulo tenha pensado nesse contexto coríntio e romano ao escrever. Mas esse não é o seu ponto aqui. Paulo não estava apenas dizendo que os judeus eram contrários àquela prática normal no mundo não judeu, como alguns insistem.

Paulo apenas está a esclarecer que não foi para isso que Deus fez macho e fêmea. Nem está Paulo preocupado em apontar uma realidade somente da casa imperial, ou da cultura greco-romana que assistia com certa medida de simpatia as relações homossexuais. Paulo está a tratar da homossexualidade, e não de homossexuais específicos.

No verso 18, Paulo afirma que a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça. Paulo, então, está falando de todos os homens, ou seja, da raça humana. Assim, as relações homoafetivas são um sinal de que o universo humano está quebrado.

A homossexualidade é um sinal de que Deus entregou a humanidade à outra autoridade. A homossexualidade, então, segundo a teologia-bíblica, é apenas um de muitos sinais da entrega da humanidade para viver longe de Deus e contrariamente à sua vontade e verdade.

Quando um homem se deita com um homem, temos algo que não está funcionando como deveria na criação. A criação está quebrada, fora de ponto. E isso é o resultado de Deus ter entregado os seres humanos às paixões infames, contrárias à natureza.

As escolhas que a humanidade tomou, e não apenas homossexuais, tem trazido consequências a todos. E Deus tem permitido que exploremos as consequências de nossa própria rebelião. Ele nos avisa, nos chama ao arrependimento, nos convida à conversão. Mas, se escolhermos a idolatria do corpo, a idolatria da criatura, a idolatria e serviço e culto da carne, caminharemos para o dissolver da humanidade.

Um livro lançado em 2013 nos Estados Unidos revelou o poder de Deus na vida de um famoso ator de filmes pornográficos homossexuais. O livro se chama Swallowed by Satan (Engolido por Satanás), e tem como subtítulo “como nosso Senhor Jesus Cristo me salvou da pornografia, homossexualidade e ocultismo. Seu autor, Joseph C. Sciambra, conta a história de como ele, com uma infância tranquila numa família tradicional, entrou no universo da pornografia.

Em princípio, a porta foi via a pornografia impressa em revistas. Após ser introduzido no universo dos vídeos pornográficos, Sciambra passou a não mais se interessar somente pela pornografia heterossexual. Ele afirma em seu livro que foi a adicção à masturbação e pornografia heterossexual que o introduziu ao universo homossexual.

Ele conta como, com 19 anos de idade, ele começou a frequentar o distrito de Castro e encontrou um homem mais velho que estava disposto a pagar tudo para ele. Esse homem passou a ter encontros sexuais com ele, depois passou a filmá-lo, depois passou a mostrar tais filmes a amigos, e ele passou a fazer sucesso. Com o tempo, Sciambra passou a fazer filmes pornográficos oficialmente e a viver disso. Em suas palavras, Satanás o engoliu aos poucos.

De acordo com Sciambra, sua história não é mais ou menos extraordinária da de tantos outros que entram no universo pornográfico homossexual. Ele afirma:

“O que em minha vida justifica este livro? Em uma palavra: Eu não fiz nada que possa ser considerado extraordinário, excepcional, ou digno de nota. O que pode ser interessante aos outros é o papel que Nosso Senhor Jesus Cristo desempenhou em minha história.”

Em outra ocasião, Sciambra, pensando em sua própria história, afirma que, no universo homossexual, “Satanás tem anexado alguns demônios extremamente vorazes. A influência deles sobre suas vítimas é forte e profunda. Uma vez que eles grudam em você, se livrar deles não é algo fácil.”

Foi quando esteve à beira da morte que Joseph Sciambra descreve a sensação de algo estava o arrastando ao inferno. Sciambra diz que o pouco que havia conhecido sobre Jesus em sua infância foi suficiente para que ele clamasse o socorro de Jesus, dizendo: “Senhor, me ajude”. Ele diz que neste momento, uma paz imensa invadiu seu coração e ele se converteu. É óbvio que sua jornada de conversão foi longa, mas começou com o reconhecimento de sua carência de Jesus para transformá-lo.

Hoje, Sciambra possui um site no qual ajuda outras pessoas a encontrarem em Jesus a mão para socorrer pessoas que desejam sair da pornografia e viver um celibato até o final de sua vida.

Assim, a única solução para o problema humano da homossexualidade é a conversão. Quando os seres humanos adoram o Deus à imagem de quem foram criados, estes mesmos seres humanos passam a ser transformados por Deus a fim de serem aquilo que Deus os criou para ser.

Obviamente, esta não é uma palavra final de Paulo sobre o assunto. São apenas dois versículos (26-27). Muito mais poderia ser dito e colocado, mas os mesmos não podem ser explorados sem que este princípio esteja em mente. A homossexualidade não é fruto de uma escolha individual, ou genética, ou de uma doença, ou de uma construção social. A homossexualidade é fruto da entrega que o Criador realizou quando o primeiro casal se rebelou. A homossexualidade somente existe na humanidade pelo fato de todos terem pecado e estarem distantes de Deus. A homossexualidade, tal como qualquer outro pecado de natureza sexual, qualquer outra perversão sexual, é fruto do afastamento de Deus, da escolha que, desde o início, os homens têm feito.

Conclusão

Há poucas referências bíblicas sobre a homossexualidade. No Antigo Testamento, a primeira e principal referência é sobre a história de Sodoma, em Gn 19.4-11. Além desta passagem, Jz 19, Lv 18.22, Lv 20.13 apresentam a abominação que é ao Senhor a prática homossexual. O Antigo Testamento observa pouco este assunto, não sendo objeto de grande preocupação pelos escritores veterotestamentários. No entanto, no Novo Testamento, mostrando que não se tratava de um assunto exclusivo de um tempo distante, os escritores voltaram a tratar do assunto em 1Co 6.9-11, 1Tm 1.10 e Rm 1.27. Nestes últimos textos, a homossexualidade volta a ser condenada, embora muitos críticos no Novo Testamento acreditem que estas orientações não sejam válidas para a contemporaneidade. Muitos destes, afirmam que sejam moralistas aqueles que usam tais textos bíblicos como suporte para sua visão sobre homossexualidade.

22Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.23Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.

Lv 18.22-23

13Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.

Lv 20.13

Assim, hoje, entre protestantes encontra-se um pequeno grupo que sustenta não haver base para a Lei Natural e sua relação com os atos sexuais, inclusive, procriativos. À medida em que muitas nações têm revisto suas leis e têm reformado a lei civil reconhecendo e favorecendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, algumas igrejas têm buscado se adaptar ao contexto em que vivem não encarando mais como um comportamento pecaminoso as relações homossexuais.

Todavia, a vasta maioria dos cristãos permanecem com sua tradição bíblica de que a homossexualidade, por conta de todos os textos bíblicos apresentados, deve continuar a ser vista como um pecado a ser deixado. Assim como todos os demais pecados, a homossexualidade também deve ser confessada e abandonada. Não só ela, mas todos os demais pecados para os quais um ser humano diz que nasceu inclinado para aquilo.

Segundo a visão protestante mais aceita, todos são concebidos em pecado (Sl 51.5) e seguem durante a vida sendo mais inclinados ou tentados a um determinado pecado, enquanto que, outros, são mais tentados em outros pecados. Mas, desde o momento em que tal ser humano compreende o chamado para o arrependimento e fé no Filho de Deus, tal pessoa deve olhar para suas antigas práticas do mesmo modo como Deus olha. E, no caso da homossexualidade, como um pecado a ser abandonado para o resto da vida.

Termino com o testemunho de Jerry Arterburn, falecido em 13 de junho de 1988 aos 38 anos, de AIDS:

“Espero que você compreenda que não importa o quão longe você tenha ido em seu estilo de vida homossexual, nunca é tarde demais para mudar, nunca é tarde demais para voltar ao lar. Deus tem o poder de reformá-lo completamente em corpo, alma e espírito. Por causa do que Deus fez por mim, o velho Jerry Arteburn acabou. Ele se foi. E sou uma nova pessoa através do poder de Deus.”

Eu termino com a conclusão de que o apóstolo Paulo pretendia apresentar a homossexualidade não como fruto de uma doença, de uma condição social, de um determinismo genético, ou qualquer outra pressuposição moderna. O Espírito Santo usou Paulo para revelar ao Seu povo que a homossexualidade deve ser vista como um sinal da queda da humanidade e da quebra, ou seja, da impossibilidade dessa humanidade viver os propósitos de Deus sem uma conversão e retorno a Ele.

Assim como a relação entre céus e terra está quebrada, a relação entre homem e mulher também foi afetada pela queda. A homossexualidade deve ser vista conforme comentou Bob Utley – como o pior julgamento que pode haver. É como se Deus dissesse: “deixe que a humanidade caída trilhe seu próprio caminho”. Em Salmo 81.12: 12Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos. Em Os 4.7: 17Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo. Em At 7.42: 42Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial.

O paganismo, ou seja, o distanciamento de Deus, sempre foi caracterizado pela perversão sexual. Não devemos olhar para esse pecado como mais ou menos importante, mas apenas como mais uma força que oprime pessoas afastando-as do caminho de Deus. E precisamos nos lembrar que nada nem ninguém é capaz de vencer sozinho contra as forças tentadoras de seu próprio coração (sejam estas forças a mentira, a fofoca, a ganância, ou a homossexualidade). É somente na conversão, na justificação dessa vida, que ela será capaz de viver como um homem, ou uma mulher, conforme planejados por Deus.

Deus abençoe a vida de cada um dos irmãos e nos ajude a lidarmos com esse assunto sempre com sabedoria e cuidado, e a lidarmos com as pessoas que são tentadas homossexualmente, com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, e também com respeito e compaixão.

 

HOMOSSEXUALIDADE (PARTE 1): DAVI E JÔNATAS – UM ESTUDO SOBRE O AMOR ENTRE DOIS HOMENS

Wilson Porte Jr.

Introdução

Muito tem sido dito e escrito sobre o amor entre Jônatas, filho de Saul, e Davi, filho de Jessé. Era homossexual a relação que eles tinham? Este estudo tratará não de uma passagem específica, mas de uma série de versículos que, uma vez distorcidos e mal compreendidos, são usados para corroborar a prática homossexual.

Para responder a essa pergunta sobre a relação entre Jônatas e Davi, é necessário que compreendamos o uso da palavra amor no Antigo Testamento, não só dentro da história que envolve Jônatas e Davi, mas em outras envolvendo outras pessoas.

Em nosso próximo estudo (post), veremos como o projeto na criação de Deus para os seres humanos era de uma relação heterossexual entre as pessoas. Este é o projeto natural de Deus. Com o afastamento da humanidade, este projeto, bem como tantas outras coisas, se quebrou, dando origem à homossexualidade como um fruto de abandono de Deus da raça humana, do entregar de Deus às paixões infames da carne a humanidade como um todo. Um sinal disso é justamente as relações homoafetivas.

Veremos que a relação homossexual é fruto de uma mentira na qual a humanidade está. Vimos que:

Rm 1:25-27 “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.  Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.  E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”.

Este ponto da teologia-bíblica sobre a homossexualidade é claro para todos nós. Não se trata de uma opinião pessoal, ou da cultura de um povo. Trata-se da Palavra de Deus sobre o assunto.

Exposição

Posto isso, vamos às passagens que, normalmente, são distorcidas para forçar, discriminatoriamente (diga-se de passagem), um pecado na vida de Davi que nunca existiu.

1Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.2Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai.3Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.4Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto.5Saía Davi aonde quer que Saul o enviava e se conduzia com prudência; de modo que Saul o pôs sobre tropas do seu exército, e era ele benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul.

1Sm 18.1-5

Bem, aqui começa a confusão. Jônatas amou Davi como à sua própria alma. A palavra usada aqui é אַהֲבָה, de אָהֵב. Esta palavra é normalmente associada em traduções com a palavra amor e, pode estar ligada tanto ao amor como afeição, quanto como atração, ou como um cuidado amoroso entre amigos, ou ainda como um amante mesmo.

O primeiro ponto que temos que considerar aqui é tanto Jônatas quanto Davi eram homens desempenhando seus papeis na nação, casados e tendo filhos. Davi, inclusive, chegou a ter 8 mulheres, indicando qual era sua real dificuldade. Se Davi era, realmente, tentado por homens, como explicar estas oito além das muitas concubinas?

Em segundo lugar, é importante observar que o amor apresentado em 1Sm 18 nada tem de conotação sexual, não podendo se traduzir אַהֲבָה como um amor de atração. A mesma ideia que se apresenta em 1Sm 18 aparece nos versos abaixo:

21Assim, Davi foi a Saul e esteve perante ele; este o amou muito e o fez seu escudeiro.22Saul mandou a Jessé: Deixa estar Davi perante mim, pois me caiu em graça.23E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.

1Samuel 16.21–23

Este texto nos diz que Saul, pai de Jônatas, também amou a Davi. Estaria o texto apresentando uma possível relação homoafetivas entre Saul e Davi? Vejamos o texto abaixo:

1Enviou também Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), pois Hirão sempre fora amigo de Davi.

1Reis 5.1

Já neste texto, temos outro rei amando Davi. Hirão, rei de Tiro, é apresentado como alguém que todo o sempre amou a Davi. Embora nas versões em português apareça que Hirão sempre fora amigo de Davi (ARA), ou, Hirão havia sido sempre muito amigo de Davi (A21), no texto original, as palavras que aparecem são כָּל־הַיָּמִֽים … אֹהֵ֗ב , ou seja, amou … todo o sempre. אֹהֵ֗ב é a mesma palavra usada para falar do amor de Jônatas por Davi. Estarei o texto dizendo que, além de Jônatas, Saul e Hirão também o amavam homossexualmente?

Bem, outra passagem mal usada é 2Sm 1.26, na qual Davi afirma que o amor de Jônatas era maior do que o das mulheres:

26Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo!  Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.

2Samuel 1.26

Em quê sentido este amor ultrapassava o de mulheres? No sentido de que a amabilidade de Jônatas superava o modo como algumas mulheres amavam e tratavam a Davi na época. Veja essa experiência de Davi com sua primeira esposa, irmã de Jônatas:

16Ao entrar a arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração … 20Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!

2Sm 6.16,20

Em comparação com o amor de Mical, também filha de Saul, o amor de Jônatas ultrapassava o amor de mulheres. Davi (e muito menos o texto bíblico) não está dizendo que ama Jônatas mais do que ama as mulheres, como alguns analfabetos funcionais afirmam. Davi está apenas percebendo que o amor que Jônatas demonstra por ele é maior do que o cuidado que ele vinha recebendo de mulheres. Para enxergar um amor homossexual aqui, somente usando as lentes da homofobia ou do preconceito.

Sempre foi (e ainda é) comum que homens encontrem em outros homens o cuidado e o amor que, em determinadas situações, supera o amor de mulheres. Considere promessas feitas na guerra por companheiros que dão a vida uns pelos outros, e que se comprometem, como fez C. S. Lewis durante a 1ª Guerra Mundial, com seu amigo Paddy Moore, a cuidar da família um do outro no caso de um deles morrer lutando. Moore faleceu em 1918 durante a guerra na qual ele e Lewis lutaram contra o jovem e, ainda desconhecido, Adolf Hitler, especialmente na Batalha do Somme, em 1916.

Em meio à guerras e outras situações que produzem aflições em nosso coração, se temos um amigo junto a nós é natural que percebamos o amor cuidadoso desse amigo. Vemos isso na relação entre pais e filhos, entre irmãos, e entre amigos. No entanto, não podemos cometer a tolice de, sempre que virmos um homem demonstrando cuidado amoroso ao seu amigo, considerarmos aquilo uma relação homossexual.

Um último absurdo que precisa ser considerado é o do beijo entre Jônatas e Davi:

41Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais.

1Samuel 20.41

Qualquer pessoa não homofóbica (ou preconceituosa) saberá ler o contexto e entender o que está acontecendo. Infelizmente, esse tipo de atitude tem levado muitas pessoas a evitarem gestos de carinho por um amigo em público. Recentemente, um pai foi espancado em um show por ter dado um beijo e um abraço em seu filho. Um homem, homofóbico, vendo a cena incomodou-se e decidiu bater naquele suposto gay. O pai apanhou tanto que terminou sem parte de uma orelha.

Por outro lado, encontramos gays celebrando quando um pai beija seu filho em publico, especialmente se ambos já são adultos, porque preconceituosamente consideram aquilo com a atitude de dois gays, quando, na verdade, são pai e filho. Você consegue perceber para onde caminha isso?

Como o tempo, qualquer atitude de um pai com seu filho será tida como um incesto. Qualquer homem que abraçar seu amigo será tido como gay. E, como a Bíblia recomenda o ósculo santo, isso seria um sinal de aprovação bíblica da prática homossexual. Neste ponto, tanto homossexuais preconceituosos quanto homofóbicos raivosos agem de igual modo, ignorando o lado afetivo da amizade entre duas pessoas do mesmo gênero.

E, quando olhamos para a Bíblia, o que vemos é uma clara demonstração do que era, na cultura judaica, o beijo. Era tudo, menos a demonstração de homossexualidade. Veja:

4Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram.

Gn 33.4

15José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.

Gn 45.15

1Então, José se lançou sobre o rosto de seu pai, e chorou sobre ele, e o beijou.

Gn 50.1

27Disse também o Senhor a Arão: Vai ao deserto para te encontrares com Moisés. Ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou.

Êx 4.27

7Então, saiu Moisés ao encontro do seu sogro, inclinou-se e o beijou; e, indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda.

Êx 18.7

14Então, de novo, choraram em voz alta; Orfa, com um beijo, se despediu de sua sogra, porém Rute se apegou a ela.

Rt 1.14

39Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão e passado também o rei, este beijou a Barzilai e o abençoou; e ele voltou para sua casa.

2Sm 19.39

16Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam.

Rm 16.16

Seriam todos estes casos, casos de homossexuais?

O beijo sempre foi uma prova de afeto, de respeito, e de amor por um amigo ou amiga, independentemente do sexo da pessoa que recebe o beijo.

É necessário ter uma proporção muito grande à imoralidade para enxergar no texto bíblico algo além do que está nele posto. É, aliás, isso que provavelmente há no coração de tais pessoas, uma mistura de homofobia e preconceito.

Homofobia por parte daqueles que olham para a Bíblia com raiva por ela apresentar estas cenas de afeição entre amigos, nas quais estes homofóbicos são incapazes de perceber outra coisa que não algo de conotação sexual. Veja que a homofobia está ligada também à perversão de mente.

E preconceito por parte das pessoas que, ao olharem para o texto, imediatamente veem sexualidade e julgam o carinho entre amigos como se fosse uma prova de sua homossexualidade. Sim, homossexuais que assim olham para o texto bíblicos são preconceituosos. Agem com um preconceito sobre aqueles que a Bíblia apresenta.

O melhor caminho para não cairmos neste erro da ignorância é não nos contentarmos com uma leitura rasa das Escrituras, mas procurarmos nos aprofundar cada vez mais. Conhecer melhor a mais profundamente as Escrituras é algo bom! O Senhor diz pelo profeta Oséias que seu povo se perde justamente por lhe faltar conhecimentos de Suas Palavras (Os 4.6).

 

CONSELHOS AOS HOMOSSEXUAIS SOBRE CASAMENTO

Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.

Ap 21.2

Há um grande quadro por trás da relação entre duas pessoas. Dentro do relato bíblico da criação, há dois paralelos incríveis associados a dois relatos na criação. Um é o quadro do complementar que há entre os seres criados no céus e na terra. Outro é o quadro que põe em destaque a criação dos próprios seres humanos.

Deus fez o céu e a terra e estes parecem trabalhar juntos, sendo impossível haver existência de um ou de outro sem o um ou o outro. Há um perfeito complementar entre céu e terra em Gênesis 1. São duas esferas gêmeas que se interrelacionam perfeitamente dentro dos propósitos da criação.

Todo o relato da criação nos apresenta a complementariedade que há entre mar e porção seca, entre plantas e animais, machos e fêmeas, e assim por diante. Não há nada que trabalhe ou funcione sozinho na criação, mas sempre opostos que, juntos, se complementam e completam seu propósito na criação.

Homem e mulher aparecem dentro de tudo isso, no final de Gênesis 1, como um sinal de perfeição desse complementar existente em toda a criação. Não devemos imaginar que o homem represente o céu e a mulher a terra, como chegaram a sugerir algumas religiões e filosofias orientais. A tradição judaico-cristã não concorda com isso, mas apenas em que o complementar que há entre homem e mulher funciona como um sinal de perfeição em toda complementariedade existente na criação.

Sem dúvida alguma, este princípio que é visto na criação aponta para a total absurdidade na união entre dois do mesmo sexo. Não há nada na criação que aponte para a isso. Nem dentro da cosmovisão evolucionista é possível perceber uma razão natural plausível para a relação homossexual.

Se homossexuais não podem se complementar em seus papeis e relacionamento, não devem cometer o erro de entrarem em comunhão pois o fim disso, que não é natural, acabará ou com doença ou com algum vazio existencial.

Essa complementariedade segue em toda a história bíblica com a união de Deus com o povo de Israel, e com Jesus Cristo referindo sua união com a Igreja como um noivo que encontra sua noiva. Inclusive, a figura apocalíptica do Novo Céu e Nova Terra inclui uma cidade que desce do céu e encontra um povo na terra restaurada. Essa é a figura por trás do texto acima (Ap 21.2).

Assim, casamento, sob a luz das Escrituras, envolve a união entre opostos que se complementam em amor e responsabilidades cumprindo seu papel na criação. Todo relacionamento que caminhe no oposto disso deve ser reconhecido como oposto à criação, à ordem natural dos seres. A homossexualidade é antinatural e contra a criação principalmente por causa da questão da complementariedade entre homem e mulher, que jamais encontrará paralelo perfeito e natural entre dois homens ou duas mulheres.

Casamento entre um homem e uma mulher não está dentro de um pacote de normas e regras. Quem assim o afirma, compreendeu mal e está distorcendo o que as Escrituras dizem. As Escrituras, ao contrário, querem libertar a humanidade, mas, para isso, é necessário que todos compreendam o casamento segundo as Escrituras, o qual permanecerá como um sinal, um farol, apontando o caminho para a verdadeira libertação que leva à felicidade.

DEUS PERMITE CASAMENTO HOMOSSEXUAL?

semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Rm 1.27

Não, Deus não permite o casamento homossexual. Como também não permite o relacionamento sexual antes ou fora do casamento. Para alguns, podem parecer desnecessárias as minhas palavras. Mas, para quem está “antenado” com muito do que tem sido ensinado dentro das igrejas, saberá que não estou falando de algo que não existe. 

Adolescentes e jovens têm encarado a sexualidade durante o namoro como algo normal, assim como a relação homossexual tem começado a parecer algo não pecaminoso. Infelizmente, não apenas o relacionamento sexual entre namorados, a falta de compromisso com o casamento, como uma leve abertura às relações homossexuais já não são mais tão intoleráveis dentro das igrejas cristãs. 

Tanto dentro do Catolicismo Romano quanto dentro de igrejas evangélicas (Presbiterianas, Anglicanas, Metodistas, Luteranas, Batistas, etc.) já tem sido tolerada a ideia de um casamento entre duas mulheres ou dois homens, desde que haja amor. O amor é o que importa! E viva o amor! Não interessa o que Deus diz ou deixa de dizer, viva o amor!

Infelizmente, é isso que muitos pensam. Nada que deva nos assustar, visto Jesus ter dito que na ocasião de seu retorno não encontraria fé na terra.

Casamento, segundo a Bíblia Sagrada, é um relacionamento entre um homem e uma mulher (que nasceram assim, é importante frisar!) que se complementam em seus papéis devidamente estabelecidos em Gênesis. 

Não há casamento só porque houve relação sexual. Não há casamento só porque há amor entre dois homens. Não há casamento só porque duas mulheres decidiram morar juntas. Não há casamento aos olhos de Deus só porque o legislativo de um país decidiu garantir direitos aos homossexuais.

Não é porque alguém possui uma inclinação ou desejo que uma ação deva ser tomada. Não é porque alguém ama a mentira que deva mentir. Não é porque alguém ama o dinheiro, que correrá atrás dele. Não é porque alguém possui uma compulsão por comer chocolate e beber refrigerante que deva se entregar à isso. Deus nos criou e estabeleceu a forma como deveríamos viver, mesmo que as inclinações pecaminosas de nossa carne nos arrastem para o contrário. 

Viver o querer de Deus é sempre difícil para todas as pessoas. Não somente para homossexuais ou adolescentes e jovens com o desejo de transar. Para todos, obedecer a Palavra de Deus é um desafio que só pode ser cumprido com o auxílio do Espírito Santo que só vem habitar no ser humano quando o mesmo se arrepende de seus pecados e se dobra à vontade de Deus.

O que fará um jovem ou uma jovem que não conseguem sentir atração por alguém do sexo oposto? O mesmo que alguém que sente compulsão por mentir — deverá se abster e lutar pela pureza pelo resto de sua vida. É assim comigo. Também tenho as minhas tentações. Me entrego a elas só porque me compelem a isso? É óbvio que não! Fizesse isso, não seria um cristão. 

O mesmo deve fazer alguém com tentação homossexual — deverá viver como um celibatário, para a glória de Deus, por toda a sua vida!

HOMOSSEXUAIS: Conselhos para quem os aconselha

CONSELHOS PARA QUEM ACONSELHA HOMOSSEXUAIS

Mas, seguindo a verdade em amor…

Ef 4.15a

Biblicamente, homossexualidade é um pecado (Rm 1.24-27) como os demais pecados sexuais são (masturbação, adultério, etc.). Tudo aquilo que está fora do que Deus estabeleceu (casamento entre homem e mulher com relação sexual apenas dentro do casamento) é pecado sexual.

Todas as pessoas lutam contra um pecado. Alguns lutam com a mentira, outros com a fofoca, outros com a arrogância, e etc. Alguns, lutam contra pecados sexuais. Nem todos têm fraquezas nessa área, mas alguns têm. A atração por alguém do mesmo sexo é uma de tantas tentações pecaminosas pelas quais os seres humanos sofrem.

O fato da pessoa ser tentada não deve fazer com que a pessoa decida permanecer no pecado. Exemplo: se eu luto contra a arrogância, isso não significa que eu devo permanecer na arrogância, afirmando para mim mesmo que “eu nasci assim”, que “esse é o meu jeito”. Todos, de alguma forma, nascemos inclinados mais para um pecado do que para outro. E todos, quando compreendemos isso à luz da Palavra de Deus, devemos decidir lutar contra o pecado.

Se você é cristão e alguém lhe pede conselhos sobre sua homossexualidade, nunca argumente usando a expressão “eu acho que”. Use sempre a Palavra. Quando não souber o que a Palavra diz, anote em um papel e diga que você irá pesquisar na Bíblia uma resposta para dar.

 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Rm 1.24–27

A Bíblia não nos permite falar a verdade sem o amor. Este verso de Efésios deixa isso muito claro. O mínimo que se espera de alguém que aconselha a outro é que o aconselhe branda e amorosamente.

Toda atitude arrogante, com conselhos de quem se acha melhor, conselhos “de cima para baixo”, ou, “engula essa”, ou ainda, “é isso e não fale mais nada”, é pecado também. O conselheiro, tal como o aconselhado, deve ser sempre alguém em profunda humildade (Gl 6.1-2). Qualquer conselheiro que grite, discuta, ou aponte o dedo na face do aconselhado erra tanto quanto aquele que o procurou.

Isso se aplica de um modo mais acentuado quando o pecado é sexual. Normalmente, pecados de ordem sexual atraem maior fúria ou dureza da parte de quem aconselha. No entanto, pecados sexuais são pecados como todos os demais. Ou seja, se a pessoa não está arrependida, não há o que fazer por ela a não ser amá-la, orar por ela, e deixá-la ir. Agora, se a pessoa está arrependida e disposta a mudar, deve ser acolhida e amada.

Se um dia você estiver diante de alguém que sofre pois compreende o que a Bíblia diz sobre a homossexualidade e não consegue deixar este pecado, me permita terminar com dois conselhos:

1. Ouça a pessoa. Deixe que ela fale o que está em seu coração. Deixe claro (com muito amor) que a orientação não vem de você, ou de suas experiências pessoais, ou do que você acha ou deixa de achar, mas da Palavra de Deus. Que você crê que a Palavra é lâmpada para nossos pés para nos ajudar a caminhar e viver em paz neste mundo. E diga isso com muito amor;

2. Enquanto estiver ouvindo, ore silenciosamente em seu coração para que o Espírito lhe conduza em suas respostas e nos textos bíblicos a mencionar. Depender do Espírito é tudo em um aconselhamento. É Ele quem aconselha, você é apenas um vaso.

Por fim, ore com esta pessoa e não deixe em nenhum momento de manifestar amor. Jesus amou mesmo aqueles que o rejeitaram, e orou por eles. Que sejamos parecidos com nosso mestre.

O Projeto de Lei para a Destruição da Família (PLC 122)

Nesta semana, está para ser aprovado um projeto de lei que, no final das contas, acabará impondo sobre nós uma Ditadura Gay além do fim da família como nós a conhecemos. Obviamente, o diabo nunca vem mostrando o “chifre”. De um modo sutil, a lei que quer trazer à legalidade a ideologia de gênero está para ser aprovada, como constato abaixo. Leia com atenção o que vou escrever. Leia até o final. Isso é algo sério!

A questão relacionada à ideologia de gênero tem sido tratada de um modo bastante sutil, silencioso, tal como é ação de uma cobra antes do bote, ou de um leão antes apanhar sua presa. Às escondidas do grande público, sem que a mídia dê ao povo as informações que deveria, a grande nação brasileira que, sem dúvida alguma, é, em sua grande maioria, contrária a esta lei e a ideologia de gênero, acaba sem poder ter nenhuma reação. Quando a nação acordar, não haverá mais absolutamente nada que poderá ser feito.

Mas, o que é a ideologia de gênero? Até pouco tempo atrás, não se falava, principalmente se o assunto era a PLC 122, em ideologia de gênero, mas apenas em homofobia. Obviamente, todos somos contrários à homofobia! Aliás, as leis para que  sejam punidos os que praticam crimes contra homossexuais já existem. Aliás, são as mesmas leis que punem aqueles que praticam crimes contra os heterossexuais.

Dado a isso, a estratégia daqueles que querem nos forçar a pregar sua ideologia agora muda. Como? Mudando-se os termos. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, agora sob a liderança do senador petista Paulo Paim (PT-RS), sugere a introdução a ideia de gênero ao apresentar o conceito de “orientação sexual”. Se você nunca estudou ou leu nada sobre o assunto, deixe eu ir direto ao ponto (se você quiser, se aprofunde no assunto):

A IDEOLOGIA DE GÊNERO SUGERE QUE A ORIENTAÇÃO SEXUAL (se o menino vai “casar” com outro menino ou com uma menina; e a menina vice-versa) VEM ANTES DO CONCEITO DE GÊNERO (masculino ou feminino). PRIMEIRO, A CRIANÇA DEFINE SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL. DEPOIS, DECIDE SE QUER SER “MENINO” OU “MENINA”. ENTENDAM: SE ISSO FOR CONSOLIDADO, SER HOMEM OU MULHER NÃO MAIS TERÁ A VER COM A NATUREZA COM A QUAL A PESSOA NASCEU, MAS COM AQUILO QUE ELA DECIDIU SER. LOGO, NÃO EXISTIRÁ MAIS “SEXOS”, E SIM, “GÊNEROS”. OU SEJA, EU POSSO TER NASCIDO COMO UM MENINO, MAS SE DECIDI SER MENINA, É ASSIM QUE SEREI.

Para os proponentes de tal ideologia, os conceitos de homem e mulher, casamento heterossexual, família, etc., são uma “construção social” que deve ser destruída o mais rápido possível para o bem geral do mundo.

Caso essa lei seja aprovada em todas as suas instâncias, nossos filhos serão educados dentro da ideologia de gênero. E se você acompanha um pouco da orientação da ONU às nações, é exatamente isso que ela quer: educar as crianças seguindo as orientações da ideologia de gênero, ou seja, cada criança deve escolher qual sexo terá, com quem se casará.

Isso, obviamente, é um ataque e perseguição aos princípios cristãos que construíram todo o pensamento, ética e moral, pelo menos no mundo ocidental, devido à influência judaico-cristã. Não há dúvidas de que vivemos sob um processo de destruição da família tradicional e de tudo aquilo que o Senhor ensina em Sua Santa Palavra.

A ideia, como não poderia deixar de ser, nasce com a obra marxista de Friedrich Engels: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Nela, Engels tenta analisar o desenvolvimento da civilização. Para ele, a visão cristã de família deve ser abandonada. Aliás, dentro da visão marxista de sociedade, deve ser mesmo destruída, como já sugeriu diversas vezes a petista Marta Suplicy.

Para encurtar a conversa, compartilho com vocês meu pensamento sobre a obrigação que temos de orar por aquilo que está para acontecer nesta semana, provavelmente, hoje mesmo (19 ou 20 de novembro de 2013). Já está em posse da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa o projeto que substitui o antigo PLC 122/2006. O novo texto, entregue pelo petista Paulo Paim, deve ser votado e aprovado até 20/11/2013.

Reflita você se não é um absurdo. A visão do senador, que é também a de boa parte de seu partido e de outros partidos socialistas/marxistas, é que a orientação sexual, ou seja, a opção sexual seja colocada na mesma questão em que está a deficiência física e a questão das “raças”. Ou seja, ensinar um garoto, que nasceu garoto, que ele deve ser garoto, é tão crime quanto você ofender alguém pela cor de sua pele ou por sua necessidade especial. Ou seja, é o mesmo que dizer que tal pessoa “nasceu” homossexual, o que é um absurdo bíblica e cientificamente falando.

Encerro convocando-os a escrever para os senadores abaixo citando sua indignação e posição:

ana.rita@senadora.leg.br; capi@senador.leg.br;paulopaim@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; cristovam@senador.leg.br;wellington.dias@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; paulodavim@senador.leg.br;vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; sergiopetecao@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; magnomalta@senador.leg.br; gim.argello@senador.leg.br; eduardo.lopes@senador.leg.br;angela.portela@senadora.leg.br; eduardo.suplicy@senador.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br;anibal.diniz@senador.leg.br; joaodurval@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; ricardoferraco@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; j.v.claudino@senador.leg.br;osvaldo.sobrinho@senador.leg.br;”

Que Deus nos conserve como cristãos e, se for de Sua vontade, como nação. Mas, se como nação sucumbirmos, que nos mantenhamos cristãos, jamais cedendo às ideologias humanas que nos convidam a abandonar o caminho estreito no qual outrora entramos.

Que todos, em oração, estejamos in dextera Tua,

Wilson Porte Jr.