COMO AGIR DIANTE DE UM GOVERNO CORRUPTO (Parte 2)

Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem.

1Pe 2.13–14

A Bíblia diz que todos devemos nos sujeitar àqueles que estão instituídos como autoridade sobre nós. Seja na igreja, seja na sociedade, seja na universidade, seja em uma empresa, o cristão sempre age com respeito e humildade. E esse respeito não é por causa da autoridade humana, mas “por causa do Senhor”, conforme escreveu Pedro no texto acima.

Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou que toda autoridade é enviada por Deus. Sejam autoridades boas, sejam autoridade más. Sejam governos que respeitem o povo, sejam governos que humilham o povo. Sejam governos que respeitam princípios cristãos, sejam governos que legislam contrariamente à Palavra de Deus. Até mesmo um governo que prenda ou mate o Seu povo é enviado por Deus.

A Bíblia não apenas afirma isso, como mostra na prática governos que o Senhor levantou para destruir um povo que lhe era infiel: Império Assírio contra o Reino do Norte (Israel), Império Babilônico contra o reino do Sul (Judá), Império Egípcio escravizando por 400 anos os descendentes de Jacó (israelitas), reinos do oriente próximo, vizinhos à Israel, que por diversas vezes os atacou e destruiu, Império Romano subjugando os israelitas e, finalmente, em 70 d.C. destruindo completamente a cidade de Jerusalém, etc.

O profeta Daniel, quando cativo na Babilônia junto de todo o povo judeu, expressou crer nessa verdade ao dizer:

Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.

Dn 2.20–21

Quem é que “remove reis e estabelece reis”? Os homens? A democracia? O povo? As articulações políticas? É óbvio que não! E mais: Daniel aqui não falava de reis tementes a Deus. Ele falava sobre um rei que não temia a Deus, que havia destruído as casas, famílias e cidades de Seu povo, e que os mantinha cativos distantes de sua nação. 

Ainda que todos nós devamos exercer nossa cidadania votando inteligentemente, o resultado final sempre revelará os propósitos de Deus. Por pior que seja uma autoridade, ela vem sempre sob os propósitos eternos e insondáveis de Deus. Nada foge ao Seu soberano controle! Daniel, certa vez, disse isso para a autoridade máxima de seu tempo:

Esta sentença é por decreto dos vigilantes, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles.

Dn 4.17

Deus dá a quem Ele quer a autoridade sobre as nações. Com que objetivo? Pedro responde no texto do início desta pastoral: tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem. Então, o que cabe a nós? No último artigo sobre esse tema (você pode ler aqui: http://www.wilsonporte.org/site/como-agir-diante-de-um-governo-corrupto-parte-1/), comecei a escrever sobre como os cristãos devem reagir diante da corrupção dos que os governam. 

Seja em que nível for, municipal, estadual ou federal, a corrupção sempre destrói e deve ser combatida. Vimos lá que os cristãos devem ousadamente orar, pacificamente protestar, e biblicamente discordar sempre que uma autoridade agir de um modo anticristão.

A política é apenas um meio para que o Senhor cumpra seus eternos propósitos. É por isso que nossa confiança não pode estar nos políticos, no governo, ou nas assistências que deles recebemos. Nossa confiança deve estar no Senhor. Sejam os políticos bons ou maus, Deus sempre fará com que “todas as coisas cooperem para o bem daqueles” que o amam com todo o coração (Rm 8.28).

COMO AGIR DIANTE DE UM GOVERNO CORRUPTO (Parte 1)

 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Rm 13.1

Qual a postura de um cristão em relação ao governo instituído sobre ele?

Ousadamente orar

A primeira atitude que um cristão deve ter é a oração em favor daqueles que os governam. Jeremias assim escreveu:

Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz.
Jr 29.7

Jeremias, usado pelo próprio Deus, lembrava seus ouvintes que todos deveriam orar pela paz da cidade. Obviamente, as pessoas diretamente envolvidas com a paz na cidade são seus governantes. Orar pela cidade significa orar por aqueles que a governam.
E, aqui, a cidade para onde o Senhor os “desterrou” nada tinha a ver com a terra prometida. O Senhor havia desterrado seu povo para cidades e povos que não o temiam nem guardavam sua Palavra. Ainda assim, o Senhor lhes orienta a orar pela cidade — e por seus governantes.

Além deste verso, sabemos que o Senhor nos incentivou a orar por todas as pessoas, inclusive por aquelas que nos fazem mal, ou que nos perseguem (Mt 5.44 e Lc 6.28). De modo que, para Jesus, um cristão deve orar inclusive por aqueles que lhe governam de um modo errado. Mas, pelo que orar por essas pessoas?

Antes de tudo, devemos orar por sua conversão e mudanças de atitude no governo ou para que o Senhor intervenha, e os retire do poder, e abençoe a nação com pessoas que O temam para nos governar — ou, ainda que não tenham temor do Senhor, que ao menos não trabalhem em prol de leis contrárias à Palavra de Deus.

Pacificamente protestar

Podemos, também, pacificamente protestar contra intenções ou ações dos que nos governam (vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidente) que se colocam acima da Palavra de Deus.

Quando João Batista anunciava a vinda do Cordeiro de Deus, convidava as pessoas ao arrependimento e mudança. Seu governador à época foi repreendido por ele por causa de sua conduta de vida. Por causa de uma vida de adultério e de “todas as maldades” (Lc 3.19) que o governador Herodes cometia, João Batista pacificamente protestou.

Um cristão nunca deve se envolver com quebra-quebra, com destruição do patrimônio público, e com qualquer coisa que seja ilegal. Podemos protestar, desde que sem ofender nosso semelhante agindo como Jesus, João Batista e os apóstolos agiam diante dos governantes que agiam pecaminosamente.

Biblicamente discordar

Pedro nos deu um bom exemplo de como podemos discordar dos que nos governam e, até mesmo, chegarmos a descumprir suas ordens. Veja:

Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.
At 5.28–29

As primeiras palavras deste texto trazem uma ordem das autoridades da época para que Pedro e os demais apóstolos não pregassem. Ou seja, quando uma lei claramente contrária à Palavra de Deus foi dada, a resposta de Pedro foi: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.

A intromissão ou ingerência do Estado na esfera da família (Lei da Palmada) ou da religião (criando leis que proíbam pregadores de afirmar que homossexualismo é pecado) são formas do governo legislar em áreas onde nossa Lei Suprema, a Palavra de Deus, já legislou. E se a lei dos homens se impôr sobre a Lei de Deus, antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.

Em um próximo artigo, continuaremos esta reflexão.

O CRISTÃO E OS PROTESTOS: um outro ponto de vista

Policial linchado durante
o movimento “pacífico”.
Será que estamos enxergando bem? Será que nossos óculos estão devidamente ajustados para vermos o que realmente está acontecendo?


A injustiça e a corrupção existem. São visíveis e nojentas, repugnantes! A corrupção está em todo lugar. Um bom exemplo é a mídia que insiste em chamar de pacífica as manifestações dos últimos dias. 


Mas, é claro, em um país com 50.000 assassinatos anuais, um movimento com depredações, vandalismo, pixações, tiros, bombas caseiras, etc., só pode ser chamado de pacífico. 

É preciso observar que vivemos sob um alto nível de insensibilidade. Quando descartamos os mais de 50.000 assassinatos anuais como se não fossem “baderna real” ou “violência real”, pois a maioria das pessoas vive insensível a este fato, chegamos a um nível onde nossa sensibilidade para julgarmos se participaremos ou não de movimentos pacíficos com alguns poucos participantes baderneiros não nos alerta mais.

O que estou dizendo é que, mesmo antes das manifestações, chegamos a um nível tal de cauterização da consciência da realidade que não conseguimos perceber o “problema” em nos tornarmos coparticipantes do que está acontecendo.

Em princípio, deixo bastante claro que não acho errado o povo se manifestar. Manifestações pacíficas são legítimas, direito de todo o povo que vive sob um regime democrático. Portanto, não sou contra a manifestação.

 
Minha tristeza é que nunca vi tanta empolgação entre os cristãos por uma causa muito mais sensata e correta – como um Dia Nacional de Arrependimento.


Carro incendiado durante
manifestação “pacífica”.

Minha tristeza é por ver que os cristãos se ajuntam facilmente ao barulho, mas relutam em fazer o que os profetas e apóstolos tanto nos exortaram. Acredito que o caminho seria manifestarmos publicamente nossa tristeza pelos nossos próprios pecados bem como pelos de nossa nação.

Sairmos às ruas confessando nossos pecados como indivíduos, como igrejas e como nação. Confessando-os com placas que reconhecessem onde temos errado. Placas que convocassem, exortassem todas as pessoas de nossa nação a se arrependerem também! Exortando a todos a confessarem seus próprios pecados.

Imagino um Dia Nacional de Arrependimento com placas dizendo:

Tenha misericórdia e perdoe nossos jovens que financiam tantos crimes ao comprarem drogas ilícitas.

Tenha misericórdia e perdoe nossos políticos corruptos que priorizam R$ 27 Bilhões em Copa do Mundo enquanto tantos morrem em corredores de hospitais sem leito e sem médicos.

Perdoa-nos por nossos adultérios.

Perdoa-nos pelo Jeitinho Brasileiro.

Tenha misericórdia e perdoe nossos políticos corruptos que priorizam R$ 27 Bilhões em Copa do Mundo enquanto tantos são assaltados e assassinados por falta de segurança pública em nossa nação.

Arrependa-se e confesse os seus pecados! Só assim veremos mudanças reais no Brasil!

Perdoa-nos por comprarmos atestados médicos.

Perdoa-nos quando sonegamos nossos impostos.

Perdoa-nos por amarmos mais o futebol do que ao Senhor.

Perdoa-nos por aceitarmos tanto adultério e prostituição em nossas televisões.

Perdoa-nos por amarmos mais ao dinheiro e ao sucesso do que ao Senhor.

Perdoa-nos por pagarmos suborno a policiais a fim de não sermos multados.

Abandone a cobiça, a ganância e a luxúria. Volte-se para Cristo! Arrependa-se! Só assim seremos uma nação feliz!

Ame a Deus e à sua família mais do que o dinheiro, o trabalho e o sucesso!

Imagine se, a isso tudo, você e eu aderíssemos nossos próprios pecados? Um Dia Nacional de Arrependimento, clamando a Deus que nos perdoasse. Clamando a Deus que tivesse misericórdia de nosso povo e perdoasse seus pecados (assim como Jesus fez na cruz e Estevão ao ser apedrejado — “Pai, perdoa-lhes…”, Lc 23.34 e At 7.60).

Quem sabe assim, veríamos um grande avivamento em nosso país, avivamento capaz de mudar até mesmo as estruturas do Estado.

Apesar de eu ter escrito acima “sairmos às ruas”, este Dia não precisaria ser necessariamente na rua. Poderíamos estar em qualquer lugar… na rua, na igreja, em casa, no aeroporto, em viagem, enfim… 

Seria um Dia quando pararíamos tudo para orar e pedir perdão a Deus pelos pecados nossos e da nação.

Você, talvez, me dirá: “mas não podemos fazer as duas coisas? Orar e manifestar!?” Claro! Mas por que não fizeram até agora? Onde vocês estavam, cristãos? Por que somente agora pegaram o bonde da história gritando por algo bem menos eficaz do que o arrependimento e a oração?

Se você vive olhando e cobiçando o corpo da mulherada, não honra seu pai e sua mãe, vive falando mal dos outros, sonega imposto, mente, fura filas, pede para autoridades livrá-lo de multas de trânsito, recebe troco a mais e fica quieto, procura políticos para conseguir benefícios pessoais, entra em esquemas de pirâmide financeiras onde quem entra por último sofre às custas dos primeiros “grandes” beneficiados, ultrapassa pelo acostamento, nunca estendeu a mão e abriu o bolso pra ajudar ninguém, fala mal dos outros pra se dar bem, cobra lucros excessivos sobre o que vende, e sempre quer tirar vantagem de tudo, por favor, antes de sair às ruas pedindo mudanças nas ações do Estado, dobre os joelhos e peça a Deus que mude primeiro o seu próprio coração.

Eu sei que existe insatisfação no coração dos brasileiros. Eu também estou insatisfeito. O ponto não é a insatisfação, mas a origem de toda corrupção!

Precisamos de menos movimentos e mais arrependimento. Menos cristãos em pé nas ruas e mais cristãos de joelhos no chão, clamando pela transformação de seus próprios corações e também pela transformação do coração daqueles que nos governam.

Temo pelo que pode vir no final destas manifestações. Se as pessoas conseguirem transformações por meios não democráticos (vandalismos e terror), a história nos ensina que um tirano há de se levantar como um “salvador da pátria” e nos conduzirá à um tempo de tirania, como na Venezuela, China e Cuba. Que Deus nos livre disso!

 

 Diante disso, sugiro três atitudes:   

  • Convoco-os para um Dia Nacional de Arrependimento , em 1º de Setembro de 2013;
  • Se você pensa em sair às ruas para manifestar sua indignação pela corrupção em nosso país, ajoelhe-se antes, peça perdão a Deus pelos seus próprios pecados;
  • Enquanto estiver nas ruas, ao invés de ficar tirando foto e postando no facebook ou twitter, lembre-se de clamar a Deus por um avivamento e transformação espiritual, cultural e moral em nosso país. É disso que precisamos!

 

Concluo com uma série de perguntas feitas por Isaque Sicsú:

E se os políticos e os funcionários corruptos saíssem às ruas clamando: “Parem de jogar lixo nas ruas”, “Parem de sonegar imposto”, “Parem com o maldito jeitinho brasileiro”, “Parem de comprar atestados médicos”, “Parem de pixar as ruas”, “Não mintam sobre suas ausências e horas extras no RH da empresa”, “Sejam corteses no trânsito”, “Sejam educados com os subalternos”, “Não depredem o patrimônio público”, “Não espanquem suas mulheres e crianças”, “Parem de beber e dirigir”, “Não financiem o crime consumindo drogas ou pagando por privilégios ilegítimos”?Pra exigir a diferença, a ética, a moral, precisamos ser éticos e morais. Caso contrário, somos os hipócritas do lado de cá do sistema…

Espero em Deus que esta reflexão ajude você a olhar sob um novo prisma para o momento em que nosso país vive. Sem dúvida, hoje mais do que nunca precisamos sondar nossos corações e tomarmos cuidado com a corrupção e más intenções que nele há (Jr 17.9). Sonde seu coração antes de sair para protestar. Sonde seu coração e, com bom senso, sonde a “situação” para saber se é sábio mesmo fazer parte do que está acontecendo.

Que Deus conduze cada um de vocês!

 
Wilson Porte Jr.

A ÚNICA SOLUÇÃO PARA A ASCENSÃO DO DESESPERO

O Brasil nunca conheceu uma época de tanta violência e crueldade como agora. O último Mapa da Violência registrou que, só em 2012, mais de 50.000 pessoas morreram assassinadas no Brasil.
Pra você entender melhor, isso significa que aproximadamente 4.500 pessoas morrem por mês, 150 morrem por dia, 6 morrem por hora, e uma pessoa a cada 10 minutos. Segundo as estatísticas do ano passado, quando você terminar de ler este texto, uma pessoa terá sido assassinada.
Em um país onde filhos matam pais e pais matam filhos com tanta frequência, onde dentistas são queimados por não terem muito dinheiro a dar aos bandidos, onde um pai de família tem o corpo cheio de álcool pelos bandidos em frente à esposa e filhas, que esperança que se tem? Na polícia? Na justiça, lenta e corrupta que é em determinadas instâncias?
O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. É um dos países onde mais se mata gente no mundo. Mais gente foi assassinada no Brasil em 2012 do que na Guerra do Golfo em 1990/1991 (10.000 mortos), na Guerra Civil da Guatemala (16.667 mortos) e nas guerras emancipatórias e étnicas entre Chechênia e Russia de 1994 a 1996 (25.000 por ano).
Os números são desesperadores! Entre 2004 e 2007 morreram 340.177 pessoas no Brasil vítimas de homicídios e armas de fogo. Só para você ter uma noção, na Índia/Paquistão morreram 4.956 pelas mesmas causas, e 2.247 pessoas na disputa entre Israel e Palestinos (também no período entre 2004 e 2007).
No Brasil, nós não estamos seguros em lugar nenhum. Este é o motivo pelo qual tanta gente vive em desespero. Mas, qual a solução para um país em desespero? Só existe uma solução: o Evangelho!
Foi o Evangelho que transformou a vida de Saulo de Tarso quando este estava à caminho de Damasco para fazer mais vítimas. Saulo era um torturados, um assassino. Atos 9.1-31 conta a história que transformou a sua vida.
Não fosse um encontro com Jesus Cristo, muita gente continuaria a ser morta pelas mãos ou ordens de Saulo de Tarso.
Creio eu que da mesma solução o Brasil carece. Se não for o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, nada será capaz de frear o avanço da violência em nosso país.
Meditando nisso, evangelize mais e ore mais pelo nosso país. Sem oração, sem a mão de Deus intervindo, e sem a transformação que só o Evangelho pode trazer, não haverá futuro para nosso país que não o desespero cada vez maior.
Oremos para que Deus transforme um futuro de desespero em um futuro de esperança, salvação e paz. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Wilson Porte Jr.