POSSO ME DIVORCIAR? PORQUE HÁ TANTOS DIVÓRCIOS ENTRE OS CRISTÃOS?

Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.

Mt 7.12

Sem dúvida, há dezenas de respostas a esta pergunta. Respostas modernas e respostas antigas. Antigamente, embora separação e divórcio não fossem tão comum como são hoje, existiam também. Era comum no mundo fora da igreja, e completamente raro dentro do cristianismo. Nem se imaginava um cristão temente a Deus terminando uma relação que jurou sustentar até que a morte os separasse. A única coisa que fazia passar pela cabeça de um cristão a separação e o divórcio era o adultério comprovado da outra parte, e, ainda assim, quando não havia arrependimento. Mesmo assim, muitos casamentos perduravam ainda que com adultério e abandono por parte de um dos cônjuges.

Hoje, no entanto, se separa e divorcia por quase qualquer coisa. O divórcio na igreja é igual ao do mundo. Já não há mais diferença. A igreja encontrou os caminhos do mundo e gostou, viu neles a possibilidade de ser “feliz”, iludindo-se com uma falsa compreensão do que é felicidade.

Há um tempo atrás, um amigo advogado me contou de um casal que o procurou em uma segunda-feira querendo tratar do divórcio. O casamento havia acontecido no sábado, dois dias antes. Vale lembrar o que Jesus disse sobre o divórcio:

Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.

Eu, porém, vos digo quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]. Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado.

Mt 19.7–11

divorce1A razão pela qual o divórcio existe é a dureza de nosso coração. No entanto, o Evangelho fala de um coração que não é mais endurecido pelo pecado, um coração de pedra que foi substituído por um coração de carne. Dado o novo coração, o que se espera é o perdão e a restauração do casamento, ou seja, a crença de que a graça de Jesus Cristo é poderosa para restaurar qualquer coisa que se tenha quebrado. Mas, infelizmente, poucos confiam e se entregam à graça de Jesus.

E assim tem caminhado a humanidade, debaixo da “virtude” de Narciso, onde o importante é o amor, não pelo outro, mas por si mesmo. Apaixone-se, sim, mas, antes de tudo, por si mesmo. E quando seu eu não for mais preenchido, correspondido, suprido, satisfeito, parta para outra, pois o mais importante nessa vida é ser feliz.

Na mitologia grega, Narciso foi um herói que apaixonou-se por sua própria imagem refletida em uma lagoa. Narciso se amou, se apaixonou por si, e acabou morrendo no leito do rio. Narciso se amava tanto que acabou deitando-se na beira de um lago e definhou ali, olhando só para si, amando só a si. Olhando para a água, se embelezando, acabou secando, adoecendo e morrendo.

Assim também será com qualquer pessoa que se importa mais consigo do que com o próximo. Quem não perdoa e não pede perdão, quem não se entrega à graça restauradora, mas vive para buscar seu próprio prazer, sua auto-satisfação, acabará vivendo vazio, depressivo, e definhará até a morte. Leia novamente o versículo do início deste texto. É nele que se encontra a solução para todos os casamentos!

OS PAPÉIS DO HOMEM E DA MULHER NO CASAMENTO (Parte 1)

As funções dadas ao homem e à mulher apontam para uma das tantas formas de sermos cheios do Espírito Santo. Após começar a falar sobre o encher-se do Espírito, Paulo passa explorar uma forma pouco estudada de glorificar a Deus. Vivendo os papéis dados por Deus, homem e mulher são capazes de viver de um modo que glorifique a Deus e os encha do Espírito Santo.

A razão para isso é não só glorificar a Deus, mas protegerem-se de quaisquer problemas futuros que desencadeariam um processo de separação e divórcio. Batalhas espirituais são tão frequentes e normais que somente quando compreende-se as funções de cada um e vivem a função dada a cada um é que somos capazes de viver para a glória de Deus. 

Vejamos, assim, o começo sobre as funções no casamento e como homem e mulher, complementando-se através de suas funções, glorificam a Deus e protegem seu lar de quaisquer tempestades que vierem.

As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;

porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.

Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama.

Ef 5.22–28

As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;

Esse verso não deve ser lido sem a orientação do verso anterior (v. 21), sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. A sujeição, segundos estes versos, é mútua, e não unilateral. 

No entanto, a primeira a ouvir sobre sua relação à submissão é a mulher. Esta, deve ser submissa ao marido da mesma forma como é submissa a Cristo. No entanto, isso não torna o marido um Cristo, ou Deus na vida da mulher. Apenas aponta para a função que a esposa tem em relação ao marido, e a relação funcional é de submissão.

A palavra submissa, na verdade, não aparece no verso 22, mas no 21. As mulheres do v. 22 estão ligadas à ordem do verso 21, 36.18 ὑποτάσσομαι (hypotassomai), submeter-se às ordens ou direções de alguém, obedecer, submeter-se.⁠1

A ordem para submeter-se no verso 21 é uns aos outros no temor de Cristo, ou seja, não apenas da mulher. O ponto é que, a primeira a receber orientação foi a mulher que, em respeito a Deus e ao marido, deve submeter-se sempre à função dada a ele de responder pela família e conduzi-la nas decisões e rumos da vida. Assim como são submissas ao Senhor Jesus, devem submeter-se ao marido. Por qual motivo?  

porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.

Eis o motivo dado pelo Espírito Santo. A palavra cabeça está ligada à função do marido de ser responsável pela família, sendo ele quem prestará contas e quem deve responder por quaisquer questões que sejam.

O paralelo usado por Deus neste texto é Cristo e igreja, homem e mulher. Como Cristo é o cabeça da igreja, o marido é o cabeça da mulher. A mulher deve se ver como a igreja, buscando santidade, serviço, amor, devoção, dedicação, enquanto o homem deve ver-se como Cristo, amando, protegendo, santificando, alimentando, pastoreando. Paulo irá explicar de modo mais detalhado este paralelo adiante.

Após expor o papel da mulher, o papel do homem é destacado.

Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama.

Aqui encontra-se, indubitavelmente, a função mais difícil, talvez, impossível, que foi a dada ao homem. No entanto, embora impossível, não pode ser abandonada. A função dada ao homem é ser semelhante a Cristo. 

Se, por um lado, a mulher de se ver como a igreja, por outro lado o homem deve se ver como Cristo, não somente em sua glória, mas em seu sacrifício. Aliás, mais em sua humilhação do que em sua exaltação, algo que ele, Cristo, não divide com ninguém. Já sua humilhação é dividida com o homem.

A primeira ordem é do amor. Amar não é nada além do que morrer para o bem do outro. Deixar sua própria vontade por causa do desejo de quem se ama. A medida que é dada ao homem contempla-o amando sua mulher da mesma maneira como Cristo a ama. Daí, então, cada palavra dita, cada decisão tomada, enfim, devem ser executadas pensando-se em Cristo. 

Enquanto a mulher se vê como a igreja em sua relação com o marido, o homem deve sempre pensar em Cristo, em como ele falaria, em como ele responderia, em o que Cristo faria com o tempo livre, na maneira como Cristo administraria o sustento dentro de casa, etc.

Como Cristo se entregou pela igreja, os maridos devem se entregar por suas esposas. E essa entrega envolve a santificação. A expressão no início do verso 28 “assim também os maridos devem amar a sua mulher revela o modo como o homem deve se ver em relação à esposa. O assim também deve levar os olhos dos maridos à pessoa de Cristo. Assim, todo marido deve se ver como responsável pela vida espiritual de sua esposa. É mais do que ser um pastor do lar, mas um verdadeiro agente santificador. Não que os maridos possuam poder para isso, mas sim o poder para conduzir um processo que leve a isso.

É assim que eles devem santificar suas esposas, como responsáveis pela santidade delas. As palavras são “santificar, purificar, lavar pela Palavra e, por fim, a apresentar diante do Pai”. Com outras palavras, é isso que o Espírito Santo levou Paulo a escrever nos versos 25-27 de Efésios 5.

Deve haver um santo temor em todo homem, pois haveremos de apresentar nossa esposa e família diante de Deus um dia. E esse dia pode chegar em breve e é por isso que não podemos postergar essa tarefa mais e mais. 

A Palavra de Deus possui um papel purificador neste texto. É ela quem purifica a mulher e o homem, e é através dela que o homem purificará sua esposa, através de leituras juntas, através de recordações de textos bíblicos que dão a direção em momentos de dúvida, através de momentos de devoção e meditação, enfim, é a Palavra de Deus sempre que é capaz de purificar os corações e o homem tem a responsabilidade dada pelo Criador de administrar a espiritualidade da esposa. Assim como Cristo apresentará sua noiva ao Pai, maridos darão conta de suas esposas de uma forma que, para nós, hoje, é difícil de compreender.

O amor de um homem por uma mulher apresenta o amor de um homem por si mesmo. Da mesma maneira como ele cuida de seu corpo e vontades, deve cuidar também da esposa.

 

1 Johannes P. Louw e Eugene Albert Nida, Greek-English lexicon of the New Testament: based on semantic domains (New York: United Bible Societies, 1996), 467.

CONSELHOS AOS HOMOSSEXUAIS SOBRE CASAMENTO

Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.

Ap 21.2

Há um grande quadro por trás da relação entre duas pessoas. Dentro do relato bíblico da criação, há dois paralelos incríveis associados a dois relatos na criação. Um é o quadro do complementar que há entre os seres criados no céus e na terra. Outro é o quadro que põe em destaque a criação dos próprios seres humanos.

Deus fez o céu e a terra e estes parecem trabalhar juntos, sendo impossível haver existência de um ou de outro sem o um ou o outro. Há um perfeito complementar entre céu e terra em Gênesis 1. São duas esferas gêmeas que se interrelacionam perfeitamente dentro dos propósitos da criação.

Todo o relato da criação nos apresenta a complementariedade que há entre mar e porção seca, entre plantas e animais, machos e fêmeas, e assim por diante. Não há nada que trabalhe ou funcione sozinho na criação, mas sempre opostos que, juntos, se complementam e completam seu propósito na criação.

Homem e mulher aparecem dentro de tudo isso, no final de Gênesis 1, como um sinal de perfeição desse complementar existente em toda a criação. Não devemos imaginar que o homem represente o céu e a mulher a terra, como chegaram a sugerir algumas religiões e filosofias orientais. A tradição judaico-cristã não concorda com isso, mas apenas em que o complementar que há entre homem e mulher funciona como um sinal de perfeição em toda complementariedade existente na criação.

Sem dúvida alguma, este princípio que é visto na criação aponta para a total absurdidade na união entre dois do mesmo sexo. Não há nada na criação que aponte para a isso. Nem dentro da cosmovisão evolucionista é possível perceber uma razão natural plausível para a relação homossexual.

Se homossexuais não podem se complementar em seus papeis e relacionamento, não devem cometer o erro de entrarem em comunhão pois o fim disso, que não é natural, acabará ou com doença ou com algum vazio existencial.

Essa complementariedade segue em toda a história bíblica com a união de Deus com o povo de Israel, e com Jesus Cristo referindo sua união com a Igreja como um noivo que encontra sua noiva. Inclusive, a figura apocalíptica do Novo Céu e Nova Terra inclui uma cidade que desce do céu e encontra um povo na terra restaurada. Essa é a figura por trás do texto acima (Ap 21.2).

Assim, casamento, sob a luz das Escrituras, envolve a união entre opostos que se complementam em amor e responsabilidades cumprindo seu papel na criação. Todo relacionamento que caminhe no oposto disso deve ser reconhecido como oposto à criação, à ordem natural dos seres. A homossexualidade é antinatural e contra a criação principalmente por causa da questão da complementariedade entre homem e mulher, que jamais encontrará paralelo perfeito e natural entre dois homens ou duas mulheres.

Casamento entre um homem e uma mulher não está dentro de um pacote de normas e regras. Quem assim o afirma, compreendeu mal e está distorcendo o que as Escrituras dizem. As Escrituras, ao contrário, querem libertar a humanidade, mas, para isso, é necessário que todos compreendam o casamento segundo as Escrituras, o qual permanecerá como um sinal, um farol, apontando o caminho para a verdadeira libertação que leva à felicidade.

DEUS PERMITE CASAMENTO HOMOSSEXUAL?

semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Rm 1.27

Não, Deus não permite o casamento homossexual. Como também não permite o relacionamento sexual antes ou fora do casamento. Para alguns, podem parecer desnecessárias as minhas palavras. Mas, para quem está “antenado” com muito do que tem sido ensinado dentro das igrejas, saberá que não estou falando de algo que não existe. 

Adolescentes e jovens têm encarado a sexualidade durante o namoro como algo normal, assim como a relação homossexual tem começado a parecer algo não pecaminoso. Infelizmente, não apenas o relacionamento sexual entre namorados, a falta de compromisso com o casamento, como uma leve abertura às relações homossexuais já não são mais tão intoleráveis dentro das igrejas cristãs. 

Tanto dentro do Catolicismo Romano quanto dentro de igrejas evangélicas (Presbiterianas, Anglicanas, Metodistas, Luteranas, Batistas, etc.) já tem sido tolerada a ideia de um casamento entre duas mulheres ou dois homens, desde que haja amor. O amor é o que importa! E viva o amor! Não interessa o que Deus diz ou deixa de dizer, viva o amor!

Infelizmente, é isso que muitos pensam. Nada que deva nos assustar, visto Jesus ter dito que na ocasião de seu retorno não encontraria fé na terra.

Casamento, segundo a Bíblia Sagrada, é um relacionamento entre um homem e uma mulher (que nasceram assim, é importante frisar!) que se complementam em seus papéis devidamente estabelecidos em Gênesis. 

Não há casamento só porque houve relação sexual. Não há casamento só porque há amor entre dois homens. Não há casamento só porque duas mulheres decidiram morar juntas. Não há casamento aos olhos de Deus só porque o legislativo de um país decidiu garantir direitos aos homossexuais.

Não é porque alguém possui uma inclinação ou desejo que uma ação deva ser tomada. Não é porque alguém ama a mentira que deva mentir. Não é porque alguém ama o dinheiro, que correrá atrás dele. Não é porque alguém possui uma compulsão por comer chocolate e beber refrigerante que deva se entregar à isso. Deus nos criou e estabeleceu a forma como deveríamos viver, mesmo que as inclinações pecaminosas de nossa carne nos arrastem para o contrário. 

Viver o querer de Deus é sempre difícil para todas as pessoas. Não somente para homossexuais ou adolescentes e jovens com o desejo de transar. Para todos, obedecer a Palavra de Deus é um desafio que só pode ser cumprido com o auxílio do Espírito Santo que só vem habitar no ser humano quando o mesmo se arrepende de seus pecados e se dobra à vontade de Deus.

O que fará um jovem ou uma jovem que não conseguem sentir atração por alguém do sexo oposto? O mesmo que alguém que sente compulsão por mentir — deverá se abster e lutar pela pureza pelo resto de sua vida. É assim comigo. Também tenho as minhas tentações. Me entrego a elas só porque me compelem a isso? É óbvio que não! Fizesse isso, não seria um cristão. 

O mesmo deve fazer alguém com tentação homossexual — deverá viver como um celibatário, para a glória de Deus, por toda a sua vida!

HOMOSSEXUAIS: Conselhos para quem os aconselha

CONSELHOS PARA QUEM ACONSELHA HOMOSSEXUAIS

Mas, seguindo a verdade em amor…

Ef 4.15a

Biblicamente, homossexualidade é um pecado (Rm 1.24-27) como os demais pecados sexuais são (masturbação, adultério, etc.). Tudo aquilo que está fora do que Deus estabeleceu (casamento entre homem e mulher com relação sexual apenas dentro do casamento) é pecado sexual.

Todas as pessoas lutam contra um pecado. Alguns lutam com a mentira, outros com a fofoca, outros com a arrogância, e etc. Alguns, lutam contra pecados sexuais. Nem todos têm fraquezas nessa área, mas alguns têm. A atração por alguém do mesmo sexo é uma de tantas tentações pecaminosas pelas quais os seres humanos sofrem.

O fato da pessoa ser tentada não deve fazer com que a pessoa decida permanecer no pecado. Exemplo: se eu luto contra a arrogância, isso não significa que eu devo permanecer na arrogância, afirmando para mim mesmo que “eu nasci assim”, que “esse é o meu jeito”. Todos, de alguma forma, nascemos inclinados mais para um pecado do que para outro. E todos, quando compreendemos isso à luz da Palavra de Deus, devemos decidir lutar contra o pecado.

Se você é cristão e alguém lhe pede conselhos sobre sua homossexualidade, nunca argumente usando a expressão “eu acho que”. Use sempre a Palavra. Quando não souber o que a Palavra diz, anote em um papel e diga que você irá pesquisar na Bíblia uma resposta para dar.

 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Rm 1.24–27

A Bíblia não nos permite falar a verdade sem o amor. Este verso de Efésios deixa isso muito claro. O mínimo que se espera de alguém que aconselha a outro é que o aconselhe branda e amorosamente.

Toda atitude arrogante, com conselhos de quem se acha melhor, conselhos “de cima para baixo”, ou, “engula essa”, ou ainda, “é isso e não fale mais nada”, é pecado também. O conselheiro, tal como o aconselhado, deve ser sempre alguém em profunda humildade (Gl 6.1-2). Qualquer conselheiro que grite, discuta, ou aponte o dedo na face do aconselhado erra tanto quanto aquele que o procurou.

Isso se aplica de um modo mais acentuado quando o pecado é sexual. Normalmente, pecados de ordem sexual atraem maior fúria ou dureza da parte de quem aconselha. No entanto, pecados sexuais são pecados como todos os demais. Ou seja, se a pessoa não está arrependida, não há o que fazer por ela a não ser amá-la, orar por ela, e deixá-la ir. Agora, se a pessoa está arrependida e disposta a mudar, deve ser acolhida e amada.

Se um dia você estiver diante de alguém que sofre pois compreende o que a Bíblia diz sobre a homossexualidade e não consegue deixar este pecado, me permita terminar com dois conselhos:

1. Ouça a pessoa. Deixe que ela fale o que está em seu coração. Deixe claro (com muito amor) que a orientação não vem de você, ou de suas experiências pessoais, ou do que você acha ou deixa de achar, mas da Palavra de Deus. Que você crê que a Palavra é lâmpada para nossos pés para nos ajudar a caminhar e viver em paz neste mundo. E diga isso com muito amor;

2. Enquanto estiver ouvindo, ore silenciosamente em seu coração para que o Espírito lhe conduza em suas respostas e nos textos bíblicos a mencionar. Depender do Espírito é tudo em um aconselhamento. É Ele quem aconselha, você é apenas um vaso.

Por fim, ore com esta pessoa e não deixe em nenhum momento de manifestar amor. Jesus amou mesmo aqueles que o rejeitaram, e orou por eles. Que sejamos parecidos com nosso mestre.