A HOMOSSEXUALIDADE EM ROMANOS 1: UM FRUTO DO AFASTAMENTO DA HUMANIDADE

Wilson Porte Jr.

Introdução

Ao contrário do que alguns poucos aloprados afirmam, o que Paulo combate em Romanos 1 e 2 não é a promiscuidade dentro de relações homossexuais, mas a própria homossexualidade.

A homossexualidade existe há milênios e é conhecida tanto dentro da literatura judaico-cristã quanto fora. O termo deriva dos termos homo e sexus (a primeira, tanto da língua grega quanto da latina, e a segunda da língua latina), e refere-se a um ser humano, homem ou mulher, que possui afeição e atração sexual por outro ser humano do mesmo sexo. Homens e mulheres podem ser homossexuais. As mulheres normalmente são chamadas de lésbicas e os homens de sodomitas. Lésbicas, por causa de uma ilha grega chamada Lesbos, onde viveu uma poetisa, Safo, que escreveu amplamente sobre seus relacionamentos sexuais com outras mulheres. Sodomitas, por causa da prática comum na cidade de Sodoma onde homens buscavam outros homens para relações sexuais, pública ou privadamente.

Os protestantes, desde o início, se valeram dos textos bíblicos para lidarem com o assunto. Apenas recentemente, com um distanciamento da Sagrada Escritura como elemento normativo quanto à moral, ética, sexualidade, comportamentos e fé, é que dentro do protestantismo começou-se a aceitar a homossexualidade como prática aceitável desde que dentro de princípios morais e éticos respeitáveis.

MEU OBJETIVO com esta pregação é compreender qual era o pensamento de Paulo sobre a homossexualidade. Procuraremos compreender qual a razão do apóstolo ter colocado as relações homoafetivas no topo da lista de pecados na abertura de sua epístola aos romanos.

Exposição

Em Romanos 1.1-7, Paulo fala sobre as Boas Novas sobre um Novo Rei. Paulo, claramente, começa sua epístola desafiando o pensamento dos cristãos gentios e judeus na igreja em Roma a pensarem e compararem o rei presente em seu contexto local, o próprio César, e o novo Rei que se apresenta com os mesmos títulos usados para César.

Nesta porção, fazendo clara comparação com César, Paulo chama Jesus de kyrios (Senhor), apresenta Jesus como um filho de Deus, e como alguém que possui um evangelho. Todos estes termos eram usados, antes do cristianismo, à pessoa de César.

Paulo, assim, está provocando o pensamento de seus leitores a pensarem na supremacia da pessoa de Jesus diante do Senhor de todo império romano.

Nos versos 8 a 13 deste mesmo capítulo, Paulo apresenta seu imenso desejo de visitar os cristãos romanos (especialmente, versos 11 e 12).

Nos versos 14 a 17, Paulo volta a falar sobre o Evangelho. Ele inclui temas como salvação, justificação e justiça de Deus.

Nos versos 18 a 23, Paulo apresenta a forma como seres humanos rejeitam a justiça graciosa de Deus e abraçam a corrupção.

Então, nos versos 24 a 27, Paulo entra no assunto que pretendo expor aos irmãos nesta noite. Paulo fala sobre desejos impuros, e corpos que não o honram:

É por isso que Deus os entregou à impureza sexual, ao desejo ardente de seus corações, para desonrarem seus corpos entre si; pois substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

Rm 1.24-27

Segundo as Escrituras, a consequência da rejeição da justiça de Deus foi a entrega que o próprio Deus realizou dessas pessoas à impureza sexual. O texto diz que Deus os entregou. A palavra é παρέδωκεν, de παραδίδωμι, ou seja, entregar alguém ou alguma coisa a outro, especialmente, à autoridade de um outro.

Assim, com essa entrega, tais pessoas não teriam como vencer os impulsos desonrosos de sua carne. O final do verso 24 diz que eles desonrariam seus corpos entre si. A razão é simples: a idolatria do corpo. Ao entregarem-se a idolatria do corpo criado ao invés daquele que o criou, substituem a verdade pela mentira.

No verso 26, o verbo παρέδωκεν, o mesmo do verso 24, é repetido, enfatizando que o próprio Deus é quem confundirá a mente do homem idólatra que insiste em fugir do culto ao Criador. A partir daqui as paixões desonrosas serão explicadas com detalhes:

Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

A homossexualidade é tratada pelo Espírito do Senhor como uma paixão desonrosa, contrária à natureza. Segundo este texto, por mais desconcertante que venha a ser, uma das maneiras de constatarmos a corrupção da vida humana é pela existência das práticas homossexuais.

Algo que deve nos chamar a atenção aqui é, porque razão Paulo coloca este pecado no topo da lista no início de sua epístola aos romanos? Como escreveu N. T. Wright, a resposta não é simples, como alguns têm sugerido. Como um judeu, essa prática já era claramente repugnante a Paulo. No entanto, muitas culturas pagãs de sua época aceitavam a homossexualidade com naturalidade.

Alguns pontos precisam ser conhecidos aqui. O próprio Nero, o imperador, era conhecido por suas práticas homossexuais, bem como várias práticas bizarras heterossexuais. É bastante possível que o apóstolo Paulo tenha desejado colocar o dedo na ferida, apontando para o sistema imperial como algo corrompido, podre, por conta de imoralidade em seu núcleo central.

Além de Roma, a homossexualidade era comum em toda a Grécia Antiga, chegando a ser considerado um modelo de educação para os jovens. Em Roma, uma curiosidade é que a relação homossexual passiva era considerada desonrosa. Os romanos eram ensinados a serem ativos em suas relações. A posição passiva era devida apenas às mulheres e aos escravos. De todos os imperadores romanos do período neotestamentário, somente Claudio foi heterossexual. O mais imoral de todos foi Julio César, que era respeitado apenas por ser o imperador e por causa de suas conquistas em favor do império. De Julio César se dizia que “era o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens”.

É interessante notar também que Paulo escreve esta epístola muito provavelmente durante sua estada em Corinto. Nesta cidade, a cultura grega sobre educação sexual era muito forte. Os meninos deixavam a casa de seus pais ainda muito cedo, provavelmente no início da adolescência, e iam estudar com homens mais velhos dos quais se esperava que fossem introduzidos às práticas sexuais. Estes meninos tornavam-se amantes destes mestres adultos. A pedofilia homossexual era vista como um relacionamento afetivo e educacional entre mestres e alunos. E Paulo estava mergulhado nessa cultura quando escreveu aos romanos. E note que, quando Paulo escreveu sua primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 6, versos 9 a 11, citou que os efeminados e os sodomitas não herdariam o reino de Deus. E afirma impressionantemente que, alguns na igreja em Corinto haviam sido homossexuais, mas haviam sido justificados, lavados, santificados em nome do Senhor Jesus, pelo Espírito do nosso Deus (1Co 6.11).

É possível que Paulo tenha pensado nesse contexto coríntio e romano ao escrever. Mas esse não é o seu ponto aqui. Paulo não estava apenas dizendo que os judeus eram contrários àquela prática normal no mundo não judeu, como alguns insistem.

Paulo apenas está a esclarecer que não foi para isso que Deus fez macho e fêmea. Nem está Paulo preocupado em apontar uma realidade somente da casa imperial, ou da cultura greco-romana que assistia com certa medida de simpatia as relações homossexuais. Paulo está a tratar da homossexualidade, e não de homossexuais específicos.

No verso 18, Paulo afirma que a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça. Paulo, então, está falando de todos os homens, ou seja, da raça humana. Assim, as relações homoafetivas são um sinal de que o universo humano está quebrado.

A homossexualidade é um sinal de que Deus entregou a humanidade à outra autoridade. A homossexualidade, então, segundo a teologia-bíblica, é apenas um de muitos sinais da entrega da humanidade para viver longe de Deus e contrariamente à sua vontade e verdade.

Quando um homem se deita com um homem, temos algo que não está funcionando como deveria na criação. A criação está quebrada, fora de ponto. E isso é o resultado de Deus ter entregado os seres humanos às paixões infames, contrárias à natureza.

As escolhas que a humanidade tomou, e não apenas homossexuais, tem trazido consequências a todos. E Deus tem permitido que exploremos as consequências de nossa própria rebelião. Ele nos avisa, nos chama ao arrependimento, nos convida à conversão. Mas, se escolhermos a idolatria do corpo, a idolatria da criatura, a idolatria e serviço e culto da carne, caminharemos para o dissolver da humanidade.

Um livro lançado em 2013 nos Estados Unidos revelou o poder de Deus na vida de um famoso ator de filmes pornográficos homossexuais. O livro se chama Swallowed by Satan (Engolido por Satanás), e tem como subtítulo “como nosso Senhor Jesus Cristo me salvou da pornografia, homossexualidade e ocultismo. Seu autor, Joseph C. Sciambra, conta a história de como ele, com uma infância tranquila numa família tradicional, entrou no universo da pornografia.

Em princípio, a porta foi via a pornografia impressa em revistas. Após ser introduzido no universo dos vídeos pornográficos, Sciambra passou a não mais se interessar somente pela pornografia heterossexual. Ele afirma em seu livro que foi a adicção à masturbação e pornografia heterossexual que o introduziu ao universo homossexual.

Ele conta como, com 19 anos de idade, ele começou a frequentar o distrito de Castro e encontrou um homem mais velho que estava disposto a pagar tudo para ele. Esse homem passou a ter encontros sexuais com ele, depois passou a filmá-lo, depois passou a mostrar tais filmes a amigos, e ele passou a fazer sucesso. Com o tempo, Sciambra passou a fazer filmes pornográficos oficialmente e a viver disso. Em suas palavras, Satanás o engoliu aos poucos.

De acordo com Sciambra, sua história não é mais ou menos extraordinária da de tantos outros que entram no universo pornográfico homossexual. Ele afirma:

“O que em minha vida justifica este livro? Em uma palavra: Eu não fiz nada que possa ser considerado extraordinário, excepcional, ou digno de nota. O que pode ser interessante aos outros é o papel que Nosso Senhor Jesus Cristo desempenhou em minha história.”

Em outra ocasião, Sciambra, pensando em sua própria história, afirma que, no universo homossexual, “Satanás tem anexado alguns demônios extremamente vorazes. A influência deles sobre suas vítimas é forte e profunda. Uma vez que eles grudam em você, se livrar deles não é algo fácil.”

Foi quando esteve à beira da morte que Joseph Sciambra descreve a sensação de algo estava o arrastando ao inferno. Sciambra diz que o pouco que havia conhecido sobre Jesus em sua infância foi suficiente para que ele clamasse o socorro de Jesus, dizendo: “Senhor, me ajude”. Ele diz que neste momento, uma paz imensa invadiu seu coração e ele se converteu. É óbvio que sua jornada de conversão foi longa, mas começou com o reconhecimento de sua carência de Jesus para transformá-lo.

Hoje, Sciambra possui um site no qual ajuda outras pessoas a encontrarem em Jesus a mão para socorrer pessoas que desejam sair da pornografia e viver um celibato até o final de sua vida.

Assim, a única solução para o problema humano da homossexualidade é a conversão. Quando os seres humanos adoram o Deus à imagem de quem foram criados, estes mesmos seres humanos passam a ser transformados por Deus a fim de serem aquilo que Deus os criou para ser.

Obviamente, esta não é uma palavra final de Paulo sobre o assunto. São apenas dois versículos (26-27). Muito mais poderia ser dito e colocado, mas os mesmos não podem ser explorados sem que este princípio esteja em mente. A homossexualidade não é fruto de uma escolha individual, ou genética, ou de uma doença, ou de uma construção social. A homossexualidade é fruto da entrega que o Criador realizou quando o primeiro casal se rebelou. A homossexualidade somente existe na humanidade pelo fato de todos terem pecado e estarem distantes de Deus. A homossexualidade, tal como qualquer outro pecado de natureza sexual, qualquer outra perversão sexual, é fruto do afastamento de Deus, da escolha que, desde o início, os homens têm feito.

Conclusão

Há poucas referências bíblicas sobre a homossexualidade. No Antigo Testamento, a primeira e principal referência é sobre a história de Sodoma, em Gn 19.4-11. Além desta passagem, Jz 19, Lv 18.22, Lv 20.13 apresentam a abominação que é ao Senhor a prática homossexual. O Antigo Testamento observa pouco este assunto, não sendo objeto de grande preocupação pelos escritores veterotestamentários. No entanto, no Novo Testamento, mostrando que não se tratava de um assunto exclusivo de um tempo distante, os escritores voltaram a tratar do assunto em 1Co 6.9-11, 1Tm 1.10 e Rm 1.27. Nestes últimos textos, a homossexualidade volta a ser condenada, embora muitos críticos no Novo Testamento acreditem que estas orientações não sejam válidas para a contemporaneidade. Muitos destes, afirmam que sejam moralistas aqueles que usam tais textos bíblicos como suporte para sua visão sobre homossexualidade.

22Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.23Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.

Lv 18.22-23

13Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.

Lv 20.13

Assim, hoje, entre protestantes encontra-se um pequeno grupo que sustenta não haver base para a Lei Natural e sua relação com os atos sexuais, inclusive, procriativos. À medida em que muitas nações têm revisto suas leis e têm reformado a lei civil reconhecendo e favorecendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, algumas igrejas têm buscado se adaptar ao contexto em que vivem não encarando mais como um comportamento pecaminoso as relações homossexuais.

Todavia, a vasta maioria dos cristãos permanecem com sua tradição bíblica de que a homossexualidade, por conta de todos os textos bíblicos apresentados, deve continuar a ser vista como um pecado a ser deixado. Assim como todos os demais pecados, a homossexualidade também deve ser confessada e abandonada. Não só ela, mas todos os demais pecados para os quais um ser humano diz que nasceu inclinado para aquilo.

Segundo a visão protestante mais aceita, todos são concebidos em pecado (Sl 51.5) e seguem durante a vida sendo mais inclinados ou tentados a um determinado pecado, enquanto que, outros, são mais tentados em outros pecados. Mas, desde o momento em que tal ser humano compreende o chamado para o arrependimento e fé no Filho de Deus, tal pessoa deve olhar para suas antigas práticas do mesmo modo como Deus olha. E, no caso da homossexualidade, como um pecado a ser abandonado para o resto da vida.

Termino com o testemunho de Jerry Arterburn, falecido em 13 de junho de 1988 aos 38 anos, de AIDS:

“Espero que você compreenda que não importa o quão longe você tenha ido em seu estilo de vida homossexual, nunca é tarde demais para mudar, nunca é tarde demais para voltar ao lar. Deus tem o poder de reformá-lo completamente em corpo, alma e espírito. Por causa do que Deus fez por mim, o velho Jerry Arteburn acabou. Ele se foi. E sou uma nova pessoa através do poder de Deus.”

Eu termino com a conclusão de que o apóstolo Paulo pretendia apresentar a homossexualidade não como fruto de uma doença, de uma condição social, de um determinismo genético, ou qualquer outra pressuposição moderna. O Espírito Santo usou Paulo para revelar ao Seu povo que a homossexualidade deve ser vista como um sinal da queda da humanidade e da quebra, ou seja, da impossibilidade dessa humanidade viver os propósitos de Deus sem uma conversão e retorno a Ele.

Assim como a relação entre céus e terra está quebrada, a relação entre homem e mulher também foi afetada pela queda. A homossexualidade deve ser vista conforme comentou Bob Utley – como o pior julgamento que pode haver. É como se Deus dissesse: “deixe que a humanidade caída trilhe seu próprio caminho”. Em Salmo 81.12: 12Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos. Em Os 4.7: 17Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo. Em At 7.42: 42Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial.

O paganismo, ou seja, o distanciamento de Deus, sempre foi caracterizado pela perversão sexual. Não devemos olhar para esse pecado como mais ou menos importante, mas apenas como mais uma força que oprime pessoas afastando-as do caminho de Deus. E precisamos nos lembrar que nada nem ninguém é capaz de vencer sozinho contra as forças tentadoras de seu próprio coração (sejam estas forças a mentira, a fofoca, a ganância, ou a homossexualidade). É somente na conversão, na justificação dessa vida, que ela será capaz de viver como um homem, ou uma mulher, conforme planejados por Deus.

Deus abençoe a vida de cada um dos irmãos e nos ajude a lidarmos com esse assunto sempre com sabedoria e cuidado, e a lidarmos com as pessoas que são tentadas homossexualmente, com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, e também com respeito e compaixão.

 

HOMOSSEXUALIDADE (PARTE 1): DAVI E JÔNATAS – UM ESTUDO SOBRE O AMOR ENTRE DOIS HOMENS

Wilson Porte Jr.

Introdução

Muito tem sido dito e escrito sobre o amor entre Jônatas, filho de Saul, e Davi, filho de Jessé. Era homossexual a relação que eles tinham? Este estudo tratará não de uma passagem específica, mas de uma série de versículos que, uma vez distorcidos e mal compreendidos, são usados para corroborar a prática homossexual.

Para responder a essa pergunta sobre a relação entre Jônatas e Davi, é necessário que compreendamos o uso da palavra amor no Antigo Testamento, não só dentro da história que envolve Jônatas e Davi, mas em outras envolvendo outras pessoas.

Em nosso próximo estudo (post), veremos como o projeto na criação de Deus para os seres humanos era de uma relação heterossexual entre as pessoas. Este é o projeto natural de Deus. Com o afastamento da humanidade, este projeto, bem como tantas outras coisas, se quebrou, dando origem à homossexualidade como um fruto de abandono de Deus da raça humana, do entregar de Deus às paixões infames da carne a humanidade como um todo. Um sinal disso é justamente as relações homoafetivas.

Veremos que a relação homossexual é fruto de uma mentira na qual a humanidade está. Vimos que:

Rm 1:25-27 “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.  Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.  E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”.

Este ponto da teologia-bíblica sobre a homossexualidade é claro para todos nós. Não se trata de uma opinião pessoal, ou da cultura de um povo. Trata-se da Palavra de Deus sobre o assunto.

Exposição

Posto isso, vamos às passagens que, normalmente, são distorcidas para forçar, discriminatoriamente (diga-se de passagem), um pecado na vida de Davi que nunca existiu.

1Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.2Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai.3Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.4Despojou-se Jônatas da capa que vestia e a deu a Davi, como também a armadura, inclusive a espada, o arco e o cinto.5Saía Davi aonde quer que Saul o enviava e se conduzia com prudência; de modo que Saul o pôs sobre tropas do seu exército, e era ele benquisto de todo o povo e até dos próprios servos de Saul.

1Sm 18.1-5

Bem, aqui começa a confusão. Jônatas amou Davi como à sua própria alma. A palavra usada aqui é אַהֲבָה, de אָהֵב. Esta palavra é normalmente associada em traduções com a palavra amor e, pode estar ligada tanto ao amor como afeição, quanto como atração, ou como um cuidado amoroso entre amigos, ou ainda como um amante mesmo.

O primeiro ponto que temos que considerar aqui é tanto Jônatas quanto Davi eram homens desempenhando seus papeis na nação, casados e tendo filhos. Davi, inclusive, chegou a ter 8 mulheres, indicando qual era sua real dificuldade. Se Davi era, realmente, tentado por homens, como explicar estas oito além das muitas concubinas?

Em segundo lugar, é importante observar que o amor apresentado em 1Sm 18 nada tem de conotação sexual, não podendo se traduzir אַהֲבָה como um amor de atração. A mesma ideia que se apresenta em 1Sm 18 aparece nos versos abaixo:

21Assim, Davi foi a Saul e esteve perante ele; este o amou muito e o fez seu escudeiro.22Saul mandou a Jessé: Deixa estar Davi perante mim, pois me caiu em graça.23E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.

1Samuel 16.21–23

Este texto nos diz que Saul, pai de Jônatas, também amou a Davi. Estaria o texto apresentando uma possível relação homoafetivas entre Saul e Davi? Vejamos o texto abaixo:

1Enviou também Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), pois Hirão sempre fora amigo de Davi.

1Reis 5.1

Já neste texto, temos outro rei amando Davi. Hirão, rei de Tiro, é apresentado como alguém que todo o sempre amou a Davi. Embora nas versões em português apareça que Hirão sempre fora amigo de Davi (ARA), ou, Hirão havia sido sempre muito amigo de Davi (A21), no texto original, as palavras que aparecem são כָּל־הַיָּמִֽים … אֹהֵ֗ב , ou seja, amou … todo o sempre. אֹהֵ֗ב é a mesma palavra usada para falar do amor de Jônatas por Davi. Estarei o texto dizendo que, além de Jônatas, Saul e Hirão também o amavam homossexualmente?

Bem, outra passagem mal usada é 2Sm 1.26, na qual Davi afirma que o amor de Jônatas era maior do que o das mulheres:

26Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo!  Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.

2Samuel 1.26

Em quê sentido este amor ultrapassava o de mulheres? No sentido de que a amabilidade de Jônatas superava o modo como algumas mulheres amavam e tratavam a Davi na época. Veja essa experiência de Davi com sua primeira esposa, irmã de Jônatas:

16Ao entrar a arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração … 20Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!

2Sm 6.16,20

Em comparação com o amor de Mical, também filha de Saul, o amor de Jônatas ultrapassava o amor de mulheres. Davi (e muito menos o texto bíblico) não está dizendo que ama Jônatas mais do que ama as mulheres, como alguns analfabetos funcionais afirmam. Davi está apenas percebendo que o amor que Jônatas demonstra por ele é maior do que o cuidado que ele vinha recebendo de mulheres. Para enxergar um amor homossexual aqui, somente usando as lentes da homofobia ou do preconceito.

Sempre foi (e ainda é) comum que homens encontrem em outros homens o cuidado e o amor que, em determinadas situações, supera o amor de mulheres. Considere promessas feitas na guerra por companheiros que dão a vida uns pelos outros, e que se comprometem, como fez C. S. Lewis durante a 1ª Guerra Mundial, com seu amigo Paddy Moore, a cuidar da família um do outro no caso de um deles morrer lutando. Moore faleceu em 1918 durante a guerra na qual ele e Lewis lutaram contra o jovem e, ainda desconhecido, Adolf Hitler, especialmente na Batalha do Somme, em 1916.

Em meio à guerras e outras situações que produzem aflições em nosso coração, se temos um amigo junto a nós é natural que percebamos o amor cuidadoso desse amigo. Vemos isso na relação entre pais e filhos, entre irmãos, e entre amigos. No entanto, não podemos cometer a tolice de, sempre que virmos um homem demonstrando cuidado amoroso ao seu amigo, considerarmos aquilo uma relação homossexual.

Um último absurdo que precisa ser considerado é o do beijo entre Jônatas e Davi:

41Indo-se o rapaz, levantou-se Davi do lado do sul e prostrou-se rosto em terra três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos; Davi, porém, muito mais.

1Samuel 20.41

Qualquer pessoa não homofóbica (ou preconceituosa) saberá ler o contexto e entender o que está acontecendo. Infelizmente, esse tipo de atitude tem levado muitas pessoas a evitarem gestos de carinho por um amigo em público. Recentemente, um pai foi espancado em um show por ter dado um beijo e um abraço em seu filho. Um homem, homofóbico, vendo a cena incomodou-se e decidiu bater naquele suposto gay. O pai apanhou tanto que terminou sem parte de uma orelha.

Por outro lado, encontramos gays celebrando quando um pai beija seu filho em publico, especialmente se ambos já são adultos, porque preconceituosamente consideram aquilo com a atitude de dois gays, quando, na verdade, são pai e filho. Você consegue perceber para onde caminha isso?

Como o tempo, qualquer atitude de um pai com seu filho será tida como um incesto. Qualquer homem que abraçar seu amigo será tido como gay. E, como a Bíblia recomenda o ósculo santo, isso seria um sinal de aprovação bíblica da prática homossexual. Neste ponto, tanto homossexuais preconceituosos quanto homofóbicos raivosos agem de igual modo, ignorando o lado afetivo da amizade entre duas pessoas do mesmo gênero.

E, quando olhamos para a Bíblia, o que vemos é uma clara demonstração do que era, na cultura judaica, o beijo. Era tudo, menos a demonstração de homossexualidade. Veja:

4Então, Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram.

Gn 33.4

15José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele.

Gn 45.15

1Então, José se lançou sobre o rosto de seu pai, e chorou sobre ele, e o beijou.

Gn 50.1

27Disse também o Senhor a Arão: Vai ao deserto para te encontrares com Moisés. Ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou.

Êx 4.27

7Então, saiu Moisés ao encontro do seu sogro, inclinou-se e o beijou; e, indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda.

Êx 18.7

14Então, de novo, choraram em voz alta; Orfa, com um beijo, se despediu de sua sogra, porém Rute se apegou a ela.

Rt 1.14

39Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão e passado também o rei, este beijou a Barzilai e o abençoou; e ele voltou para sua casa.

2Sm 19.39

16Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam.

Rm 16.16

Seriam todos estes casos, casos de homossexuais?

O beijo sempre foi uma prova de afeto, de respeito, e de amor por um amigo ou amiga, independentemente do sexo da pessoa que recebe o beijo.

É necessário ter uma proporção muito grande à imoralidade para enxergar no texto bíblico algo além do que está nele posto. É, aliás, isso que provavelmente há no coração de tais pessoas, uma mistura de homofobia e preconceito.

Homofobia por parte daqueles que olham para a Bíblia com raiva por ela apresentar estas cenas de afeição entre amigos, nas quais estes homofóbicos são incapazes de perceber outra coisa que não algo de conotação sexual. Veja que a homofobia está ligada também à perversão de mente.

E preconceito por parte das pessoas que, ao olharem para o texto, imediatamente veem sexualidade e julgam o carinho entre amigos como se fosse uma prova de sua homossexualidade. Sim, homossexuais que assim olham para o texto bíblicos são preconceituosos. Agem com um preconceito sobre aqueles que a Bíblia apresenta.

O melhor caminho para não cairmos neste erro da ignorância é não nos contentarmos com uma leitura rasa das Escrituras, mas procurarmos nos aprofundar cada vez mais. Conhecer melhor a mais profundamente as Escrituras é algo bom! O Senhor diz pelo profeta Oséias que seu povo se perde justamente por lhe faltar conhecimentos de Suas Palavras (Os 4.6).

 

FALSAS DOUTRINAS SOBRE CRISTO

 

Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? 

Seja crucificado! Responderam todos.

Mt 27.22

Temos problemas com Jesus?

Sim, até mesmo com o filho de Deus, homens têm criado problemas. Mas, isso não é de hoje. Há milênios visões estranhas têm sido criadas sobre a pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo.

Desde o início do cristianismo, visões como o Ebionismo e o Arianismo negavam a divindade de Cristo, o Docetismo negava a humanidade de Cristo, o Nestorianismo separava a humanidade da divindade de Cristo, afirmando que ele era meio homem, meio Deus, algo parecido com o Eutiquianismo, visão que algumas maneiras se assemelhava com a anterior. Além destas duas últimas, havia ainda o Apolinarianismo, o qual dividia ainda mais a pessoa de Jesus, dizendo que ele era parte divino, parte alma, e parte corpo.

Desde o início do cristianismo, estas visões estranhas estavam presentes e foram combatidas pela igreja cristã através de concílios.

Hoje, infelizmente, há pessoas dentro de nossas igrejas interessadas em apresentar um Jesus diferente do apresentado nas Escrituras. Como já vimos até aqui, nas falsas doutrinas sobre a Bíblia e sobre Deus, nas falsas doutrinas sobre Cristo, pessoas são ensinadas com mentiras que têm o poder de destruir a fé que, talvez, exista, bem como manter distante de Deus aquelas pessoas que acreditam que estão próximos dele.

A mentira, mesmo com cara de verdade, não deixa de ser mentira. O veneno, mesmo em embalagem de iogurte, não deixa de ser veneno.

Jesus não é Deus

Já houve dentro da própria que igreja que pastoreio pessoas que viessem me questionar sobre a real divindade de Cristo Jesus. Não havia maldade em tal pessoa. Não havia desejo de destruir qualquer fundamento, mas apenas compreender como pode um homem ter sido Deus, ou, Deus ter se feito homem.

Infelizmente, dentro do cristianismo já existem igrejas que não só pensam assim, como têm tentado disseminar essa mentira através de canções, livros e vídeos no YouTube.

Dentro de igrejas onde pregadores são adeptos da Teologia Liberal, a divindade de Jesus é profundamente questionada. Um dos grandes desejos do liberalismo teológico é provar a falsidade da doutrina da divindade de Cristo.

Se eles estiverem certos, não há nem mesmo salvação, por motivos que apresento abaixo.

Nisso, os liberais de nosso tempo se assemelham muito com a doutrina muçulmana. Vocês sabem que o islamismo têm crescido assustadoramente na Europa e que é só uma questão de tempo para que chegue isso no Brasil. Nos Estados Unidos, movimentos de jovens muçulmanos, ligados à seitas jihadistas, crescem e ocupam espaços em universidades americanas. Isso logo chegará por aqui.

Para o islamismo, tal como para o liberalismo teológico, Jesus precisa ser reinterpretado. Para o muçulmano, Jesus precisa ser visto como um profeta sujeito a Maomé, e não como Deus. Para os muçulmanos, a Bíblia está cheia de erros e é essa a razão dela pronunciar a divindade de Jesus. Expressões como: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30) são uma deturpação do original.

De forma bastante curiosa, essa é a mesma argumentação usada pelos liberais. Eles não somente negam a divindade de Jesus, como também afirmam que a Bíblia está cheia de erros, cheia de deturpações.

Textos como estes também estariam distorcidos:

Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu Sou,* morrereis em vossos pecados.

Jo 8.24

Jesus lhes respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou. Então eles pegaram em pedras para apedrejá-lo; mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.

Jo 8.58–59

Outros, além dos muçulmanos e dos liberais que negam a divindade de Jesus são as Testemunhas de Jeová. Para estes, ter a Cristo como um Deus seria uma blasfêmia, pois só há um Deus, e não dois deuses.

Nesse caso, normalmente eles confundem o significado da palavra “primogênito” ou “primogenitura”, as quais, no Novo Testamento, estão relacionadas mais com o direito de alguém do que com a procedência desse alguém (vejam o caso de Esaú e Jacó, Efraim e Manassés, etc.).

O fato de Cristo ser o primogênito diz respeito apenas a que ele tenha direito sobre toda a criação, além de ser a causa, o princípio, de tudo o que há.

Já no mormonismo, Jesus é filho de Deus Pai com uma de suas esposas. Essa doutrina é fruto das revelações especiais que Joseph Smith disse ter recebido de Deus, assim como Maomé também disse ter recebido de um anjo suas revelações especiais.

Dentro de todas essas visões absurdas sobre Jesus, há um entendimento de que a salvação depende só do homem e não de Deus. A salvação é um mero esforço humano, um mérito humano.

Alguns Jesus(es) modernos

Além dessas visões estranhas sobre Jesus que, de alguma forma, chegam aos evangélicos de hoje, temos as aberrações que atribuem a si a personalidade de Jesus, neles reencarnado.

O caso mais esdrúxulo conhecido no Brasil é o de Inri Cristo. Por mais piada que ele pareça, há quem creia ser ele reencarnação de Jesus. Inri possui seguidores, sede, pregações, inserção na mídia.

Infelizmente, Inri não é o único. Uma rápida pesquisa na internet, revela tantos outros absurdos como ele. Aqui vão apenas alguns nomes de falsos Cristos modernos:

Século 19

John Nichols Thom (1799-1838)

Arnold Potter (1804-1872)

Bahá’u’lláh (1817-1892)

William W. Davies (1833-1906)

Mirza Ghulam Ahmad (1835-1908)

Lou Palingboer (1898-1968)

Século 20

Haile Selassie I (1892-1975)

Ernest Norman (1904-1971)

Krishna Venta (1911-1958)

Ahn Hong-Sahng (1918-1985)

Sun Myung Moon (1920-2012)

Jim Jones (1931-1978)

Marshall Applewhite (1931-1997)

Wayne Bent (1941 – )

Ariffin Mohammed (1943 – )

Matayoshi Mitsuo (1944 – )

José Luis de Jesús Miranda (1946 – )

Inri Cristo (1948 – )

Sergey Torop (1961 – )

Século  21

David Shayler (1965 – )

Oscar Ramiro Ortega-Hernández (1990 – )

Alan John Miller (1962 – )

Algumas informações adicionais

Quem é Jesus e porque cremos na divindade de Cristo?

Podemos dizer muitas coisas sobre Jesus. Carpinteiro, Sumo-sacerdote, Profeta, Rei, Sacerdote, dentre tantas outras coisas. Mas, acima de tudo, Jesus é o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre os homens.

O Evangelho de João nos explica a razão da encarnação. Em João, aprendemos que o Perfeito se fez imperfeito a fim de que os imperfeitos se fizessem perfeitos. Ele se fez maldição para que nos tornássemos benditos de Deus Pai. Ele se fez culpado para que nos tornássemos justificados, inocentes. Ele foi preso para que fôssemos libertos. Ele morreu para que pudéssemos viver. E, acima de tudo, ele só fez tudo isso porque é Deus e, sendo Deus, foi capaz de pagar ao próprio Deus-Pai a dívida que todos tínhamos por quebrar Sua Lei.

Entenda, ao quebrarmos a Lei de Deus, pecamos contra o eterno. Quando quebramos a Lei do Eterno, devemos pagar eternamente. Isso é justiça. Por sermos incapazes de tal coisa, ou seja, de conseguirmos pagar na eternidade pela culpa cometida, Deus se fez homem para pagar pelos homens. Como a Lei quebrada foi a divina, somente alguém divino poderia ser responsabilizado. Como não somos deuses, seríamos sacrificados, tal como um animal quando mata uma criança e é sacrificada. Um cachorro não vai a julgamento, por não ser da mesma essência que os humanos. Assim também nós não poderíamos ser culpados e absolvidos, pois não somos da mesma natureza divina.

Assim, se fazia necessário que alguém que fosse Deus pudesse pagar diante de Deus pela Lei quebrada. Todavia, esse Deus também precisaria ser homem pois teria de pagar pelos erros dos homens. Assim, a figura de um salvador deveria ser de alguém que fosse 100% Deus e 100% homem.

Essa é a razão pela qual cremos na divindade de Jesus, porque dela depende nossa própria salvação. A outra razão é pelo próprio fato de Jesus ter sido assassinado. O fato dos judeus terem se enfurecido com ele se deu por eles entenderem o que Jesus estava dizendo sobre si mesmo. Eles compreenderam o que Jesus disse quando chamou a si mesmo de Eu Sou. Não tivesse Jesus dizendo que ele é o mesmo Deus que se revelou aos judeus no Antigo Testamento, os judeus não teriam se enfurecido tanto com ele.

Todos devemos confiar nas palavras de Jesus. São elas que nos libertam. São elas que nos trazem à verdade. Sem elas, nunca seremos santificados. Distantes delas ou descrentes nelas, seremos presas fáceis diante de lobos velozes que há 2000 anos rondam o rebanho de Deus.

FALSAS DOUTRINAS SOBRE A BÍBLIA (parte 2)

 

O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR.

Jeremias 23.28

Quais falsas doutrinas relacionadas às Escrituras estão em “moda” hoje?

Hoje em dia, muitas falsas doutrinas sobre a Bíblia estão em moda. Sim, são uma moda que logo passará. Mas, enquanto não passa, influencia os fracos. Diante dos fracos fazemos duas coisas: oramos por eles para que não sejam enganados por Satanás, e falamos a verdade para eles, crendo que a Verdade é que liberta.

A despeito de tudo que tem sido dito sobre a “Teologia Liberal”, a qual nega que toda a Bíblia Sagrada, tudo o que está nos 66 livros das Escrituras, seja Revelação inspirada, há muitas outras falsas doutrinas, “doutrininhas” menos elaboradas que todo o edifício liberal.

Como muito já tem sido dito e escrito sobre a Teologia Liberal, não me preocuparei com isso aqui. Eis aqui outras falsas doutrinas sobre a Bíblia:

Visagem — “Vi uma luz”: Não acredito que Deus não possa fazer com que pessoas vejam luzes, sinais, etc., no quarto de casa, na mata ou na montanha. Deus é soberano para fazer o que bem quiser e da forma como quiser. O problema aqui é com grupos que vivem correndo atrás de supostas experiências com Deus (seria mesmo com Ele?), as quais acabam se tornando o “pão” que alimenta a espiritualidade dessas pessoas. A crença nesse tipo de coisa e busca por esse tipo de experiência pode levar alguém para longe de Deus, ao invés de o contrário. Quanto mais longe da Palavra e mais cheios de “experiências”, mais fraco é o alicerce espiritual desse cristão.

Revelamento — “Deus me falou”: Outra modinha que, quando a gente pensa que passou, aparece de novo, é a de um Deus que vive de segredinho com seus escolhidos mais chegados. Esses são aqueles que toda semana têm algo a dizer sobre o que Deus disse pra eles. Preste atenção, isso não tem nada a ver com pessoas que ouvem a voz de Deus em Sua Palavra, mas com pessoas que afirmam que Deus falou claramente coisas com eles, palavras específicas, com orientações específicas sobre o que eles devem fazer ou falar para alguém. Mais uma vez, não duvido que o Senhor possa fazer isso, mas sustentar que o Senhor fala com você o tempo todo, semanalmente, audivelmente, é um perigo pois, além de incentivar pessoas a experimentarem a mesma “experiência com Deus” (seria com ele mesmo?), geram um afastamento da Palavra. O argumento desses grupos é que se o Senhor fala com seu povo audivelmente no passado, que Ele deve continuar a falar hoje. O ponto é que, naquele tempo, eles não tinha a Palavra. Hoje, temos. Se você quer ouvir a voz de Deus audivelmente, leia a Palavra de Deus em voz alta.

Há um tempo atrás, um pastor amigo me contou de uma jovem senhora que o procurou dizendo ter recebido uma revelação. “Deus falou com ela” em um monte onde foi orar que o homem que Deus havia separado para se casar com ela era um senhor da igreja. Quando ela apresentou este senhor ao pastor, este ficou confuso, pois o senhor estava com sua esposa. O pastor lhe perguntou: “Mas ele é casado? Como Deus lhe falou isso?”. A senhora o confrontou dizendo que era Deus quem tinha falado, e que não podia duvidar, que seria falta de fé. Enfim, ao final da conversa o pastor lhe disse: “Minha irmã, eu não duvido que o espírito tenha lhe dito isso. Só tenho certeza de que não foi o Santo”.

Ela é temporal: outra modinha é dizer que a Bíblia foi escrita por pessoas em um tempo específico e que deve ser interpretada sob a luz desse tempo. Com isso, querem dizer que hoje não podemos interpretar a Bíblia como sendo para nós. Ela possui orientações para hoje, mas muitas coisas não se aplicam mais para nós hoje. Perceba que isso não tem nada a ver com Leis Cerimoniais, as quais foram abolidas na cruz de Cristo. Isso tem a ver com assuntos relacionados à sociedade, ao trabalho, ao casamento, à homossexualidade, etc. Dizem tais grupos que aquilo que foi dito em determinada época não pode ser considerado hoje. O problema é que a Bíblia não é um livro humano, mas divino. A Bíblia foi (e é) inspirada por Deus, sendo um livro de Deus. Isso faz com que ela não seja temporal, mas eterna. Seus preceitos não estão ligados a um homem ou a um tempo da história humana, mas ligados a Deus e aos seus conselhos à humanidade até o fim dos tempos.

Ela é patriarcal e machista: você, certamente, já ouviu isso de alguém algum dia. “Paulo era machista”, “Jesus era machista”, “Deus! era machista”, e outras infelicidades como essas. Um estudo um pouquinho mais cuidadoso desses grupos sobre a história humana revelará a eles o quanto isso está errado. Muitos que viveram no período bíblico experimentaram uma sociedade na qual não se diferenciava mulheres, e crianças de jumentos. Sim, a sociedade era machista. Mas, onde estaria o machismo de Jesus ao permitir mulheres entre seus muitos discípulos, algumas, inclusive, recebendo certo destaque, como Maria Madalena, Marta, e Maria, mãe de João Marcos? Onde estaria o machismo de Jesus ao permitir que as primeiras testemunhas de sua ressurreição fossem mulheres? Onde estaria o machismo de Deus ao dar às mulheres um atributo que só pertence a ele, o de ser um auxílio (auxiliador/auxiliadora)? Onde estaria o machismo de Deus ao permitir que sua Revelação contasse com tanta honra a história de mulheres como Sara, Ester, Rute, Noemi, Raabe, Maria, Priscila, Eunice e Lóide, além de tantas outras? Onde estaria o machismo de Paulo ao escrever isso: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28) ou isso “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher.” (1Coríntios 11.11).

Normalmente, usam texto onde “Paulo” proíbe as mulheres de falarem em público, mas deixam de ler o contexto no qual o que é proibido é o falar em línguas e o profetizar em durante o culto público (veja 1Co 14, e analise o contexto!). Enfim, outros textos são usados, ou melhor, abusados com o fim de forçar “Paulo” a dizer o que ele não disse. Uma análise exegética simples de cada uma dessas passagens ajudaria esses grupos a nunca mais dizerem tal “absurdo, abcego, e abmudo”, como brincava um amigo meu.

Algumas informações adicionais

O que significa a palavra “cânon”?

Cânon vem de um termo grego que significa “norma, regra ou, ainda, régua”. É usada, normalmente para falar dos 66 livros que compõe a Bíblia Sagrada.

Ou seja, esses 66 livros seriam a Regra ou a Norma de Deus para os homens. Com a ideia de régua, aludiria à ideia de que tudo se mede por ela, ou seja, ela é o padrão perfeito para todas as coisas perfeitas e certas.

O que significa dizer que a Palavra de Deus é inspirada?

Por inspirada, compreendemos que tudo o que está escrito nas Sagradas Escrituras são Palavra de Deus aos homens, são Revelação com o propósito de salvar (ou condenar) o homem. Isso não significa que Deus ditou cada palavra que está na Bíblia. Há, sim, trechos ditados, mas são poucos. Na grande maioria, Deus usou as capacidades intelectuais, a personalidade, e até mesmo permitiu que traços culturais influenciassem a escrita sem manchar o conteúdo que o Senhor pretendia revelar.

2Tm 3.16 e 2Pe 2Pe 1.21 são dois textos que ajudam a compreendermos o processo de Deus em usar homens para revelar sua Verdade Absoluta.

Quais os cinco pontos relacionados à Palavra que não podem faltar em nossa vida diária com Deus?

Aprendi com Mark Dever que devemos nos relacionar com a Palavra de Deus de cinco maneiras a fim de não sermos enganados pelas falsas doutrinas sobre a Bíblia. Devemos:

1. Ler a Palavra;

2. Cantar a Palavra;

3. Orar a Palavra;

4. Ver a Palavra;

5. Pregar a Palavra

Nós a lemos quando a lemos, nós a cantamos quando entoamos músicas fundamentadas na Palavra, nós a oramos quando nossas orações são recheadas por conceitos aprendidos na Palavra, nós a vemos quando celebramos a Ceia do Senhor, e nós a pregamos toda vez que a compartilhamos com alguém, falando do Evangelho a outros.

Estes cinco pontos são, sem dúvidas, essenciais para quem deseja manter-se longe de todo erro e falsa doutrina sobre a Bíblia.

 

1 Cabal, T., Brand, C. O., Clendenen, E. R., Copan, P., Moreland, J. P., & Powell, D. (2007). The Apologetics Study Bible: Real Questions, Straight Answers, Stronger Faith (p. 1123). Nashville, TN: Holman Bible Publishers.

FALSAS DOUTRINAS SOBRE A BÍBLIA (parte 1)

O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR.

Jeremias 23.28

Qual a relação entre as doutrinas sadias e o conhecimento das demais doutrinas da Palavra de Deus?

Aquilo sobre o que você constrói a sua casa determinará quanto tempo durará a sua casa. Se você constrói sua casa sobre a areia, como disse Jesus em Mt 7, quando vir a chuva e soprar sobre ela o vento, ela certamente cairá. Se você a construir sobre um monte de pedregulhos, é bem possível que trincas surgirão com o deslocamentos das pedrinhas. Se você construir sobre o barro, é bem possível que ela não dure muito tempo devido à toda deteriorização natural diante da exposição à chuva.

Enfim, todos sabemos que casas precisam de um alicerce sólido sobre o qual possa permanecer até o dia em que alguém, por livre e espontânea vontade, decida derrubá-la. E não existe apenas um tipo de fundamento. Dependendo do tipo de casa que você constrói, você precisa de tipos diferentes de alicerces sobre os quais construir. O alicerce de um edifício é diferente do de uma casa. O de uma borracharia é diferente do de um Shopping Center.

Mas, o que tudo isso tem a ver com as doutrinas sadias ou doentes sobre a Bíblia? Tem a ver no sentido de que as doutrinas são o fundamento sobre o qual nossa vida espiritual é construída. Dependendo do alicerce que você tem colocado em sua vida, sua espiritualidade tanto pode permanecer “de pé”, quanto pode cair e desaparecer para sempre.

No texto de Jeremias 23.28, encontramos o Deus e o profeta sendo irônicos (ou sarcásticos) ao incentivarem falsos profetas a contarem seus sonhos. Obviamente, não porque Deus concorde com isso, mas apenas para mostrar quão pífios estes são diante da própria Palavra de Deus.

Já naquela época, pessoas corriam atrás de falsas revelações nas quais visões e sonhos acabavam tendo mais procura do que a própria Palavra de Deus. As pessoas ansiavam por ouvir sonhos sendo explicados. O sensacionalismo os animava e contagiava. E Deus está sarcasticamente chamando os “profetas” a contarem seus sonhos a fim de que todos percebam que os sonhos não passam de “palha” diante do verdadeiro “trigo” que é a Palavra.1

Isso não quer dizer que o Senhor não fale por sonhos. Este é mais um meio que encontramos na Palavra sobre como Deus fala com os seus. Vemos isso aqui:

Números 12.6: Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos.

Mateus 2.12: Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra. Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

Ainda hoje, pessoas continuam dando mais valor aos sonhos e sinais sensacionais do que à própria Palavra de Deus. É importante que recordemos, então, que distantes da Palavra de Deus, as pessoas encontrarão a morte espiritual.

Somente doutrinas sadias são capazes de produzir um viver sadio, uma família sadia e uma igreja sadia. O simples fato de alguém ou mesmo uma comunidade inteira não se preocuparem com a Palavra, com as sãs doutrinas, constituem-se um risco mortal a essas pessoas.

Essa é uma mentira que tem matado a vida espiritual de muita gente, o crer que outras coisas podem substituir a Palavra em suas vidas, ou, simplesmente, acreditarem que a Palavra não é tão necessária assim.

Uma mentira que mata: “eu não preciso da Palavra de Deus para ser um cristão”. Tome muito cuidado com qualquer coisa que tire a Palavra de sua vida, ou mesmo que lhe leve pra longe dela.

DESAFIO CHARLIE CHARLIE

Dias atrás, meu filho me perguntou sobre o desafio Charlie. Brincadeira que muitos estão fazendo em sua escola. Pra quem tem a minha idade, sabe do que foi brincar nos anos 80 e começo dos 90 com o copo e o compasso. Hoje, é o lápis sobre o papel.

Após pesquisar na web sobre a brincadeira, compreendi que ela nada mais é do que uma forma (demoniacamente) criativa de alguns produtores cinematográficos produzirem seu filme. Então, a “brincadeira” (sem graça) não “fede nem cheira”, como dizia minha avó. O ponto é o seguinte: como cristãos, devemos participar de brincadeiras assim?

Minha resposta é que NÃO. Pelo seguinte: cristãos vivem para a glória de Deus. 1Co 10.31 diz: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” – como é que essa brincadeira promove a glória de Deus? “Ah”, alguém diria, “mas é só uma brincadeira”. Sim, e como uma brincadeira que “invoca o espírito de um menino morto” agrada a Deus?

A Bíblia diz aos cristãos que, para eles, tudo é lícito, ou seja, tudo é permitido. No entanto, o mesmo texto bíblico diz:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”, 1Co 6.12

Assim, embora não seja “nada de mais” para os cristãos participarem dessa brincadeira, ela (1) Não glorifica a Deus e, (2) Não convém. Por isso, não devem participar. É isso que eu entendo sobre minha liberdade cristã. Eu sou livre para fazer tudo, mas nem tudo me convém, por quê!?, porque nem tudo glorifica a Deus. E os cristãos (pelo menos os verdadeiros cristãos) normalmente vivem para a glória de Deus.

Adão e Eva existiram?

Um breve curso sobre a historicidade de Adão e Eva dado para a ABU (Aliança Bíblica Universitária) da cidade de São Carlos-SP.

Adão e Eva: eles existiram de fato? Ou são apenas um mito da tradição judaico-cristã?

O Projeto de Lei para a Destruição da Família (PLC 122)

Nesta semana, está para ser aprovado um projeto de lei que, no final das contas, acabará impondo sobre nós uma Ditadura Gay além do fim da família como nós a conhecemos. Obviamente, o diabo nunca vem mostrando o “chifre”. De um modo sutil, a lei que quer trazer à legalidade a ideologia de gênero está para ser aprovada, como constato abaixo. Leia com atenção o que vou escrever. Leia até o final. Isso é algo sério!

A questão relacionada à ideologia de gênero tem sido tratada de um modo bastante sutil, silencioso, tal como é ação de uma cobra antes do bote, ou de um leão antes apanhar sua presa. Às escondidas do grande público, sem que a mídia dê ao povo as informações que deveria, a grande nação brasileira que, sem dúvida alguma, é, em sua grande maioria, contrária a esta lei e a ideologia de gênero, acaba sem poder ter nenhuma reação. Quando a nação acordar, não haverá mais absolutamente nada que poderá ser feito.

Mas, o que é a ideologia de gênero? Até pouco tempo atrás, não se falava, principalmente se o assunto era a PLC 122, em ideologia de gênero, mas apenas em homofobia. Obviamente, todos somos contrários à homofobia! Aliás, as leis para que  sejam punidos os que praticam crimes contra homossexuais já existem. Aliás, são as mesmas leis que punem aqueles que praticam crimes contra os heterossexuais.

Dado a isso, a estratégia daqueles que querem nos forçar a pregar sua ideologia agora muda. Como? Mudando-se os termos. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, agora sob a liderança do senador petista Paulo Paim (PT-RS), sugere a introdução a ideia de gênero ao apresentar o conceito de “orientação sexual”. Se você nunca estudou ou leu nada sobre o assunto, deixe eu ir direto ao ponto (se você quiser, se aprofunde no assunto):

A IDEOLOGIA DE GÊNERO SUGERE QUE A ORIENTAÇÃO SEXUAL (se o menino vai “casar” com outro menino ou com uma menina; e a menina vice-versa) VEM ANTES DO CONCEITO DE GÊNERO (masculino ou feminino). PRIMEIRO, A CRIANÇA DEFINE SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL. DEPOIS, DECIDE SE QUER SER “MENINO” OU “MENINA”. ENTENDAM: SE ISSO FOR CONSOLIDADO, SER HOMEM OU MULHER NÃO MAIS TERÁ A VER COM A NATUREZA COM A QUAL A PESSOA NASCEU, MAS COM AQUILO QUE ELA DECIDIU SER. LOGO, NÃO EXISTIRÁ MAIS “SEXOS”, E SIM, “GÊNEROS”. OU SEJA, EU POSSO TER NASCIDO COMO UM MENINO, MAS SE DECIDI SER MENINA, É ASSIM QUE SEREI.

Para os proponentes de tal ideologia, os conceitos de homem e mulher, casamento heterossexual, família, etc., são uma “construção social” que deve ser destruída o mais rápido possível para o bem geral do mundo.

Caso essa lei seja aprovada em todas as suas instâncias, nossos filhos serão educados dentro da ideologia de gênero. E se você acompanha um pouco da orientação da ONU às nações, é exatamente isso que ela quer: educar as crianças seguindo as orientações da ideologia de gênero, ou seja, cada criança deve escolher qual sexo terá, com quem se casará.

Isso, obviamente, é um ataque e perseguição aos princípios cristãos que construíram todo o pensamento, ética e moral, pelo menos no mundo ocidental, devido à influência judaico-cristã. Não há dúvidas de que vivemos sob um processo de destruição da família tradicional e de tudo aquilo que o Senhor ensina em Sua Santa Palavra.

A ideia, como não poderia deixar de ser, nasce com a obra marxista de Friedrich Engels: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Nela, Engels tenta analisar o desenvolvimento da civilização. Para ele, a visão cristã de família deve ser abandonada. Aliás, dentro da visão marxista de sociedade, deve ser mesmo destruída, como já sugeriu diversas vezes a petista Marta Suplicy.

Para encurtar a conversa, compartilho com vocês meu pensamento sobre a obrigação que temos de orar por aquilo que está para acontecer nesta semana, provavelmente, hoje mesmo (19 ou 20 de novembro de 2013). Já está em posse da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa o projeto que substitui o antigo PLC 122/2006. O novo texto, entregue pelo petista Paulo Paim, deve ser votado e aprovado até 20/11/2013.

Reflita você se não é um absurdo. A visão do senador, que é também a de boa parte de seu partido e de outros partidos socialistas/marxistas, é que a orientação sexual, ou seja, a opção sexual seja colocada na mesma questão em que está a deficiência física e a questão das “raças”. Ou seja, ensinar um garoto, que nasceu garoto, que ele deve ser garoto, é tão crime quanto você ofender alguém pela cor de sua pele ou por sua necessidade especial. Ou seja, é o mesmo que dizer que tal pessoa “nasceu” homossexual, o que é um absurdo bíblica e cientificamente falando.

Encerro convocando-os a escrever para os senadores abaixo citando sua indignação e posição:

ana.rita@senadora.leg.br; capi@senador.leg.br;paulopaim@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; cristovam@senador.leg.br;wellington.dias@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; paulodavim@senador.leg.br;vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; sergiopetecao@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; magnomalta@senador.leg.br; gim.argello@senador.leg.br; eduardo.lopes@senador.leg.br;angela.portela@senadora.leg.br; eduardo.suplicy@senador.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br;anibal.diniz@senador.leg.br; joaodurval@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; ricardoferraco@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; j.v.claudino@senador.leg.br;osvaldo.sobrinho@senador.leg.br;”

Que Deus nos conserve como cristãos e, se for de Sua vontade, como nação. Mas, se como nação sucumbirmos, que nos mantenhamos cristãos, jamais cedendo às ideologias humanas que nos convidam a abandonar o caminho estreito no qual outrora entramos.

Que todos, em oração, estejamos in dextera Tua,

Wilson Porte Jr.

Teologia da ignorância divina (parte 2)

Mudando de rumo
Sem dúvida alguma, a Bíblia apresenta a oração como uma forma de Deus nos por em nosso devido lugar. Nossas orações não mudam o onipotente Deus. Muito menos têm a função de informá-lo sobre o que é o melhor para nós.
 
Nossas orações são, antes, uma forma de sermos participantes dos propósitos de Deus para nós. Nossas orações são um privilégio que Ele nos concede de vivenciarmos o mistério da providência.Continue reading

Teologia da ignorância divina (parte 1)

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.”
Colossenses 4.2
 
Sempre tive dificuldade com Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC). Não sei se é o seu caso, mas todas as vezes que tenho problemas com um produto, plano ou equipamento, sofro para conseguir o que desejo. 
 
Contudo, há pessoas que são mestras em conseguir o que desejam. Tanto em conseguir um desconto, quanto em convencer um cliente. Não precisam que ninguém interceda por elas. São pessoas que têm o “dom” da intercessão.
 
Obviamente, não falo aqui de dom no sentido bíblico. Não falo de dom como Paulo falou aos coríntios. Antes, falo de algo que é fácil para alguns e terrível para outros: a capacidade de, em meio a problemas, intercederem por si mesmos perante outros.
 
O problema que desejo tratar neste capítulo não diz respeito à capacidade que alguns têm de conseguirem quase tudo o que desejam. O problema a ser tratado diz respeito ao momento quando tais pessoas vão a Deus tratando-o da mesma forma como tratariam alguém a ser convencido.
 

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