A HOMOSSEXUALIDADE EM ROMANOS 1: UM FRUTO DO AFASTAMENTO DA HUMANIDADE

Wilson Porte Jr.

Introdução

Ao contrário do que alguns poucos aloprados afirmam, o que Paulo combate em Romanos 1 e 2 não é a promiscuidade dentro de relações homossexuais, mas a própria homossexualidade.

A homossexualidade existe há milênios e é conhecida tanto dentro da literatura judaico-cristã quanto fora. O termo deriva dos termos homo e sexus (a primeira, tanto da língua grega quanto da latina, e a segunda da língua latina), e refere-se a um ser humano, homem ou mulher, que possui afeição e atração sexual por outro ser humano do mesmo sexo. Homens e mulheres podem ser homossexuais. As mulheres normalmente são chamadas de lésbicas e os homens de sodomitas. Lésbicas, por causa de uma ilha grega chamada Lesbos, onde viveu uma poetisa, Safo, que escreveu amplamente sobre seus relacionamentos sexuais com outras mulheres. Sodomitas, por causa da prática comum na cidade de Sodoma onde homens buscavam outros homens para relações sexuais, pública ou privadamente.

Os protestantes, desde o início, se valeram dos textos bíblicos para lidarem com o assunto. Apenas recentemente, com um distanciamento da Sagrada Escritura como elemento normativo quanto à moral, ética, sexualidade, comportamentos e fé, é que dentro do protestantismo começou-se a aceitar a homossexualidade como prática aceitável desde que dentro de princípios morais e éticos respeitáveis.

MEU OBJETIVO com esta pregação é compreender qual era o pensamento de Paulo sobre a homossexualidade. Procuraremos compreender qual a razão do apóstolo ter colocado as relações homoafetivas no topo da lista de pecados na abertura de sua epístola aos romanos.

Exposição

Em Romanos 1.1-7, Paulo fala sobre as Boas Novas sobre um Novo Rei. Paulo, claramente, começa sua epístola desafiando o pensamento dos cristãos gentios e judeus na igreja em Roma a pensarem e compararem o rei presente em seu contexto local, o próprio César, e o novo Rei que se apresenta com os mesmos títulos usados para César.

Nesta porção, fazendo clara comparação com César, Paulo chama Jesus de kyrios (Senhor), apresenta Jesus como um filho de Deus, e como alguém que possui um evangelho. Todos estes termos eram usados, antes do cristianismo, à pessoa de César.

Paulo, assim, está provocando o pensamento de seus leitores a pensarem na supremacia da pessoa de Jesus diante do Senhor de todo império romano.

Nos versos 8 a 13 deste mesmo capítulo, Paulo apresenta seu imenso desejo de visitar os cristãos romanos (especialmente, versos 11 e 12).

Nos versos 14 a 17, Paulo volta a falar sobre o Evangelho. Ele inclui temas como salvação, justificação e justiça de Deus.

Nos versos 18 a 23, Paulo apresenta a forma como seres humanos rejeitam a justiça graciosa de Deus e abraçam a corrupção.

Então, nos versos 24 a 27, Paulo entra no assunto que pretendo expor aos irmãos nesta noite. Paulo fala sobre desejos impuros, e corpos que não o honram:

É por isso que Deus os entregou à impureza sexual, ao desejo ardente de seus corações, para desonrarem seus corpos entre si; pois substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

Rm 1.24-27

Segundo as Escrituras, a consequência da rejeição da justiça de Deus foi a entrega que o próprio Deus realizou dessas pessoas à impureza sexual. O texto diz que Deus os entregou. A palavra é παρέδωκεν, de παραδίδωμι, ou seja, entregar alguém ou alguma coisa a outro, especialmente, à autoridade de um outro.

Assim, com essa entrega, tais pessoas não teriam como vencer os impulsos desonrosos de sua carne. O final do verso 24 diz que eles desonrariam seus corpos entre si. A razão é simples: a idolatria do corpo. Ao entregarem-se a idolatria do corpo criado ao invés daquele que o criou, substituem a verdade pela mentira.

No verso 26, o verbo παρέδωκεν, o mesmo do verso 24, é repetido, enfatizando que o próprio Deus é quem confundirá a mente do homem idólatra que insiste em fugir do culto ao Criador. A partir daqui as paixões desonrosas serão explicadas com detalhes:

Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

A homossexualidade é tratada pelo Espírito do Senhor como uma paixão desonrosa, contrária à natureza. Segundo este texto, por mais desconcertante que venha a ser, uma das maneiras de constatarmos a corrupção da vida humana é pela existência das práticas homossexuais.

Algo que deve nos chamar a atenção aqui é, porque razão Paulo coloca este pecado no topo da lista no início de sua epístola aos romanos? Como escreveu N. T. Wright, a resposta não é simples, como alguns têm sugerido. Como um judeu, essa prática já era claramente repugnante a Paulo. No entanto, muitas culturas pagãs de sua época aceitavam a homossexualidade com naturalidade.

Alguns pontos precisam ser conhecidos aqui. O próprio Nero, o imperador, era conhecido por suas práticas homossexuais, bem como várias práticas bizarras heterossexuais. É bastante possível que o apóstolo Paulo tenha desejado colocar o dedo na ferida, apontando para o sistema imperial como algo corrompido, podre, por conta de imoralidade em seu núcleo central.

Além de Roma, a homossexualidade era comum em toda a Grécia Antiga, chegando a ser considerado um modelo de educação para os jovens. Em Roma, uma curiosidade é que a relação homossexual passiva era considerada desonrosa. Os romanos eram ensinados a serem ativos em suas relações. A posição passiva era devida apenas às mulheres e aos escravos. De todos os imperadores romanos do período neotestamentário, somente Claudio foi heterossexual. O mais imoral de todos foi Julio César, que era respeitado apenas por ser o imperador e por causa de suas conquistas em favor do império. De Julio César se dizia que “era o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens”.

É interessante notar também que Paulo escreve esta epístola muito provavelmente durante sua estada em Corinto. Nesta cidade, a cultura grega sobre educação sexual era muito forte. Os meninos deixavam a casa de seus pais ainda muito cedo, provavelmente no início da adolescência, e iam estudar com homens mais velhos dos quais se esperava que fossem introduzidos às práticas sexuais. Estes meninos tornavam-se amantes destes mestres adultos. A pedofilia homossexual era vista como um relacionamento afetivo e educacional entre mestres e alunos. E Paulo estava mergulhado nessa cultura quando escreveu aos romanos. E note que, quando Paulo escreveu sua primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 6, versos 9 a 11, citou que os efeminados e os sodomitas não herdariam o reino de Deus. E afirma impressionantemente que, alguns na igreja em Corinto haviam sido homossexuais, mas haviam sido justificados, lavados, santificados em nome do Senhor Jesus, pelo Espírito do nosso Deus (1Co 6.11).

É possível que Paulo tenha pensado nesse contexto coríntio e romano ao escrever. Mas esse não é o seu ponto aqui. Paulo não estava apenas dizendo que os judeus eram contrários àquela prática normal no mundo não judeu, como alguns insistem.

Paulo apenas está a esclarecer que não foi para isso que Deus fez macho e fêmea. Nem está Paulo preocupado em apontar uma realidade somente da casa imperial, ou da cultura greco-romana que assistia com certa medida de simpatia as relações homossexuais. Paulo está a tratar da homossexualidade, e não de homossexuais específicos.

No verso 18, Paulo afirma que a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça. Paulo, então, está falando de todos os homens, ou seja, da raça humana. Assim, as relações homoafetivas são um sinal de que o universo humano está quebrado.

A homossexualidade é um sinal de que Deus entregou a humanidade à outra autoridade. A homossexualidade, então, segundo a teologia-bíblica, é apenas um de muitos sinais da entrega da humanidade para viver longe de Deus e contrariamente à sua vontade e verdade.

Quando um homem se deita com um homem, temos algo que não está funcionando como deveria na criação. A criação está quebrada, fora de ponto. E isso é o resultado de Deus ter entregado os seres humanos às paixões infames, contrárias à natureza.

As escolhas que a humanidade tomou, e não apenas homossexuais, tem trazido consequências a todos. E Deus tem permitido que exploremos as consequências de nossa própria rebelião. Ele nos avisa, nos chama ao arrependimento, nos convida à conversão. Mas, se escolhermos a idolatria do corpo, a idolatria da criatura, a idolatria e serviço e culto da carne, caminharemos para o dissolver da humanidade.

Um livro lançado em 2013 nos Estados Unidos revelou o poder de Deus na vida de um famoso ator de filmes pornográficos homossexuais. O livro se chama Swallowed by Satan (Engolido por Satanás), e tem como subtítulo “como nosso Senhor Jesus Cristo me salvou da pornografia, homossexualidade e ocultismo. Seu autor, Joseph C. Sciambra, conta a história de como ele, com uma infância tranquila numa família tradicional, entrou no universo da pornografia.

Em princípio, a porta foi via a pornografia impressa em revistas. Após ser introduzido no universo dos vídeos pornográficos, Sciambra passou a não mais se interessar somente pela pornografia heterossexual. Ele afirma em seu livro que foi a adicção à masturbação e pornografia heterossexual que o introduziu ao universo homossexual.

Ele conta como, com 19 anos de idade, ele começou a frequentar o distrito de Castro e encontrou um homem mais velho que estava disposto a pagar tudo para ele. Esse homem passou a ter encontros sexuais com ele, depois passou a filmá-lo, depois passou a mostrar tais filmes a amigos, e ele passou a fazer sucesso. Com o tempo, Sciambra passou a fazer filmes pornográficos oficialmente e a viver disso. Em suas palavras, Satanás o engoliu aos poucos.

De acordo com Sciambra, sua história não é mais ou menos extraordinária da de tantos outros que entram no universo pornográfico homossexual. Ele afirma:

“O que em minha vida justifica este livro? Em uma palavra: Eu não fiz nada que possa ser considerado extraordinário, excepcional, ou digno de nota. O que pode ser interessante aos outros é o papel que Nosso Senhor Jesus Cristo desempenhou em minha história.”

Em outra ocasião, Sciambra, pensando em sua própria história, afirma que, no universo homossexual, “Satanás tem anexado alguns demônios extremamente vorazes. A influência deles sobre suas vítimas é forte e profunda. Uma vez que eles grudam em você, se livrar deles não é algo fácil.”

Foi quando esteve à beira da morte que Joseph Sciambra descreve a sensação de algo estava o arrastando ao inferno. Sciambra diz que o pouco que havia conhecido sobre Jesus em sua infância foi suficiente para que ele clamasse o socorro de Jesus, dizendo: “Senhor, me ajude”. Ele diz que neste momento, uma paz imensa invadiu seu coração e ele se converteu. É óbvio que sua jornada de conversão foi longa, mas começou com o reconhecimento de sua carência de Jesus para transformá-lo.

Hoje, Sciambra possui um site no qual ajuda outras pessoas a encontrarem em Jesus a mão para socorrer pessoas que desejam sair da pornografia e viver um celibato até o final de sua vida.

Assim, a única solução para o problema humano da homossexualidade é a conversão. Quando os seres humanos adoram o Deus à imagem de quem foram criados, estes mesmos seres humanos passam a ser transformados por Deus a fim de serem aquilo que Deus os criou para ser.

Obviamente, esta não é uma palavra final de Paulo sobre o assunto. São apenas dois versículos (26-27). Muito mais poderia ser dito e colocado, mas os mesmos não podem ser explorados sem que este princípio esteja em mente. A homossexualidade não é fruto de uma escolha individual, ou genética, ou de uma doença, ou de uma construção social. A homossexualidade é fruto da entrega que o Criador realizou quando o primeiro casal se rebelou. A homossexualidade somente existe na humanidade pelo fato de todos terem pecado e estarem distantes de Deus. A homossexualidade, tal como qualquer outro pecado de natureza sexual, qualquer outra perversão sexual, é fruto do afastamento de Deus, da escolha que, desde o início, os homens têm feito.

Conclusão

Há poucas referências bíblicas sobre a homossexualidade. No Antigo Testamento, a primeira e principal referência é sobre a história de Sodoma, em Gn 19.4-11. Além desta passagem, Jz 19, Lv 18.22, Lv 20.13 apresentam a abominação que é ao Senhor a prática homossexual. O Antigo Testamento observa pouco este assunto, não sendo objeto de grande preocupação pelos escritores veterotestamentários. No entanto, no Novo Testamento, mostrando que não se tratava de um assunto exclusivo de um tempo distante, os escritores voltaram a tratar do assunto em 1Co 6.9-11, 1Tm 1.10 e Rm 1.27. Nestes últimos textos, a homossexualidade volta a ser condenada, embora muitos críticos no Novo Testamento acreditem que estas orientações não sejam válidas para a contemporaneidade. Muitos destes, afirmam que sejam moralistas aqueles que usam tais textos bíblicos como suporte para sua visão sobre homossexualidade.

22Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.23Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão.

Lv 18.22-23

13Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.

Lv 20.13

Assim, hoje, entre protestantes encontra-se um pequeno grupo que sustenta não haver base para a Lei Natural e sua relação com os atos sexuais, inclusive, procriativos. À medida em que muitas nações têm revisto suas leis e têm reformado a lei civil reconhecendo e favorecendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, algumas igrejas têm buscado se adaptar ao contexto em que vivem não encarando mais como um comportamento pecaminoso as relações homossexuais.

Todavia, a vasta maioria dos cristãos permanecem com sua tradição bíblica de que a homossexualidade, por conta de todos os textos bíblicos apresentados, deve continuar a ser vista como um pecado a ser deixado. Assim como todos os demais pecados, a homossexualidade também deve ser confessada e abandonada. Não só ela, mas todos os demais pecados para os quais um ser humano diz que nasceu inclinado para aquilo.

Segundo a visão protestante mais aceita, todos são concebidos em pecado (Sl 51.5) e seguem durante a vida sendo mais inclinados ou tentados a um determinado pecado, enquanto que, outros, são mais tentados em outros pecados. Mas, desde o momento em que tal ser humano compreende o chamado para o arrependimento e fé no Filho de Deus, tal pessoa deve olhar para suas antigas práticas do mesmo modo como Deus olha. E, no caso da homossexualidade, como um pecado a ser abandonado para o resto da vida.

Termino com o testemunho de Jerry Arterburn, falecido em 13 de junho de 1988 aos 38 anos, de AIDS:

“Espero que você compreenda que não importa o quão longe você tenha ido em seu estilo de vida homossexual, nunca é tarde demais para mudar, nunca é tarde demais para voltar ao lar. Deus tem o poder de reformá-lo completamente em corpo, alma e espírito. Por causa do que Deus fez por mim, o velho Jerry Arteburn acabou. Ele se foi. E sou uma nova pessoa através do poder de Deus.”

Eu termino com a conclusão de que o apóstolo Paulo pretendia apresentar a homossexualidade não como fruto de uma doença, de uma condição social, de um determinismo genético, ou qualquer outra pressuposição moderna. O Espírito Santo usou Paulo para revelar ao Seu povo que a homossexualidade deve ser vista como um sinal da queda da humanidade e da quebra, ou seja, da impossibilidade dessa humanidade viver os propósitos de Deus sem uma conversão e retorno a Ele.

Assim como a relação entre céus e terra está quebrada, a relação entre homem e mulher também foi afetada pela queda. A homossexualidade deve ser vista conforme comentou Bob Utley – como o pior julgamento que pode haver. É como se Deus dissesse: “deixe que a humanidade caída trilhe seu próprio caminho”. Em Salmo 81.12: 12Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos. Em Os 4.7: 17Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo. Em At 7.42: 42Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial.

O paganismo, ou seja, o distanciamento de Deus, sempre foi caracterizado pela perversão sexual. Não devemos olhar para esse pecado como mais ou menos importante, mas apenas como mais uma força que oprime pessoas afastando-as do caminho de Deus. E precisamos nos lembrar que nada nem ninguém é capaz de vencer sozinho contra as forças tentadoras de seu próprio coração (sejam estas forças a mentira, a fofoca, a ganância, ou a homossexualidade). É somente na conversão, na justificação dessa vida, que ela será capaz de viver como um homem, ou uma mulher, conforme planejados por Deus.

Deus abençoe a vida de cada um dos irmãos e nos ajude a lidarmos com esse assunto sempre com sabedoria e cuidado, e a lidarmos com as pessoas que são tentadas homossexualmente, com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, e também com respeito e compaixão.

 

FALSAS DOUTRINAS SOBRE CRISTO

 

Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? 

Seja crucificado! Responderam todos.

Mt 27.22

Temos problemas com Jesus?

Sim, até mesmo com o filho de Deus, homens têm criado problemas. Mas, isso não é de hoje. Há milênios visões estranhas têm sido criadas sobre a pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo.

Desde o início do cristianismo, visões como o Ebionismo e o Arianismo negavam a divindade de Cristo, o Docetismo negava a humanidade de Cristo, o Nestorianismo separava a humanidade da divindade de Cristo, afirmando que ele era meio homem, meio Deus, algo parecido com o Eutiquianismo, visão que algumas maneiras se assemelhava com a anterior. Além destas duas últimas, havia ainda o Apolinarianismo, o qual dividia ainda mais a pessoa de Jesus, dizendo que ele era parte divino, parte alma, e parte corpo.

Desde o início do cristianismo, estas visões estranhas estavam presentes e foram combatidas pela igreja cristã através de concílios.

Hoje, infelizmente, há pessoas dentro de nossas igrejas interessadas em apresentar um Jesus diferente do apresentado nas Escrituras. Como já vimos até aqui, nas falsas doutrinas sobre a Bíblia e sobre Deus, nas falsas doutrinas sobre Cristo, pessoas são ensinadas com mentiras que têm o poder de destruir a fé que, talvez, exista, bem como manter distante de Deus aquelas pessoas que acreditam que estão próximos dele.

A mentira, mesmo com cara de verdade, não deixa de ser mentira. O veneno, mesmo em embalagem de iogurte, não deixa de ser veneno.

Jesus não é Deus

Já houve dentro da própria que igreja que pastoreio pessoas que viessem me questionar sobre a real divindade de Cristo Jesus. Não havia maldade em tal pessoa. Não havia desejo de destruir qualquer fundamento, mas apenas compreender como pode um homem ter sido Deus, ou, Deus ter se feito homem.

Infelizmente, dentro do cristianismo já existem igrejas que não só pensam assim, como têm tentado disseminar essa mentira através de canções, livros e vídeos no YouTube.

Dentro de igrejas onde pregadores são adeptos da Teologia Liberal, a divindade de Jesus é profundamente questionada. Um dos grandes desejos do liberalismo teológico é provar a falsidade da doutrina da divindade de Cristo.

Se eles estiverem certos, não há nem mesmo salvação, por motivos que apresento abaixo.

Nisso, os liberais de nosso tempo se assemelham muito com a doutrina muçulmana. Vocês sabem que o islamismo têm crescido assustadoramente na Europa e que é só uma questão de tempo para que chegue isso no Brasil. Nos Estados Unidos, movimentos de jovens muçulmanos, ligados à seitas jihadistas, crescem e ocupam espaços em universidades americanas. Isso logo chegará por aqui.

Para o islamismo, tal como para o liberalismo teológico, Jesus precisa ser reinterpretado. Para o muçulmano, Jesus precisa ser visto como um profeta sujeito a Maomé, e não como Deus. Para os muçulmanos, a Bíblia está cheia de erros e é essa a razão dela pronunciar a divindade de Jesus. Expressões como: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30) são uma deturpação do original.

De forma bastante curiosa, essa é a mesma argumentação usada pelos liberais. Eles não somente negam a divindade de Jesus, como também afirmam que a Bíblia está cheia de erros, cheia de deturpações.

Textos como estes também estariam distorcidos:

Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu Sou,* morrereis em vossos pecados.

Jo 8.24

Jesus lhes respondeu: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou. Então eles pegaram em pedras para apedrejá-lo; mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.

Jo 8.58–59

Outros, além dos muçulmanos e dos liberais que negam a divindade de Jesus são as Testemunhas de Jeová. Para estes, ter a Cristo como um Deus seria uma blasfêmia, pois só há um Deus, e não dois deuses.

Nesse caso, normalmente eles confundem o significado da palavra “primogênito” ou “primogenitura”, as quais, no Novo Testamento, estão relacionadas mais com o direito de alguém do que com a procedência desse alguém (vejam o caso de Esaú e Jacó, Efraim e Manassés, etc.).

O fato de Cristo ser o primogênito diz respeito apenas a que ele tenha direito sobre toda a criação, além de ser a causa, o princípio, de tudo o que há.

Já no mormonismo, Jesus é filho de Deus Pai com uma de suas esposas. Essa doutrina é fruto das revelações especiais que Joseph Smith disse ter recebido de Deus, assim como Maomé também disse ter recebido de um anjo suas revelações especiais.

Dentro de todas essas visões absurdas sobre Jesus, há um entendimento de que a salvação depende só do homem e não de Deus. A salvação é um mero esforço humano, um mérito humano.

Alguns Jesus(es) modernos

Além dessas visões estranhas sobre Jesus que, de alguma forma, chegam aos evangélicos de hoje, temos as aberrações que atribuem a si a personalidade de Jesus, neles reencarnado.

O caso mais esdrúxulo conhecido no Brasil é o de Inri Cristo. Por mais piada que ele pareça, há quem creia ser ele reencarnação de Jesus. Inri possui seguidores, sede, pregações, inserção na mídia.

Infelizmente, Inri não é o único. Uma rápida pesquisa na internet, revela tantos outros absurdos como ele. Aqui vão apenas alguns nomes de falsos Cristos modernos:

Século 19

John Nichols Thom (1799-1838)

Arnold Potter (1804-1872)

Bahá’u’lláh (1817-1892)

William W. Davies (1833-1906)

Mirza Ghulam Ahmad (1835-1908)

Lou Palingboer (1898-1968)

Século 20

Haile Selassie I (1892-1975)

Ernest Norman (1904-1971)

Krishna Venta (1911-1958)

Ahn Hong-Sahng (1918-1985)

Sun Myung Moon (1920-2012)

Jim Jones (1931-1978)

Marshall Applewhite (1931-1997)

Wayne Bent (1941 – )

Ariffin Mohammed (1943 – )

Matayoshi Mitsuo (1944 – )

José Luis de Jesús Miranda (1946 – )

Inri Cristo (1948 – )

Sergey Torop (1961 – )

Século  21

David Shayler (1965 – )

Oscar Ramiro Ortega-Hernández (1990 – )

Alan John Miller (1962 – )

Algumas informações adicionais

Quem é Jesus e porque cremos na divindade de Cristo?

Podemos dizer muitas coisas sobre Jesus. Carpinteiro, Sumo-sacerdote, Profeta, Rei, Sacerdote, dentre tantas outras coisas. Mas, acima de tudo, Jesus é o Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre os homens.

O Evangelho de João nos explica a razão da encarnação. Em João, aprendemos que o Perfeito se fez imperfeito a fim de que os imperfeitos se fizessem perfeitos. Ele se fez maldição para que nos tornássemos benditos de Deus Pai. Ele se fez culpado para que nos tornássemos justificados, inocentes. Ele foi preso para que fôssemos libertos. Ele morreu para que pudéssemos viver. E, acima de tudo, ele só fez tudo isso porque é Deus e, sendo Deus, foi capaz de pagar ao próprio Deus-Pai a dívida que todos tínhamos por quebrar Sua Lei.

Entenda, ao quebrarmos a Lei de Deus, pecamos contra o eterno. Quando quebramos a Lei do Eterno, devemos pagar eternamente. Isso é justiça. Por sermos incapazes de tal coisa, ou seja, de conseguirmos pagar na eternidade pela culpa cometida, Deus se fez homem para pagar pelos homens. Como a Lei quebrada foi a divina, somente alguém divino poderia ser responsabilizado. Como não somos deuses, seríamos sacrificados, tal como um animal quando mata uma criança e é sacrificada. Um cachorro não vai a julgamento, por não ser da mesma essência que os humanos. Assim também nós não poderíamos ser culpados e absolvidos, pois não somos da mesma natureza divina.

Assim, se fazia necessário que alguém que fosse Deus pudesse pagar diante de Deus pela Lei quebrada. Todavia, esse Deus também precisaria ser homem pois teria de pagar pelos erros dos homens. Assim, a figura de um salvador deveria ser de alguém que fosse 100% Deus e 100% homem.

Essa é a razão pela qual cremos na divindade de Jesus, porque dela depende nossa própria salvação. A outra razão é pelo próprio fato de Jesus ter sido assassinado. O fato dos judeus terem se enfurecido com ele se deu por eles entenderem o que Jesus estava dizendo sobre si mesmo. Eles compreenderam o que Jesus disse quando chamou a si mesmo de Eu Sou. Não tivesse Jesus dizendo que ele é o mesmo Deus que se revelou aos judeus no Antigo Testamento, os judeus não teriam se enfurecido tanto com ele.

Todos devemos confiar nas palavras de Jesus. São elas que nos libertam. São elas que nos trazem à verdade. Sem elas, nunca seremos santificados. Distantes delas ou descrentes nelas, seremos presas fáceis diante de lobos velozes que há 2000 anos rondam o rebanho de Deus.

FALSAS DOUTRINAS SOBRE DEUS

 

   Porque o Senhor é o Deus supremo

    e o grande Rei acima de todos os deuses.

Sl 95.3

Mediadores de suas próprias orações

Infelizmente, hoje em dia muita gente vive como mediadora de si mesma perante Deus. Tais pessoas buscam a Deus como se Ele pudesse ser mudado pelas suas ideias. Oram como se estivessem falando com o gerente da loja de eletrodoméstico. Argumentam com Deus como se estivessem tratando com um balconista.

Hoje, Deus é tratado como um servo qualquer. Na verdade, percebemos três formas de se querer mandar em Deus. Aqui estão elas.

O Deus cambista

A primeira forma, é aquela que trata Deus como um funcionário qualquer pronto a lhe servir quando e onde você quiser. É interessante notar que algumas das denominações que mais têm crescido no Brasil nos últimos anos, e talvez no mundo, sejam aquelas com um princípio tão herético e sutil: a doutrina da confissão positiva (ou, palavra da fé). A ênfase dessa doutrina está no ter e não no ser.

A Teologia da Prosperidade tem se proposto a buscar um Deus cuja personalidade se parece com a de exus, demônios que necessitam de uma oferenda para realizarem algo na vida daqueles que os buscam.

Esse Deus é um Deus cambista que vive fazendo trocas com seu povo. Essa falha da igreja moderna sobre a pessoa de Deus possui quatro princípios, os quais são:

1.Que Deus nunca diz não a seus filhos;

2.Que só se pode orar uma vez (sendo duas uma demonstração de falta de fé);

3.Que o sofrimento é sinal de falta de fé;

4.Que a pobreza não combina com nossa posição como filhos do Rei.

Nessas igrejas, raramente se ouve sobre arrependimento, pecado, salvação pela fé em Cristo ou santidade. O assunto que interessa, como diz o cântico, é: “Dê, e Deus te devolverá! Então dê, dê ao Senhor.”

Além das músicas, as pregações levam o povo a pensar somente em um futuro financeiro bem sucedido que virá, é lógico, mediante uma desafiadora contribuição (um “sacrifício” como eles gostam de chamar).

Testemunhos são apresentados. E o objetivo é mostrar que há um Deus que você pode desafiar. Ouse, não aceite pouco. Determine, exija! Se Ele é Deus, Ele fará o impossível por você. Apenas informe-o, mas com a determinação de quem manda, e não de alguém sujeito. Sujeite-O, você!

A crença e pregação dessa doutrina é muito nociva e muito perigosa para a igreja brasileira. Traz uma expectativa errada de Deus.

De acordo com 1Tm 6.3-8, não é certo buscarmos a Deus visando a obtenção de bênçãos espirituais. Podemos ter melhor exemplo do erro dessa teologia no que é lido em Jo 6.26,27.

Nesta ocasião, o Senhor Jesus censura homens e mulheres que estavam buscando-o somente pelo pão e pelo peixe que ele havia multiplicado e dos quais aquelas pessoas puderam desfrutar.

A motivação em algumas igrejas modernas permanece a mesma daqueles que achegaram-se a Cristo, e é interessante que a visão sobre Cristo também permanece a mesma: alguém em quem se pode encontrar bênçãos materiais. A diferença é que, hoje, os pastores exigem que os fiéis têm que dar algo a fim de que o “Deus Cambista” possa, então, devolver para o fiel de forma dupla, tripla, quíntupla (o que depende do valor da oferta apresentada à igreja por aquele irmão, às vezes, cheio de boas intenções).

Deus não é um cambista nem um negociador. Com Deus não se faz barganhas. Ele tem um propósito eterno que é a Sua glória. Ele não se arrepende, não muda e, por mais que alguém tenha fé para mover uma montanha, se o mover desta não estiver dentro do propósito eterno de Deus, ela não se moverá.

Nada escapa ou foge aos propósitos eternos de Deus. Ele manda, a gente obedece. Nunca inverta isso. Fuja dessa louca doutrina.

O Deus destronado

A segunda forma de se querer mandar em Deus, ou, simplesmente, informá-lo do que Ele deve ou não fazer, é aquela que confunde a soberania de Deus com a soberania das criaturas.

Existe hoje uma grande confusão com relação à doutrina da Soberania de Deus dentro das igrejas modernas. Logo na abertura de alguns cultos evangélicos, especialmente os neopentecostais, têm-se visto uma forma arrogante de se relacionar com o Senhor.

Suas reuniões iniciam-se com frases do tipo: “Eu determino…”, “Eu não aceito…”, “Eu ordeno…”, e outras frases de orações que têm virado rotina não só na abertura, mas no meio e no final do culto também.

Não acredito que aqueles que se denominam evangélicos (embora esse termo esteja desgastado), e têm essa louca mania de querer mandar em Deus, o façam tendo noção do erro que cometem. Essa maneira errada de tratar com o Deus soberano, para eles, é uma tentativa de buscar uma maior intimidade e comunhão com o Senhor.

Creem, de fato, que Deus está obrigado aos homens, o que nada mais é do que um absurdo (e diabólico) desejo de querer mandar no Soberano Deus do Universo.

É interessante analisar que toda a estrutura de religiões como o animismo, espiritismo, feitiçaria e satanismo, é baseada na busca de controlar, manipular e domesticar as forças sobrenaturais. E é exatamente isso que um ser humano qualquer pode encontrar numa igreja neopentecostal (com raras exceções) e outras pentecostais e tradicionais que têm cedido a essa heresia.

Interessante notar que a feitiçaria tenta manipular as realidades passadas, presentes e futuras. Interessante também é notar que esta prática que reduz o Senhor a um Deus não-soberano, também tenta manipular as realidades presentes, passadas, e futuras.

Todos sabemos o que Deus acha da feitiçaria (Ex 22.18; Lv 19.31; Dt 18.10; Is 47.9; Na 3.4; Gl 5:20; Ap 9:21, 18.23; 22.15) e, ainda mais, o que ela revela no relacionamento com Deus: rebeldia (1Sm 15.23a).

Dentre os textos distorcidos que os adeptos dessa prática usam, encontra-se Jo 14.13-14, um dos favoritos deles: “E farei tudo o que pedirdes em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.

Para esse grupo, palavras como pedir, rogar e suplicar são a mesma coisa que exigir, decretar, determinar e reivindicar. Temos um problema, então, com a palavra pedir.

Em grego, há duas palavras para pedir: αἰτέω (aiteo) e ἐρωτάω (erotao):

1.αἰτέω: um pedido feito por alguém que está em posição inferior à daquele a quem o pedido é feito (como um filho pedindo ao pai);

2.ἐρωτάω: trata-se de um pedido onde aquele que suplica está em pé de igualdade com aquele a quem o pedido é feito.

Agora, olhando para as Escritura, veremos que o Senhor Jesus só usava ἐρωτάω para fazer um pedido ao Pai. Quando em Lucas 14.32 ἐρωτάω é usado, lemos que um rei fazia um pedido a outro rei.

Porém, quando é num sentido vertical de relacionamento (ex. seres humanos e Deus) a palavra usada é αἰτέω, como no texto acima citado (Jo 14.13-14).

Por isso, se a atitude desses “evangélicos” estivesse correta, Deus já estaria destronado há muito tempo. Dizer, crer e, até mesmo, se atrever a orar pensando que as palavras podem mudar o destino do homem, ou a sucessão de fatos, ou qualquer outra coisa que seja, é tornar o Deus Soberano e Supremo, sujeito à vontade humana, à vontade pervertida de suas criaturas. Deus deixaria de ser o Supremo governador de tudo.

Se você for sábio, fugirá dessa loucura também.

O Deus xerife

A terceira e última forma percebida em algumas igrejas onde Deus não é mais do que uma menininha de laço rosa na cabeça, super obediente, é aquela onde se acredita que podemos determinar quem irá ser abençoado e quem não irá ser disciplinado por Deus.

Esta é outra forma ridícula de se tratar o Criador. De onde vem a louca ideia de que podemos controlar até mesmo sobre quem Deus irá exercer juízo?

Hoje, um grande número de cristãos crê que Deus possa pesar a mão sobre outras pessoas mediante suas ordens. Para tais cristãos, Deus deu a eles o poder de pisar naqueles que são contrários às suas ideias.

Tais homens e mulheres não têm noção do que é desenvolver um relacionamento saudável e feliz com Deus. Vivem fascinados por um Deus xerife, apavorados pelos mistérios desse Deus.

E não perca de foco que, por trás desse derramar do juízo de Deus, está uma louca presunção de querer informar a Deus sobre alguém para quem eles desejam uma grave disciplina da parte de Deus.

Lideranças de igrejas que têm medo de possíveis questionamentos levantados por cristãos de sua comunidade têm se valido dessa afirmativa. Essas palavras tornaram-se uma arma de defesa (e também de ataque) para líderes e, consequentemente, fiéis que não se permitem questionar.

Essas mesmas palavras têm se tornado um açoite para os cristãos incautos e ignorantes que se sentem torturados pela culpa de um pecado.

Essas palavras não tratam somente de um julgamento frio, inumano e raso, mas constituem-se no mais perverso meio de tortura psicológica imposta sobre os que já vivem o drama angustiante da culpa por verem a Deus como um xerife.

Deus não é um xerife patrulheiro à caça de pecadores, nem está ligando para ordens de Suas criaturas que reivindicam (ou melhor, ordenam) o Seu juízo contra alguém.

A justiça é a execução da retidão. O juízo de Deus é a execução de Suas penalidades expostas nas Escrituras. Ele é fiel ao que Ele diz e executa o que Ele mesmo determinou.

Essa é a santa justiça, pois traz em si a clara ideia do ódio contra o pecado, o que acaba resultando numa indignação que o leva a ser justo (Sf 3.5; Dt 32.4; Sl 11.4-7; Dn 9.12-14).

Segundo o texto de Hb 12.6, Deus corrige ao que ama. A ideia do castigo (do pesar a mão) é contrária ao Espírito da graça do Novo Testamento. Isso, pelo fato de Deus só disciplinar os Seus pelo fato dEle os amar. Caso não amasse, não os disciplinaria.

Querer que Deus discipline alguém, ou pedir que Deus assim o faça, é agir com a presunção de que nós sabemos mais do que Ele quem precisa de umas “palmadinhas”. Sem dúvida alguma, Des sabe muito mais do que nós quem deve ou não ser disciplinado.

Algumas informações adicionais

Os atributos de Deus

Atributos são as “qualidades” de Deus, suas características principais. Tudo aquilo que é próprio de uma pessoa, é seu atributo. Se alguém é muito inteligente, dizemos que um dos atributos de determinada pessoa é a inteligência.

Para todos as características de Deus damos o nome de atributos. Só conhecemos os atributos de Deus pelo fato das Escrituras os apresentarem a nós. Fora da Bíblia, apenas podemos “desconfiar” desses atributos por meio da observação da Criação. Ao olharmos para os céus, os mares, as montanhas, as plantas, os animais, o corpo humano, e tantas outras coisas da Criação, somos capazes de, sem a Bíblia, compreendermos que há um Criador inteligente, sábio e poderoso.

Normalmente, na teologia, divide-se os atributos de Deus em atributos naturais e atributos morais.

Os atributos naturais

Estes são atributos que existem em Deus, em seu ser, que estão ligados a Ele e não necessariamente ao que Ele faz. Alguns destes atributos são: vida, tri-unidade, imutabilidade, onipotência, onisciência, onipresença, eternidade, espiritualidade, auto-existência e personalidade.

Alguns desses atributos não podem ser compartilhados conosco, e pertencem apenas a Deus. Esses são chamados de  atributos incomunicáveis. Outros, como a personalidade e a espiritualidade, ele comunica conosco, sendo os atributos comunicáveis. Assim são muitos outros.

Os atributos morais

Estes atributos não estão ligados apenas ao ser de Deus, mas ao seu caráter e ao seu agir. Assim como os atributos naturais, nos morais também encontramos aqueles que são comunicáveis e aqueles que são incomunicáveis a nós. Alguns dos atributos morais são: amor, santidade, bondade, justiça, dentre outros.

Dentro destes, mais uma vez, encontramos aqueles que são “comunicados” ou compartilhados conosco e outros que pertencem sobre a Deus.

Os atributos de Deus devem ser estudados e conhecidos pois são eles que nos ajudam a adorar a Deus com profundidade. Quando o adoramos, adoramos por quem Ele é. E, só sabemos quem Ele é graças ao estudo e conhecimento de seus atributos. Quanto mais o conhecemos, mais o amamos, e quanto mais o amamos, mais o adoramos.

FALSAS DOUTRINAS SOBRE A BÍBLIA (parte 2)

 

O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR.

Jeremias 23.28

Quais falsas doutrinas relacionadas às Escrituras estão em “moda” hoje?

Hoje em dia, muitas falsas doutrinas sobre a Bíblia estão em moda. Sim, são uma moda que logo passará. Mas, enquanto não passa, influencia os fracos. Diante dos fracos fazemos duas coisas: oramos por eles para que não sejam enganados por Satanás, e falamos a verdade para eles, crendo que a Verdade é que liberta.

A despeito de tudo que tem sido dito sobre a “Teologia Liberal”, a qual nega que toda a Bíblia Sagrada, tudo o que está nos 66 livros das Escrituras, seja Revelação inspirada, há muitas outras falsas doutrinas, “doutrininhas” menos elaboradas que todo o edifício liberal.

Como muito já tem sido dito e escrito sobre a Teologia Liberal, não me preocuparei com isso aqui. Eis aqui outras falsas doutrinas sobre a Bíblia:

Visagem — “Vi uma luz”: Não acredito que Deus não possa fazer com que pessoas vejam luzes, sinais, etc., no quarto de casa, na mata ou na montanha. Deus é soberano para fazer o que bem quiser e da forma como quiser. O problema aqui é com grupos que vivem correndo atrás de supostas experiências com Deus (seria mesmo com Ele?), as quais acabam se tornando o “pão” que alimenta a espiritualidade dessas pessoas. A crença nesse tipo de coisa e busca por esse tipo de experiência pode levar alguém para longe de Deus, ao invés de o contrário. Quanto mais longe da Palavra e mais cheios de “experiências”, mais fraco é o alicerce espiritual desse cristão.

Revelamento — “Deus me falou”: Outra modinha que, quando a gente pensa que passou, aparece de novo, é a de um Deus que vive de segredinho com seus escolhidos mais chegados. Esses são aqueles que toda semana têm algo a dizer sobre o que Deus disse pra eles. Preste atenção, isso não tem nada a ver com pessoas que ouvem a voz de Deus em Sua Palavra, mas com pessoas que afirmam que Deus falou claramente coisas com eles, palavras específicas, com orientações específicas sobre o que eles devem fazer ou falar para alguém. Mais uma vez, não duvido que o Senhor possa fazer isso, mas sustentar que o Senhor fala com você o tempo todo, semanalmente, audivelmente, é um perigo pois, além de incentivar pessoas a experimentarem a mesma “experiência com Deus” (seria com ele mesmo?), geram um afastamento da Palavra. O argumento desses grupos é que se o Senhor fala com seu povo audivelmente no passado, que Ele deve continuar a falar hoje. O ponto é que, naquele tempo, eles não tinha a Palavra. Hoje, temos. Se você quer ouvir a voz de Deus audivelmente, leia a Palavra de Deus em voz alta.

Há um tempo atrás, um pastor amigo me contou de uma jovem senhora que o procurou dizendo ter recebido uma revelação. “Deus falou com ela” em um monte onde foi orar que o homem que Deus havia separado para se casar com ela era um senhor da igreja. Quando ela apresentou este senhor ao pastor, este ficou confuso, pois o senhor estava com sua esposa. O pastor lhe perguntou: “Mas ele é casado? Como Deus lhe falou isso?”. A senhora o confrontou dizendo que era Deus quem tinha falado, e que não podia duvidar, que seria falta de fé. Enfim, ao final da conversa o pastor lhe disse: “Minha irmã, eu não duvido que o espírito tenha lhe dito isso. Só tenho certeza de que não foi o Santo”.

Ela é temporal: outra modinha é dizer que a Bíblia foi escrita por pessoas em um tempo específico e que deve ser interpretada sob a luz desse tempo. Com isso, querem dizer que hoje não podemos interpretar a Bíblia como sendo para nós. Ela possui orientações para hoje, mas muitas coisas não se aplicam mais para nós hoje. Perceba que isso não tem nada a ver com Leis Cerimoniais, as quais foram abolidas na cruz de Cristo. Isso tem a ver com assuntos relacionados à sociedade, ao trabalho, ao casamento, à homossexualidade, etc. Dizem tais grupos que aquilo que foi dito em determinada época não pode ser considerado hoje. O problema é que a Bíblia não é um livro humano, mas divino. A Bíblia foi (e é) inspirada por Deus, sendo um livro de Deus. Isso faz com que ela não seja temporal, mas eterna. Seus preceitos não estão ligados a um homem ou a um tempo da história humana, mas ligados a Deus e aos seus conselhos à humanidade até o fim dos tempos.

Ela é patriarcal e machista: você, certamente, já ouviu isso de alguém algum dia. “Paulo era machista”, “Jesus era machista”, “Deus! era machista”, e outras infelicidades como essas. Um estudo um pouquinho mais cuidadoso desses grupos sobre a história humana revelará a eles o quanto isso está errado. Muitos que viveram no período bíblico experimentaram uma sociedade na qual não se diferenciava mulheres, e crianças de jumentos. Sim, a sociedade era machista. Mas, onde estaria o machismo de Jesus ao permitir mulheres entre seus muitos discípulos, algumas, inclusive, recebendo certo destaque, como Maria Madalena, Marta, e Maria, mãe de João Marcos? Onde estaria o machismo de Jesus ao permitir que as primeiras testemunhas de sua ressurreição fossem mulheres? Onde estaria o machismo de Deus ao dar às mulheres um atributo que só pertence a ele, o de ser um auxílio (auxiliador/auxiliadora)? Onde estaria o machismo de Deus ao permitir que sua Revelação contasse com tanta honra a história de mulheres como Sara, Ester, Rute, Noemi, Raabe, Maria, Priscila, Eunice e Lóide, além de tantas outras? Onde estaria o machismo de Paulo ao escrever isso: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28) ou isso “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher.” (1Coríntios 11.11).

Normalmente, usam texto onde “Paulo” proíbe as mulheres de falarem em público, mas deixam de ler o contexto no qual o que é proibido é o falar em línguas e o profetizar em durante o culto público (veja 1Co 14, e analise o contexto!). Enfim, outros textos são usados, ou melhor, abusados com o fim de forçar “Paulo” a dizer o que ele não disse. Uma análise exegética simples de cada uma dessas passagens ajudaria esses grupos a nunca mais dizerem tal “absurdo, abcego, e abmudo”, como brincava um amigo meu.

Algumas informações adicionais

O que significa a palavra “cânon”?

Cânon vem de um termo grego que significa “norma, regra ou, ainda, régua”. É usada, normalmente para falar dos 66 livros que compõe a Bíblia Sagrada.

Ou seja, esses 66 livros seriam a Regra ou a Norma de Deus para os homens. Com a ideia de régua, aludiria à ideia de que tudo se mede por ela, ou seja, ela é o padrão perfeito para todas as coisas perfeitas e certas.

O que significa dizer que a Palavra de Deus é inspirada?

Por inspirada, compreendemos que tudo o que está escrito nas Sagradas Escrituras são Palavra de Deus aos homens, são Revelação com o propósito de salvar (ou condenar) o homem. Isso não significa que Deus ditou cada palavra que está na Bíblia. Há, sim, trechos ditados, mas são poucos. Na grande maioria, Deus usou as capacidades intelectuais, a personalidade, e até mesmo permitiu que traços culturais influenciassem a escrita sem manchar o conteúdo que o Senhor pretendia revelar.

2Tm 3.16 e 2Pe 2Pe 1.21 são dois textos que ajudam a compreendermos o processo de Deus em usar homens para revelar sua Verdade Absoluta.

Quais os cinco pontos relacionados à Palavra que não podem faltar em nossa vida diária com Deus?

Aprendi com Mark Dever que devemos nos relacionar com a Palavra de Deus de cinco maneiras a fim de não sermos enganados pelas falsas doutrinas sobre a Bíblia. Devemos:

1. Ler a Palavra;

2. Cantar a Palavra;

3. Orar a Palavra;

4. Ver a Palavra;

5. Pregar a Palavra

Nós a lemos quando a lemos, nós a cantamos quando entoamos músicas fundamentadas na Palavra, nós a oramos quando nossas orações são recheadas por conceitos aprendidos na Palavra, nós a vemos quando celebramos a Ceia do Senhor, e nós a pregamos toda vez que a compartilhamos com alguém, falando do Evangelho a outros.

Estes cinco pontos são, sem dúvidas, essenciais para quem deseja manter-se longe de todo erro e falsa doutrina sobre a Bíblia.

 

1 Cabal, T., Brand, C. O., Clendenen, E. R., Copan, P., Moreland, J. P., & Powell, D. (2007). The Apologetics Study Bible: Real Questions, Straight Answers, Stronger Faith (p. 1123). Nashville, TN: Holman Bible Publishers.

FALSAS DOUTRINAS SOBRE A BÍBLIA (parte 1)

O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? — diz o SENHOR.

Jeremias 23.28

Qual a relação entre as doutrinas sadias e o conhecimento das demais doutrinas da Palavra de Deus?

Aquilo sobre o que você constrói a sua casa determinará quanto tempo durará a sua casa. Se você constrói sua casa sobre a areia, como disse Jesus em Mt 7, quando vir a chuva e soprar sobre ela o vento, ela certamente cairá. Se você a construir sobre um monte de pedregulhos, é bem possível que trincas surgirão com o deslocamentos das pedrinhas. Se você construir sobre o barro, é bem possível que ela não dure muito tempo devido à toda deteriorização natural diante da exposição à chuva.

Enfim, todos sabemos que casas precisam de um alicerce sólido sobre o qual possa permanecer até o dia em que alguém, por livre e espontânea vontade, decida derrubá-la. E não existe apenas um tipo de fundamento. Dependendo do tipo de casa que você constrói, você precisa de tipos diferentes de alicerces sobre os quais construir. O alicerce de um edifício é diferente do de uma casa. O de uma borracharia é diferente do de um Shopping Center.

Mas, o que tudo isso tem a ver com as doutrinas sadias ou doentes sobre a Bíblia? Tem a ver no sentido de que as doutrinas são o fundamento sobre o qual nossa vida espiritual é construída. Dependendo do alicerce que você tem colocado em sua vida, sua espiritualidade tanto pode permanecer “de pé”, quanto pode cair e desaparecer para sempre.

No texto de Jeremias 23.28, encontramos o Deus e o profeta sendo irônicos (ou sarcásticos) ao incentivarem falsos profetas a contarem seus sonhos. Obviamente, não porque Deus concorde com isso, mas apenas para mostrar quão pífios estes são diante da própria Palavra de Deus.

Já naquela época, pessoas corriam atrás de falsas revelações nas quais visões e sonhos acabavam tendo mais procura do que a própria Palavra de Deus. As pessoas ansiavam por ouvir sonhos sendo explicados. O sensacionalismo os animava e contagiava. E Deus está sarcasticamente chamando os “profetas” a contarem seus sonhos a fim de que todos percebam que os sonhos não passam de “palha” diante do verdadeiro “trigo” que é a Palavra.1

Isso não quer dizer que o Senhor não fale por sonhos. Este é mais um meio que encontramos na Palavra sobre como Deus fala com os seus. Vemos isso aqui:

Números 12.6: Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos.

Mateus 2.12: Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra. Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.

Ainda hoje, pessoas continuam dando mais valor aos sonhos e sinais sensacionais do que à própria Palavra de Deus. É importante que recordemos, então, que distantes da Palavra de Deus, as pessoas encontrarão a morte espiritual.

Somente doutrinas sadias são capazes de produzir um viver sadio, uma família sadia e uma igreja sadia. O simples fato de alguém ou mesmo uma comunidade inteira não se preocuparem com a Palavra, com as sãs doutrinas, constituem-se um risco mortal a essas pessoas.

Essa é uma mentira que tem matado a vida espiritual de muita gente, o crer que outras coisas podem substituir a Palavra em suas vidas, ou, simplesmente, acreditarem que a Palavra não é tão necessária assim.

Uma mentira que mata: “eu não preciso da Palavra de Deus para ser um cristão”. Tome muito cuidado com qualquer coisa que tire a Palavra de sua vida, ou mesmo que lhe leve pra longe dela.

IDEOLOGIA DE GÊNERO: Debate na Câmara Municipal

O vídeo abaixo é do Encontro na Câmara Municipal dos vereadores em Araraquara-SP. Tive a oportunidade de falar junto de outro senhor, líder de um movimento católico, Silvio Zabisky.

Minha palavra foi no sentido de criticar a entrada da ideologia de gênero no Plano Municipal de Educação, dando minhas razões, e discorrer um pouco sobre discriminação e preconceito. Havia no plenário, além de cristãos católicos e evangélicos, militantes do PSOL e do PT, enfurecidos, com cartazes ofensivos, ameaçando quebrar as coisas e atacando pessoas.

A polícia foi chamada enquanto discursávamos e acalmou tudo. Impressionante foi a reação dos vereadores diante do que falamos, pois os mesmo demonstraram não ter ideia do que está por trás da ideologia de gênero.

Fizeram-nos muitas perguntas e, após nossas respostas, votaram pela Exclusão do item 8.8 do Plano Municipal de Educação, o qual contemplava distribuição de uma cartilha com conteúdo pornográfico às crianças da cidade e região.

Cremos que Deus nos deu uma vitória neste ponto aqui, mas não foi fácil! Para chegarmos até à Tribuna da Câmara, tendo assegurado o direito à palavra, vimos o agir do Senhor, pois, humanamente falando, isso nos seria impossível (a mim e ao senhor católico). Enfim, durante a semana, aparecemos em vários jornais da cidade, com nossos discursos (mais ou menos) distorcidos, e lemos um monte de xingamentos e ofensas em páginas de facebook locais, ameaças, etc…

Já imaginávamos isso. Mas estamos muito felizes por podemos participar desse processo em nível municipal e contribuir para a exclusão desse item que, dentro da cosmovisão marxista, objetiva destruir a família tal como a conhecemos.

Obrigado aos irmãos que se lembraram de nós em suas orações.

DESAFIO CHARLIE CHARLIE

Dias atrás, meu filho me perguntou sobre o desafio Charlie. Brincadeira que muitos estão fazendo em sua escola. Pra quem tem a minha idade, sabe do que foi brincar nos anos 80 e começo dos 90 com o copo e o compasso. Hoje, é o lápis sobre o papel.

Após pesquisar na web sobre a brincadeira, compreendi que ela nada mais é do que uma forma (demoniacamente) criativa de alguns produtores cinematográficos produzirem seu filme. Então, a “brincadeira” (sem graça) não “fede nem cheira”, como dizia minha avó. O ponto é o seguinte: como cristãos, devemos participar de brincadeiras assim?

Minha resposta é que NÃO. Pelo seguinte: cristãos vivem para a glória de Deus. 1Co 10.31 diz: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” – como é que essa brincadeira promove a glória de Deus? “Ah”, alguém diria, “mas é só uma brincadeira”. Sim, e como uma brincadeira que “invoca o espírito de um menino morto” agrada a Deus?

A Bíblia diz aos cristãos que, para eles, tudo é lícito, ou seja, tudo é permitido. No entanto, o mesmo texto bíblico diz:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”, 1Co 6.12

Assim, embora não seja “nada de mais” para os cristãos participarem dessa brincadeira, ela (1) Não glorifica a Deus e, (2) Não convém. Por isso, não devem participar. É isso que eu entendo sobre minha liberdade cristã. Eu sou livre para fazer tudo, mas nem tudo me convém, por quê!?, porque nem tudo glorifica a Deus. E os cristãos (pelo menos os verdadeiros cristãos) normalmente vivem para a glória de Deus.

Adão e Eva existiram?

Um breve curso sobre a historicidade de Adão e Eva dado para a ABU (Aliança Bíblica Universitária) da cidade de São Carlos-SP.

Adão e Eva: eles existiram de fato? Ou são apenas um mito da tradição judaico-cristã?

DEUS PERMITE CASAMENTO HOMOSSEXUAL?

semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

Rm 1.27

Não, Deus não permite o casamento homossexual. Como também não permite o relacionamento sexual antes ou fora do casamento. Para alguns, podem parecer desnecessárias as minhas palavras. Mas, para quem está “antenado” com muito do que tem sido ensinado dentro das igrejas, saberá que não estou falando de algo que não existe. 

Adolescentes e jovens têm encarado a sexualidade durante o namoro como algo normal, assim como a relação homossexual tem começado a parecer algo não pecaminoso. Infelizmente, não apenas o relacionamento sexual entre namorados, a falta de compromisso com o casamento, como uma leve abertura às relações homossexuais já não são mais tão intoleráveis dentro das igrejas cristãs. 

Tanto dentro do Catolicismo Romano quanto dentro de igrejas evangélicas (Presbiterianas, Anglicanas, Metodistas, Luteranas, Batistas, etc.) já tem sido tolerada a ideia de um casamento entre duas mulheres ou dois homens, desde que haja amor. O amor é o que importa! E viva o amor! Não interessa o que Deus diz ou deixa de dizer, viva o amor!

Infelizmente, é isso que muitos pensam. Nada que deva nos assustar, visto Jesus ter dito que na ocasião de seu retorno não encontraria fé na terra.

Casamento, segundo a Bíblia Sagrada, é um relacionamento entre um homem e uma mulher (que nasceram assim, é importante frisar!) que se complementam em seus papéis devidamente estabelecidos em Gênesis. 

Não há casamento só porque houve relação sexual. Não há casamento só porque há amor entre dois homens. Não há casamento só porque duas mulheres decidiram morar juntas. Não há casamento aos olhos de Deus só porque o legislativo de um país decidiu garantir direitos aos homossexuais.

Não é porque alguém possui uma inclinação ou desejo que uma ação deva ser tomada. Não é porque alguém ama a mentira que deva mentir. Não é porque alguém ama o dinheiro, que correrá atrás dele. Não é porque alguém possui uma compulsão por comer chocolate e beber refrigerante que deva se entregar à isso. Deus nos criou e estabeleceu a forma como deveríamos viver, mesmo que as inclinações pecaminosas de nossa carne nos arrastem para o contrário. 

Viver o querer de Deus é sempre difícil para todas as pessoas. Não somente para homossexuais ou adolescentes e jovens com o desejo de transar. Para todos, obedecer a Palavra de Deus é um desafio que só pode ser cumprido com o auxílio do Espírito Santo que só vem habitar no ser humano quando o mesmo se arrepende de seus pecados e se dobra à vontade de Deus.

O que fará um jovem ou uma jovem que não conseguem sentir atração por alguém do sexo oposto? O mesmo que alguém que sente compulsão por mentir — deverá se abster e lutar pela pureza pelo resto de sua vida. É assim comigo. Também tenho as minhas tentações. Me entrego a elas só porque me compelem a isso? É óbvio que não! Fizesse isso, não seria um cristão. 

O mesmo deve fazer alguém com tentação homossexual — deverá viver como um celibatário, para a glória de Deus, por toda a sua vida!

ABORTO: O que a Bíblia diz sobre isso?

Há um tempo atrás, durante 6 meses, dirigi um projeto para TV chamado CONEXÃO. Ele passou na TVARA, na região central do estado de São Paulo. Aos poucos, postarei aqui no site os vídeos para aqueles que não conheceram o projeto.

Wilson Porte Jr.

PASTOR BOM É PASTOR QUE VISITA – SERÁ? (Parte 1)

Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Lc 15.3–7

Há muita gente que usa esta parábola para mostrar aos pastores o seu dever de visitar. O problema é que esta parábola não fala dos pastores das igrejas cristãs. A parábola fala de Jesus (o pastor) encontrando os perdidos (ovelha perdida), e não dos pastores que devem visitar os membros afastados ou em pecado de sua igreja.

A parábola falar de como há alegria no céu “quando um pecador se arrepende”. A parábola fala clarissimamente de salvação. E Jesus é o “bom pastor” que veio até nós para nos resgatar. Usar esta parábola para pastores é uma ofensa a Jesus e um mérito alto demais para um simples pastor. Ou seja, a parábola não tem nada a ver com pastores visitando suas ovelhas afastadas.

O problema é que muitas pessoas foram “viciadas” em um modelo de “pastoreio” importado do sul dos Estados Unidos por pastores que chegaram no Brasil no início do século XX. Tais homens valorizavam mais as visitações, o cafézinho no final da tarde, o almoço com os irmãos, o aniversário de casamento, de nascimento, de batismo, etc., que o estudo da Palavra de Deus. 

É por isso que muitos acreditam que “pastor bom é pastor que visita”. Pastores devem visitar os membros de sua igreja? Não existe uma única resposta a esta pergunta. Dependendo da motivação de quem pergunta, a resposta pode ser sim ou não. Explico.

Se quem pergunta tem por motivação saber se é da essência do ministério pastoral visitar os membros de sua congregação, a resposta é NÃO. A essência do ministério pastoral é orar e pregar a Palavra de Deus. É isso que Pedro e Paulo entendiam (At 6.1-4; 1Tm 3.2; Tt 1.7-9).

Agora, se a motivação de quem pergunta é saber se o pastor, como um cristão, deve visitar, a resposta é SIM! O pastor visita não porque é pastor, mas porque é um cristão. No dia em que um pastor deixar de pastorear, ele deve continuar a visitar seus irmãos, pois a visitação não está ligada à função pastoral, mas ao modo como os cristãos vivem.

Uma igreja que deixa só ao pastor a responsabilidade de visitar é uma igreja doente. Além de sobrecarregar seu pastor, impedirá que ele tenha tempo para estudar e preparar a pregação da Palavra (At 6.4), que ele tenha tempo de orar por si e pela igreja, e que ele tenha tempo com sua família. Ele não desempenhará bem o seu papel e não ficará mais que 5 ou 10 anos em uma mesma igreja. Igrejas matam pastores e a si mesmas quando cobram deles o que não é sua principal função.

visitação1

Lula, o filho do Brasil?

Um ensaio crítico a partir do trinômio criação-queda-redenção do messianismo lulo-petista presente no filme de Fábio Barreto

Lula, o filho do Brasil, é um filme de 2009 produzido e dirigido por Fábio Barreto tendo como base o livro homônimo de Denise Paraná,1 editado em 2003 pela Fundação Perseu Abramo. Em princípio, o livro de Paraná foi sua tese de doutorado escrita em 1995, na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

 

O filme, diferentemente do livro, foi produzido e lançado (pré-estreia e sessões especiais) em um período de transição no governo brasileiro. Após dois mandatos, Luiz Inácio estava prestes a deixar presidência da república tendo todo o seu apoio colocado sobre a candidata Dilma Rousseff. Muitos críticos tomaram o lançamento do filme como uma jogada política.    Segundo reportagem do Jornal Zero Hora de 13 de janeiro de 2010, houve certa expectativa por parte dos governistas de que o filme Lula, o filho do Brasil, ajudasse a fortalecer a campanha de Dilma Rousseff à presidência. Com os números de plateia bem abaixo do esperado por causa da pré-estreia em novembro de 2009 e as várias sessões antes do lançamento comercial em janeiro de 2010, Pedro Butcher destacou que as críticas ao filme foram muito negativas, tendo em vista o forte caráter eleitoreiro no entorno da obra.

A seguir, faço uma síntese da vida de Luiz Inácio baseada no filme que conta sua história,ao  mesmo tempo que, apresento como o trinômio criação-queda-redenção acompanha a cosmovisão lulopetistapresente na obra e na esperança de boa parte dos brasileiros.

Síntese e cosmovisão subjacente ao filme Lula, o filho do Brasil


O filme começa sob uma perspectiva de miséria, carência e desesperança— características de muitas áreas do Brasil. Luiz Inácio da Silva nasceu em Caetés, Pernambuco, no dia 27 de outubro de 1945. O início do filme retrata todo o cenário de sofrimento, excesso de trabalho, falta de estrutura e infraestrutura presentes naquela região. Em meio a muitos gemidos e sofrimento, as crianças são apresentadas em um cenário sub-humano.


Logo após tais cenas, junto de sua mãe, Luiz Inácio e seus irmãos vão para São Paulo depois de uma controvertida carta escrita por seu irmão mais velho. No caminho, o cenário supervaloriza o choro, a morte de animais e de passageiros do caminhão que os leva para São Paulo. É enfatizada a gravidez precoce, a pobreza, a falta de trabalho, de educação e de vida. Após treze dias de viagem em cima do caminhão, chegam a Santos-SP.


O primeiro ponto que considero significativo quanto à cosmovisão da autora, é seu compromisso para mostrar Luiz Inácio da Silva como uma espécie de messias dentro de um contexto de caos quase absoluto, do qual ele emerge. 


O cenário de morte e caos, presente em cenários dos quais emergem os “messias”da humanidade, está presente fortemente no início do filme. Muito choro, animais mortos, uma criança morta no caminhão , entre outras cenas já mencionadas acima, dão o pano de fundo de onde Luiz Inácio surgiria.


Lula, o Filho do Brasil, é uma obra muito consistente com a aparente cosmovisão existencialista e ateísta da autora, Denise Paraná. Desde o início, transparece a compreensão de que não há providência divina, mas fatos históricos … CONTINUE LENDO ESTE ARTIGO NO SITE DA REVISTA TEOLOGIA BRASILEIRA DAS EDIÇÕES VIDA NOVA. Continuar lendo!

AS BÊNÇÃOS DE DEUS OU O DEUS DAS BÊNÇÃOS? Mais uma heresia neopentecostal

Pérolas de heresias modernas:

“Sim, trouxa. Ok, Trouxa… É ruim, meu irmão! Eu plantei oferta na Casa de Deus e vou colher bênçãos materiais na minha vida!” Pastor Silas Malafaia

“São os apóstolos que são os responsáveis para fazer a rota do caminho real. Somos patriarcas, enviados de Deus para o grande milagre. Deus usa os apostólicos para fazer milagres, prodígios e maravilhas.” Patriarca Renê Terra-Nova

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A Bíblia nos fala de vários homens que desperdiçaram suas vidas. Estes, ainda que negativamente, são exemplos para nós. Eles, embora péssimos exemplos, apontam o caminho que nenhum de nós deve jamais trilhar.

Um destes foi Simão, o Mágico. Ele foi de Samaria. Corrupto, Simão confundiu as bênçãos de Deus com o Deus das bênçãos.

O texto de At 8.9-25 nos mostra o “testemunho de Simão”. Mas, quem foi Simão, o mágico?

Conhecido na história da igreja como o pai do gnosticismo (o ser humano é salvo por meio de conhecimentos secretos acerca de Deus, e não pelo que Cristo fez na cruz por ele), Simão foi muito citado pelos pais da igreja. Justino, o Mártir (165 d.C.), certa vez escreveu que “os samaritanos consideram Simão um deus supremo por causa de seus poderes”. Irineu de Lyon (202 d.C.), em seu famoso livro Contra as heresias, o mencionou como o “fundador da seita agnóstica”.

Como começa o erro de Simão? Em At 8.13, lemos que ele “abraçou a fé”. Você já parou para pensar nessa expressão e como ela está ligada a um homem perdido? Simão ABRAÇOU A FÉ, ele simplesmente CREU, sem se arrepender e mudar. Abraçar a fé sem arrependimento é igual à perdição!

Existe um grande perigo de nós também simplesmente crermos, mas sem nos arrependermos e assumirmos um compromisso de mudança perante Deus. Abraçar a fé como Simão significa que um dia você pode soltar da fé. Logo, a fé não é para ser abraçada, mas recebida no coração como um dom de Deus (Ef 2.8).

A fé não deve ser abraçada. Você não deve simplesmente estar disposto a crer, como quando está disposto a presentear alguém, ou simplesmente sair para tomar um café. A fé não é algo que você escolha abraçar de uma hora para outra na sua vida. A fé é um presente de Deus para você e que muda completamente a sua vida! Por isso, os discípulos pediam: dá-nos mais fé; aumenta a nossa fé…

Quais os perigo de alguém simplesmente abraça a fé, mas não se arrepende? Simão começou uma seita, o gnosticismo. Ou seja, ele criou uma religião segundo a sua mente. Este é um grande perigo de quem apenas abraça a fé.

Outro perigo é colocar os sinais, milagres e dinheiro no lugar de Cristo (v. 19-20). A expressão grega aqui é: τὸ ἀργύριόν σου σὺν σοὶ εἴη εἰς ἀπώλειαν = “O seu dinheiro com você sejam destruídos” (tradução livre). Quando abraçamos a fé, trocamos Cristo por dinheiro e coisas sobrenaturais.

E um último perigo, à exemplo de Simão, é sempre esperarmos que alguém faça alguma coisa por nossas vidas. Esperar que outros intercedam, que outros peçam perdão por nós.

 

A resposta de Pedro para aquele que apenas abraçou a fé foi: arrependa-se (v. 22). Simão estava atrás de poder! Mas, como hoje, naquela época as pessoas tinham uma ideia errada sobre o que é poder. Dentro das igrejas de hoje, as pessoas tem ideias absurdamente erradas sobre o significado de poder. Muitos buscam poder, sem saber o que isso significa! Poder não é a capacidade de realizar milagres, falar novas línguas, ressuscitar os mortos, e outras coisas extraordinárias.

Hoje as pessoas correm atrás do domínio. Maridos querendo dominar esposas, esposas aos maridos, filhos aos pais e patrões aos seus funcionários. Não jogue sua vida fora pensando que poder é sinônimo de autoridade, que poder é medido pela quantidade de pessoas sobre quem você tem influência, que poder é algo que você deve transmitir pelo seu comportamento (aparência externa), ou ainda que poder é sinônimo de vocês ser cabeça e não cauda.

Poder não tem nada a ver com prosperidade, com ter condições de comprar o que sempre quer. ISSO NÃO É PODER – NÃO DESPERDICE SUA VIDA CORRENDO ATRÁS DESTAS COISAS.

Você quer saber o que é poder?

Isaías 53 nos ensina o que é o poder, ou melhor, o paradoxo do poder! Abra sua Bíblia e analise você mesmo:

Is 53.1-3: O poder nao se mede pela aparência externa – que aparência Cristo tinha de poder? Esse foi um dos momentos de maior poder em sua vida;

Is 53.4-7: O poder nao se mede pela distribuição de castigo – Cristo, o homem mais poderoso que pode haver, não demonstrou seu poder subjulgando ninguém, mas sofrendo e entendendo que aqueles sofrimentos estavam contribuindo para o bem dele e de muitos que O conhecessem um dia.

VEJA: Jesus, fonte de todo o poder, não se preocupou com prestígio, domínio, em ser cabeça, o melhor, o primeiro. NAO LHE PARECE ESTRANHO QUE O HOMEM MAIS PODEROSO QUE JÁ EXISTIU FOI TAMBÉM O MAIS SIMPLES E SERVO?

CURIOSAMENTE, o livro de Isaías é dividido da seguinte forma (1-39, 40-66). Do capítulo 40 a 66, Is 53.5 é o que fica exatamente no meio! É o “CORAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO”, como alguns teólogos o chamam. E o que o este texto diz? Que a verdadeira felicidade não está em se fazer milagres, em seu dono, em ser cabeça, em ser “poderoso”, famoso, sempre o primeiro, mas está em servir, em ter poder para servir, para amar, para negar seus confortos, abrir mão de seus pecados, e seguir ao Senhor com amor e gratidão. Isso demonstra poder em sua vida!

Simão, o mágico, ao invés de desejar o Senhor, desejou uma bênção, poderes e, com isso, destruiu a sua vida fora.

A CONCLUSÃO QUE FAÇO É QUE, quando as bênçãos e o dinheiro roubam o lugar de Cristo:

Damos grande ênfase à sinais, curas, milagres, etc. (Mt 12:39) – o amor, a alegria, o espanto, a admiração não são para Cristo, sua pessoa e obra, mas para as curas e milagres e sinais;

Criamos um cristianismo segundo a nossa mente – e temos a tendência de achar que somente nós estamos certos, somente nós conhecemos o caminho e o poder de Deus;

Cremos que a entrega de dinheiro no reino de Deus fará com que conquistemos bênçãos desejadas (grande heresia moderna dentro do evangelicalismo).

Se seu coração ainda está vivendo um cristianismo assim, peça a Deus que lhe dê a fé que vem dele (Hb 12.2) e que fará com que você se encante mais com aquilo que Deus é do que com aquilo que Deus possa lhe dar.

Ame a Cristo! Ame a Deus! E quando as bênçãos vierem, dê glória a Deus! Quando as bênçãos faltarem, dê glória a Deus! Quando Deus realizar curas e milagres em sua vida, dê glória a Deus! Quando Deus aparentemente nada fizer em sua vida, dê glória a Deus! Busque amar a Deus mais do que todas as coisas! Queira vir aos cultos para buscar a Deus, sua pessoa, para amá-lo, entendê-lo, apreciá-lo e adorá-lo, e não venha jamais aos cultos querendo ver milagres e sinais pois, segundo Cristo, são os incrédulos que vão atrás dele somente para ver o show da fé.

Ame a Cristo, não ao show! Ame ao Espírito, não os seus sinais! Ame ao Pai, e não as suas bênçãos sobre você.

O caminho estreito, onde poucos estão vivendo e caminhando, é um caminho onde se encontra e sempre se encontrará pessoas que visivelmente amam a Deus com toda a sua força, com toda a sua alma e coração, e com todo o seu entendimento, pessoas que amam a Deus sobre todas as coisas!

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a amá-lo assim e a encontrar a felicidade que está reservada para nós na obediência à Sua Palavra

Se você leu até aqui, convido-o a terminar esta leitura orando o Salmo 119.33-36:

Ó Senhor Deus, ensina-me a entender as tuas leis, e eu sempre as seguirei. Dá-me entendimento para que eu possa guardar a tua lei e cumpri-la de todo o coração. Guia-me pelo caminho dos teus mandamentos, pois neles encontro a felicidade. Faze com que eu queira obedecer aos teus ensinamentos, em vez de querer ajuntar riquezas.

 

O Projeto de Lei para a Destruição da Família (PLC 122)

Nesta semana, está para ser aprovado um projeto de lei que, no final das contas, acabará impondo sobre nós uma Ditadura Gay além do fim da família como nós a conhecemos. Obviamente, o diabo nunca vem mostrando o “chifre”. De um modo sutil, a lei que quer trazer à legalidade a ideologia de gênero está para ser aprovada, como constato abaixo. Leia com atenção o que vou escrever. Leia até o final. Isso é algo sério!

A questão relacionada à ideologia de gênero tem sido tratada de um modo bastante sutil, silencioso, tal como é ação de uma cobra antes do bote, ou de um leão antes apanhar sua presa. Às escondidas do grande público, sem que a mídia dê ao povo as informações que deveria, a grande nação brasileira que, sem dúvida alguma, é, em sua grande maioria, contrária a esta lei e a ideologia de gênero, acaba sem poder ter nenhuma reação. Quando a nação acordar, não haverá mais absolutamente nada que poderá ser feito.

Mas, o que é a ideologia de gênero? Até pouco tempo atrás, não se falava, principalmente se o assunto era a PLC 122, em ideologia de gênero, mas apenas em homofobia. Obviamente, todos somos contrários à homofobia! Aliás, as leis para que  sejam punidos os que praticam crimes contra homossexuais já existem. Aliás, são as mesmas leis que punem aqueles que praticam crimes contra os heterossexuais.

Dado a isso, a estratégia daqueles que querem nos forçar a pregar sua ideologia agora muda. Como? Mudando-se os termos. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, agora sob a liderança do senador petista Paulo Paim (PT-RS), sugere a introdução a ideia de gênero ao apresentar o conceito de “orientação sexual”. Se você nunca estudou ou leu nada sobre o assunto, deixe eu ir direto ao ponto (se você quiser, se aprofunde no assunto):

A IDEOLOGIA DE GÊNERO SUGERE QUE A ORIENTAÇÃO SEXUAL (se o menino vai “casar” com outro menino ou com uma menina; e a menina vice-versa) VEM ANTES DO CONCEITO DE GÊNERO (masculino ou feminino). PRIMEIRO, A CRIANÇA DEFINE SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL. DEPOIS, DECIDE SE QUER SER “MENINO” OU “MENINA”. ENTENDAM: SE ISSO FOR CONSOLIDADO, SER HOMEM OU MULHER NÃO MAIS TERÁ A VER COM A NATUREZA COM A QUAL A PESSOA NASCEU, MAS COM AQUILO QUE ELA DECIDIU SER. LOGO, NÃO EXISTIRÁ MAIS “SEXOS”, E SIM, “GÊNEROS”. OU SEJA, EU POSSO TER NASCIDO COMO UM MENINO, MAS SE DECIDI SER MENINA, É ASSIM QUE SEREI.

Para os proponentes de tal ideologia, os conceitos de homem e mulher, casamento heterossexual, família, etc., são uma “construção social” que deve ser destruída o mais rápido possível para o bem geral do mundo.

Caso essa lei seja aprovada em todas as suas instâncias, nossos filhos serão educados dentro da ideologia de gênero. E se você acompanha um pouco da orientação da ONU às nações, é exatamente isso que ela quer: educar as crianças seguindo as orientações da ideologia de gênero, ou seja, cada criança deve escolher qual sexo terá, com quem se casará.

Isso, obviamente, é um ataque e perseguição aos princípios cristãos que construíram todo o pensamento, ética e moral, pelo menos no mundo ocidental, devido à influência judaico-cristã. Não há dúvidas de que vivemos sob um processo de destruição da família tradicional e de tudo aquilo que o Senhor ensina em Sua Santa Palavra.

A ideia, como não poderia deixar de ser, nasce com a obra marxista de Friedrich Engels: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Nela, Engels tenta analisar o desenvolvimento da civilização. Para ele, a visão cristã de família deve ser abandonada. Aliás, dentro da visão marxista de sociedade, deve ser mesmo destruída, como já sugeriu diversas vezes a petista Marta Suplicy.

Para encurtar a conversa, compartilho com vocês meu pensamento sobre a obrigação que temos de orar por aquilo que está para acontecer nesta semana, provavelmente, hoje mesmo (19 ou 20 de novembro de 2013). Já está em posse da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa o projeto que substitui o antigo PLC 122/2006. O novo texto, entregue pelo petista Paulo Paim, deve ser votado e aprovado até 20/11/2013.

Reflita você se não é um absurdo. A visão do senador, que é também a de boa parte de seu partido e de outros partidos socialistas/marxistas, é que a orientação sexual, ou seja, a opção sexual seja colocada na mesma questão em que está a deficiência física e a questão das “raças”. Ou seja, ensinar um garoto, que nasceu garoto, que ele deve ser garoto, é tão crime quanto você ofender alguém pela cor de sua pele ou por sua necessidade especial. Ou seja, é o mesmo que dizer que tal pessoa “nasceu” homossexual, o que é um absurdo bíblica e cientificamente falando.

Encerro convocando-os a escrever para os senadores abaixo citando sua indignação e posição:

ana.rita@senadora.leg.br; capi@senador.leg.br;paulopaim@senador.leg.br; randolfe.rodrigues@senador.leg.br; cristovam@senador.leg.br;wellington.dias@senador.leg.br; roberto.requiao@senador.leg.br; paulodavim@senador.leg.br;vanessa.grazziotin@senadora.leg.br; sergiopetecao@senador.leg.br; lidice.mata@senadora.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; magnomalta@senador.leg.br; gim.argello@senador.leg.br; eduardo.lopes@senador.leg.br;angela.portela@senadora.leg.br; eduardo.suplicy@senador.leg.br; humberto.costa@senador.leg.br;anibal.diniz@senador.leg.br; joaodurval@senador.leg.br; antoniocarlosvaladares@senador.leg.br;sergiosouza@senado.leg.br; ricardoferraco@senador.leg.br; wilder.morais@senador.leg.br; j.v.claudino@senador.leg.br;osvaldo.sobrinho@senador.leg.br;”

Que Deus nos conserve como cristãos e, se for de Sua vontade, como nação. Mas, se como nação sucumbirmos, que nos mantenhamos cristãos, jamais cedendo às ideologias humanas que nos convidam a abandonar o caminho estreito no qual outrora entramos.

Que todos, em oração, estejamos in dextera Tua,

Wilson Porte Jr.

Teologia da ignorância divina (parte 2)

Mudando de rumo
Sem dúvida alguma, a Bíblia apresenta a oração como uma forma de Deus nos por em nosso devido lugar. Nossas orações não mudam o onipotente Deus. Muito menos têm a função de informá-lo sobre o que é o melhor para nós.
 
Nossas orações são, antes, uma forma de sermos participantes dos propósitos de Deus para nós. Nossas orações são um privilégio que Ele nos concede de vivenciarmos o mistério da providência.Continue reading

Teologia da ignorância divina (parte 1)

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.”
Colossenses 4.2
 
Sempre tive dificuldade com Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC). Não sei se é o seu caso, mas todas as vezes que tenho problemas com um produto, plano ou equipamento, sofro para conseguir o que desejo. 
 
Contudo, há pessoas que são mestras em conseguir o que desejam. Tanto em conseguir um desconto, quanto em convencer um cliente. Não precisam que ninguém interceda por elas. São pessoas que têm o “dom” da intercessão.
 
Obviamente, não falo aqui de dom no sentido bíblico. Não falo de dom como Paulo falou aos coríntios. Antes, falo de algo que é fácil para alguns e terrível para outros: a capacidade de, em meio a problemas, intercederem por si mesmos perante outros.
 
O problema que desejo tratar neste capítulo não diz respeito à capacidade que alguns têm de conseguirem quase tudo o que desejam. O problema a ser tratado diz respeito ao momento quando tais pessoas vão a Deus tratando-o da mesma forma como tratariam alguém a ser convencido.
 

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NOSSA RELAÇÃO COM O MUNDO: Música do Mundo vs. Música Gospel

“Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” – Jesus em Jo 17.15

 
Embora sejam estranhas ao cristianismo primitivo, regras tentando livrar o cristão do mundo são comuns de uns tempos para cá. São regras que visam o bom testemunho e a proteção do cristão contra o pecado. 
 
Criando-as, a igreja passa a instituir leis, usos e costumes que a Bíblia jamais criou. Algumas das regras são conhecidas:
 

O cristão não pode beber, não pode fumar, não pode ir à show de rock, não pode ir ao baile, não pode ouvir música do mundo e não pode ir à festa junina. Não pode comemorar o Natal e a Páscoa. Não pode assistir UFC e nem sonhar em praticar artes marciais!
 

Não são poucos os que têm criado regras sobre o que um cristão pode e o que ele não pode fazer com relação ao mundo. Para estes, o mundo é um lugar perigoso e que deve ser evitado.
 
Por outro lado, muitos afirmam que o cristão não deve temer o mundo. Afirmam que o mundo é bom. Que podemos desfrutar de tudo o que há no mundo, seus bares, seus shows, suas festas, suas gírias, suas roupas… apenas não esquecendo a moderação.
 
Mas, o que é mundo? Permitam-me uma breve definição. Em Jo 17.15, Jesus orou assim: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal”. Tomando por base este versículo, entendemos que o mundo é o lugar onde vivemos. 
 
Logo, é impossível sairmos do mundo sem que morramos. Tirar do mundo seria o mesmo que matar. E, uma vez mortos, não poderíamos exercer nosso papel de sal e luzneste mundo. E é aqui, no mundo, que Deus nos usa. O pedido de Cristo é que o Pai nos livrasse do mal. Logo, há uma distinção entre o mundo e o mal. Você já pensou nisso?
 
É SOBRE ISSO QUE TRATO NO VÍDEO ABAIXO!
 
Assista-o, comente-o, e compartilhe com seus amigos. Deus lhe abençoe,
 
Wilson Porte Jr.

ABORTO: MEU REPÚDIO ÀS RECOMENDAÇÕES DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Por Wilson Porte Jr.

Em que situações somos livres para matar uma criança? Será que chegará o dia em que poderemos matar uma criança com três meses de vida intrauterina e não sermos responsabilizados e presos por isso? Não creio que estamos muito distantes disso.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), no mês passado (março de 2013), recomendou ao Senado Federal que retomasse o assunto da descriminalização do aborto, começado há um ano atrás (12 de abril de 2012). Para eles, o que foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal foi pouco. Eles querem mais.

Em um primeiro momento, foi a descriminalização em casos de anencefalia (se quiser saber o que eu penso sobre isso, assista este programa: http://www.youtube.com/watch?v=LqidGEm9oMY). Ou seja, se for atestado por dois médicos que o bebê no ventre possa possuir anencefalia, que pode ser abortado.

Agora, um ano depois, querem (como já imaginado) ampliar as razões pelas quais se possa abortar.

Nesta proposta do mês passado, o CFM propõe que seja ampliado os excludentes de culpabilidade. Propõe que a interrupção da gravidez, nome que preferem dar ao aborto, possa acontecer em mais quatro situações, além da anencefalia.

Destas quatro, a última é a pior. Recomendam que, até à 12ª semana, a mulher tenha o direito de abortar por qualquer motivo. Assim está na proposta:

“Por vontade da própria gestante até a 12ª semana da gestação”.

A mulher não precisa justificar sua opção. Ela poderá matar a criança em seu ventre até a 12ª semana de gravidez, se ela assim o quiser! Só para que você entenda, veja este vídeo onde aparece o momento em que uma criança passa pelo terceiro mês de gestação (12 semanas) e também duas fotos de uma criança na 12ª semana de gestação. Eu continuo mais abaixo.

É a esta criança para quem eles propõe o livre assassinato.

Outra pergunta que levantam é: Quando começa a vida? As 8 opções mais defendidas são as seguintes:

1. Na fecundação (ou, concepção);
2. Na nidação (veja aqui o que é isso);
3. No bater do coração;
4. Quando atinge o estado de feto;
5. Na formação do sistema nervoso central;
6. Quando ele se torna consciente de si;
7. No nascimento;
8. Quando começa a respirar após o nascimento.

Segundo a biologia molecular, a embriologia médica e a genética, um novo ser vivo já existe a partir do momento em que acontece a fusão entre o espermatozóide e o óvulo (ou seja, na fecundação!).

Biblicamente, entendemos que a vida começa na concepção, ou, fecundação. E que a interrupção da gravidez, ou seja, o assassinato de crianças no ventre, é um pecado! Veja estes versos:

E Isaque orou insistentemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao SENHOR.E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre.E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú.E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. Gênesis 25:21-26

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas haviaSalmos 139:16

Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre? Jó 31:15

Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Jeremias 1:5 

Para Deus, uma criança fora do ventre é o mesmo que uma criança dentro do ventre. Portanto, abortar significa matar uma criança dentro do ventre. Abortar não é, nunca foi e nunca será um opção, em hipótese alguma! Pensar que um ser humano cogite a possibilidade de matar, isso mesmo, matar outra pessoa é algo terrível.

Por isso tudo, posto aqui minha tristeza diante das recomendações que o Conselho Federal de Medicina apresentou ao Senado Federal. Tristeza e nojo. É triste ver em que direção caminhamos como nação. É triste imaginar para onde tudo isso nos levará.

Oremos pela nossa nação.

QUANDO DESGRAÇAS SE TRANSFORMAM EM VITÓRIAS


Por Wilson Porte Jr.

Profetizar a vitória, participar de campanhas pela cura, fazer vigílias para que Deus mude o Brasil. Boa parte da igreja chamada de evangélica de hoje está mais preocupada com estes temas do que com aquilo que realmente importa.
E o que realmente  importa? Como a resposta não está em mim, gostaria de falar de um homem que viveu numa época quando muitos “homens de Deus” estavam profetizando bênçãos, vitórias e paz para o povo de Deus. Deus, contudo, não iria abençoar ninguém. Pelo contrário.
Em seu tempo (742-686 a.C.), Miquéias ouvia por toda Israel e Samaria homens de Deus profetizando a bênção. Líderes religiosos e civis que somente proclamavam a paz e a vitória sobre a vida do povo, principalmente do povo que contribuía financeiramente com seus luxos e extravagâncias.
Foi ness tempo que Deus o chamou para profetizar. Miquéias profetizou contra os pecados de Samaria, Judá e Jerusalém. Profetizou o juízo de Deus contra os outros profetas de Israel, contra os líderes religiosos e civis, e contra a população das regiões citadas acima que permaneciam duras às palavras do profeta.
A visão da disciplina de Deus foi algo terrível para Miquéias. Mais terrível ainda, deve ter sido pregar este juízo. Nenhuma platéia aplaude uma pregação assim. Nenhuma gosta. Assim como é hoje, as pessoas estão atrás de homens (e mulheres) que profetizem a vitória, a prosperidade, a paz! Miquéias profetizou a desgraça, mas ele era o único homem a ser usado de fato por Deus naquele tempo.
É importante que saibamos que, nem sempre, Deus vem a nós com palavras de paz e vitória. Quando guardamos pecados em nosso coração, Deus vem com palavras de juízo. E isso não o torna menos amoroso. Ao contrário! É exatamente pelo fato dEle ser amoroso que nos disciplina e nos confronta duramente pelos nossos pecados.
Maravilhoso é perceber que o mesmo Deus que estava triste e irado contra aquele povo, conduz Miquéias a escrever as palavras abaixo, palavras maravilhosas demais:
“Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.”
Miquéias 7.18-19
Não consigo imaginar Miquéias, um homem do campo, da roça, escrevendo estas palavras sem estar com os olhos cheios d’água. Como é bom saber que nosso Deus tem PRAZER NA MISERICÓRDIA.
Todavia, não podemos nos esquecer que a misericórdia tem o mesmo tamanho do juízo. Afinal, um outro profeta, pouco tempo depois de Miquéias, escreveu o seguinte:

“Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.”

Isaías 59.1-2
Sabe os momentos de “gelo”, quando parece que não há ninguém lhe ouvindo “do lado de lá”? Quando suas orações parecem que não passam do telhado? Então…: pecado. Só ele tem a capacidade de nos separar de Deus, de fazer com que Ele tape Seus ouvidos e encolha o Seu braço para nós. E, acredite, Ele o faz!
Por isso, se sua vida com Deus não está como você gostaria, se você tem negligenciado diariamente a leitura bíblica, a oração, dentre outras coisas que você sabe que Deus lhe aconselha a viver e fazer, então, confesse! Confesse estes pecados, abandone-os, corra para Cristo, peça-lhe o perdão. Esta é a única forma desta barreira ser destruída e o “gelo” ser derretido. Esta é a única maneira de você voltar a sentir a presença e a paz de Deus em seu coração.
Dê ouvidos à esta palavra de Miquéias:
“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”
Miquéias 6.8

Enquanto estivermos andando humildemente perante a face de nosso Deus, amando a misericórdia dEle sobre nós (bem como a misericórdia nossa para com os outros), e praticando o que é próprio dos justos (isto é, dos salvos, dos perdoados, dos filhos e filhas de Deus), teremos paz, vida e alegria neste mundo.
Todavia, se continuarmos guardando pecados no coração, não adianta clamarmos pela vitória, fazermos campanha pela cura, e vigílias para que Deus mude o Brasil. Comecemos com o nosso coração. Acredite em mim, é lá que Deus quer agir primeiro. É de lá que Deus transforma desgraças em verdadeiras vitórias!
Um boa semana a todos.

Um motivo para chorarmos

Por Wilson Porte Jr.


Ultimamente, ler o facebook e o twitter tem sido motivo de muita tristeza e lágrimas pra mim. A quantidade de pessoas seduzidas pela teologia liberal e pelo caiofabianismo me surpreende cada vez mais. Não me surpreende ver pessoas seguindo cegamente outras. Isso não… Isso sempre existiu e, acho, sempre existirá. Me surpreende é ver pessoas no Brasil todo (e fora dele), dando as mãos à teologias que destroem os fundamentos do cristianismo.
A teologia liberal e o caiofabianismo são um veneno para os eleitos de nosso tempo. Satanás nunca afastou os santos do Caminho usando artimanhas imorais. Ele sempre usou, desde a era apostólica, “gente de dentro” para tentar “enganar, se possível, até os escolhidos” (Mt 24.24 e Mc 13.22). Satanás sempre tentou destruir a igreja de dentro para fora e nunca de fora para dentro.
O cristianismo liberal e caiofabiano só têm poder para matar. Matar a igreja, matar a comunhão, matar a santidade, matar a Palavra, a Palavra que nos santifica.
Caiofabianismo, Liberismo e Anticristos
É impressionante vermos o fenômeno que acontecia nalgumas igrejas para as quais o apóstolo João escreveu sua 1ª epístola. Havia falsos profetas lá, pregando sobre o evangelho, sobre um “caminho de graça”, sobre um “Cristo”… e, impressionantemente, João os chama de anticristos
Sabe o que me espanta? A igreja de então não conseguia perceber como estes “pastores” estavam sendo um mal para a igreja. Se você prega um Cristo diferente, você já é um anticristo, segundo o apóstolo João. Para ele, falsos profetas, falsos pregadores, ou ainda, pregadores que são falsos e que tornam a Palavra falsa, são anticristos!
Lamento que o mesmo aconteça hoje e que muitos estejam sendo levados, entorpecidos, embriagados, por palavras com cheiro de Evangelho, mas que negam seu poder para santificar e salvar. Me lembro do que disse o Senhor Jesus:

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Mateus 7:15-21


Não nos esqueçamos que o que tem saído da boca de Caio Fábio é: 

– apologia ao aborto (veja aqui)
– apologia à lascívia (veja aquiaqui)
– apologia à teologia liberal (veja aqui e aqui). 
Leiam e vejam estes vídeos dos links! Leiam e vejam! Por favor!!! :,-(    A linguagem chula e o sarcasmo me impressionam :,-(
Como pode alguém que afirma que a Bíblia está cheia de erros, que ela não é a Palavra de Deus, que Deus tem formas melhores de falar com o homem (sem dúvida, ele mesmo deve ser alguém por meio de quem Deus melhor fala com o homem)? Agora, pense no que disse Jesus: Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
Pode sair alguma coisa boa da boca de alguém que nega a Bíblia como Palavra de Deus? Se sua resposta for sim, você ainda não nasceu de novo! Ou, nasceu mas ainda não tem discernimento nenhum, vive como um bebê, sorrindo atrás de alguém que melhor lhe entretenha e distraia.
A teologia liberal e o caiofabianismo é isso, uma distração, um entretenimento para quem não se satisfaz com a “Caixa”, ou, com o “Livro”. O caiofabianismo, como toda a teologia liberal, é um convite a “pensar” (como se isso fosse possível) fora do “Livro”, ou, fora da “Caixa” preta chamada de Bíblia.

Eu tenho uma gratidão enorme para com Deus pelo fato dele não me deixar ousar pensar fora da “Caixa”. Isso não significa que eu não tenha dúvidas, nem que eu a compreenda toda. Mas, graças a Deus!, já passei da fase de pensar que é possível ter comunhão com Deus sem crer e me alimentar de tudo aquilo que está na “Caixa”. Ela me é suficiente e perfeita.
Minha oração é para que a misericórdia de Deus alcance o coração dos que se alimentam desse falso evangelho que não santifica e que nega a Bíblia como Palavra de Deus, inerrante e inspirada. São tão cegos que não conseguem perceber que, dizendo que a Bíblia contém erros, destroem a própria base que usam para construir seu pensamento sobre Cristo.
A Bíblia (como um gigante disse lá atrás) é a mãe de todas as heresias. E os ouvidos daqueles que não se satisfazem com a simplicidade da Palavra, do Evangelho, e das Confissões de Fé que de modo tão simples e piedoso tentam explicá-las, acabam correndo atrás de toda sorte de novidade, sobretudo as mais atraentes aos seus ouvidos. Lembra do que Paulo disse:

Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 2 Timóteo 4:1-4


O que a teologia liberal e o caiofabianismo pregam não é a Palavra, muito menos a Sã Doutrina, mas verdades que agradam a concupiscência da carne.
Se você não caiu neste engano, louve a Deus. Por que, quanto mais perto do fim estamos, mais serão os que se desviarão da Verdade que santifica e salva, de Cristo, o Verbo de Deus, revelado nas Escrituras, e encarnado em Jesus de Nazaré.
Que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre de um dia sermos seduzidos também, envenenados pelo mesmo veneno que tem gosto de evangelho, mas que apodrece e mata a alma. E que Deus tenha misericórdia da alma de tanta gente que amo com todo o meu coração, irmãos na fé de perto e de longe, que por um pouco de tempo (espero em Deus) têm sido seduzidos pelos “frutos bons” dessas árvores más chamadas liberalismo teológico e caiofabianismo.

O Mundo e o Cristão: Ensinos que substituem o Evangelho

Este artigo foi originalmente publicado no site da Editora Fiel
Quando belos ensinos substituem a simplicidade do Evangelho

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade” –Pedro em 2Pe 2.1-2

O veneno mais perigoso não é aquele que está empacotado em uma caixa com avisos de perigo. O veneno mais perigoso é aquele que vem disfarçado de alimento delicioso. Que tem aparência de sorvete, mas um conteúdo destruidor.
O povo de Deus sempre namorou ensinos mentirosos e destruidores. Não por uma tendência suicida, mas por não abraçar as Escrituras como suficientes à sua vida e fé.
No antigo e no novo testamento, além de em toda a história da igreja, a batalha pela verdade (Jd 3) sempre foi necessária. A mentira é sedutora! Ela vem montada em um discurso retoricamente perfeito. Ainda hoje, muitos têm cedido ao maligno que adentra a igreja de Cristo por meio de falsos ensinos encantadores.
Em nossa reflexão sobre a relação dos cristãos com o mundo, meditaremos hoje nos conselhos do apóstolo Pedro às igrejas que estavam namorando com ensinos aparentemente belos e cristãos, mas que estavam carregados de mentira e corrupção.
A segunda epístola de Pedro foi escrita em um momento bastante complicado do primeiro século. A igreja de Deus que tinha a tarefa de levar o Evangelho à Judeia, Samaria e confins da Terra, permaneceu em Jerusalém, saindo dali apenas em momentos de perseguição. Mas, logo que a perseguição acabava, eles se juntavam novamente. Até que uma perseguição mais séria veio e eles tiveram que se espalhar definitivamente por algumas regiões do mundo, próximas à Israel.
Segunda de Pedro foi escrita à algumas destas comunidades. Pedro estava preocupado, pois o Evangelho que havia sido pregado a eles estava sendo abandonado. Por meio de falsos mestres infiltrados dentro da igreja, a heresia do gnosticismo (cuja essência, entre os cristãos, era de privilegiar alguns por conta do conhecimento que eles tinha) estava convencendo a muitos. Ao invés de os cristãos manterem a ideia de que são todos iguais aos olhos de Deus, de que não há uma aristocracia baseada no conhecimento, os mestres gnósticos defendiam uma distinção de classes entre as pessoas, baseada no conhecimento que elas tinham.
Pedro temia que a sedução pelo engano da mentira disfarçado de “conhecimento” levasse as pessoas à abandonarem a comunhão e a fé. Ou seja, Pedro temia que o mal ensino que há no mundo entrasse no coração dos cristãos – e ele temia isso mais do que a própria perseguição.
O falso ensino defendia a não soberania do Senhor Jesus (2Pe 2.1). E este vinha acompanhado de libertinagem e corrupção moral (2Pe 2.2, 10-16, 18, 19; 2.3, 14, 15; 3.1-16). Por causa do mal que estava entrando no coração dos cristãos, Pedro escreveu sobre como eles deveriam viver, como fugir do mal (aqui personificado em uma filosofia enganosa), e como aguardar o retorno de Jesus.
Assim como foi na época de Pedro, muitos hoje têm sido enganados por falsos (e belos) ensinos modernos. Ensinos que negam a inerrância das Escrituras. Que negam sua inspiração. Que negam doutrinas centrais da fé. Como foi há 1900 anos atrás, hoje também devemos estar atentos a tudo aquilo que se propõem a negar a suficiência das Escrituras. Devemos estar atentos diante de bons oradores, bons artigos, bons professores, que têm destruído os fundamentos da fé cristã. Sua beleza não deve nos encantar a ponto de fazer-nos substituir a simplicidade e suficiência da Bíblia por suas argumentações demoníacas.
Não esqueçam, o veneno mais perigoso não é aquele que está empacotado em uma caixa com avisos de perigo. O veneno mais perigoso é aquele que vem disfarçado de alimento delicioso. Que tem aparência de sorvete, mas um conteúdo destruidor.

Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo? – Salmo 11.3

Os Erros da Bíblia e a Serpente do Éden

Por Wilson Porte Jr.

Como pode alguém afirmar que Jesus é a Palavra e 
depois afirmar que a Palavra contêm muitos erros?

No Éden, a Serpente teve a sagacidade de debater com Eva sobre a Palavra de Deus. Naquele momento, a Palavra de Deus se resumia a poucas palavras ditas à Adão e sua esposa. Em Gênesis 3.1-5, a Serpente debateu teologia, Bíblia, Palavra de Deus com Eva. 

A Serpente argumenta (v.1,4-5) e Eva responde (v. 2-3). Mas a palavra da Serpente pareceu interessante e coerente para Eva. Satanás convenceu Eva. E, seu marido, ao invés de lutar pela Palavra e apegar-se à ela, cedeu sem questionar! Pareceu-lhe desejável. Lá, eles comeram duas coisas: a fruta e a bela argumentação filosófica da Serpente.

Assim como no Éden, ainda hoje Satanás tenta perverter a Palavra de Deus por meio de argumentos aparentemente coerentes e belos. Pessoas bem dotadas na oratória têm sido usadas para desviar cristãos do “caminho reto”, ou, do “ensino reto” de Deus. Isso não é novidade. O que nos choca, é por meio de quem a argumentação vem. 

Aqueles que mais têm argumentado que a Bíblia não é a Palavra de Deus são os teólogos liberais. Para os liberais, a Bíblia não é a Palavra de Deus. Ela contêm a Palavra de Deus. Para eles, a Bíblia está cheia de erros, de mitos, e o grande serviço que eles “prestam” ao mundo é a demitologizar a Bíblia (veja este livro onde Rudolf Bultmann, um liberal, defende que a Bíblia está cheia de mitos).

Se você nunca ouviu um teólogo liberal falando, assista o vídeo abaixo (embora esse aí é um liberal fraquinho). Ouçam-no afirmando que a Bíblia NÃO é a Palavra de Deus, afirmando que ela está cheia de erros, e que … ahahahaha (eu preciso rir!) … que o Cristianismo nunca teve Jesus como a chave hermenêutica! 

“O Cristianismo NUNCA leu a Bíblia tendo Jesus como a chave hermenêutica”(02:05, no vídeo abaixo) – Caio Fábio.

Ou seja, graças a Deus o Caio Fábio nasceu! Já pensou? Se ele não tivesse nascido, nós ainda estaríamos interpretando a Bíblia de modo errado. Talvez, sem o Caio Fábio, o cristianismo nunca teria descoberto isso!

Caio Fábio
Norma Braga bem afirmou em seu perfil no facebook:

“Incrível: em dois mil anos de história, NINGUÉM leu a Bíblia tendo Cristo como chave hermenêutica… só o Caio Fábio 😀 E assim a fileira pós-moderna de megalôs é perpetuada, cada um asseverando que tem a verdade inteira e essencial que ninguém tem!”

Veja o que mais Caio Fábio diz no vídeo:
“Palavra de Deus é Jesus; Ele é o Verbo” (04:40); “A Bíblia não é inerrante” (03:15); “A Bíblia é um livro do homem; ela não é nem o livro de Deus” (03:43); “O livro (Bíblia) não é suficiente” (04:35).

Enfim, poderia continuar escrevendo, mas… 

A idolatria à pessoa de Caio Fábio é tamanha que, em breve, acharão desculpas para o que ele afirmou. Logo sairão fiéis seguidores em sua defesa (jamais em defesa da Bíblia). O mais triste, e pelo que devemos orar, é que a opinião de muita gente séria e que ama ao Senhor e que, até então, cria que a Bíblia é a Palavra de Deus, passará a questionar (só porque o brilhante e inerrante Caio falou).

Muitos tentarão maquiar o que o Caio disse. Porém, eu creio que Caio Fábio atacou uma das bases de nossa fé. Creio ser impossível separar Jesus de TODA a Bíblia. Creio que TODA a Bíblia é inspirada e inerrante. E creio que ela é suficiente (Salmo 19.7). E não ficarei aqui tentando provar que ela é inerrante. Creio que ela não precisa disso!

Como pode alguém afirmar que Jesus é a Palavra e depois afirmar que a Palavra contêm muitos erros? Como pode alguém afirmar que Jesus é o Verbo, a Palavra de Deus, e depois afirmar que a Palavra não é de Deus, mas de homens? A resposta a estas perguntas é: quando tal pessoa possui uma língua de serpente, pode!

“A fé cambaleará se a autoridade das Escrituras vacilar”
Agostinho de Hipona

As Indulgências: abusos e fatos


Por Wilson Porte Jr.
Dias atrás, um comentário que fiz sobre as indulgências causou má compreensão por parte de alguns colegas católico-romanos. Naquele comentário, falei brevemente sobre os abusos que alguns romanos no século XVI cometeram. Neste artigo, pretendo esclarecer de modo simples e breve o que penso sobre as indulgências.
Instância de uma “Carta de Indulgências
do 19 de Dezembro de 1521
Johan Staupitz, na Alemanha, foi um destes que cometeram abusos. Antes dele, na Idade Média, outros divulgaram documentos falsos falando de indulgências de centenas ou milhares de anos. Todavia, vale ressaltar que a própria Igreja Católica Apostólica Romana foi contrária a tais abusos cometidos. O próprio Quarto Concílio de Latrão (1215), buscou negar tais alegações afirmando que as indulgências não devem ter mais de 40 dias. Nestes abusos, alguns chegavam a afirmar que “assim que uma moeda tilinta no cofre [de Roma], uma alma sai do purgatório”.
Quando os reformadores (século XVI) empreenderam uma batalha pelo Evangelho, buscaram escrever contra os abusos sobre a indulgência, e também contra aquilo que a Tradição e os Cânones da igreja afirmavam.
Verdade seja dita, as indulgências, como a maioria dos evangélicos a entende, não são o perdão dos pecados, muito menos a compra desse perdão. São o perdão das penas temporais, consequência dos pecados.
Explico: segundo o dicionário Oxford da igreja cristã (The Oxford Dictionary of the Christian Church), no artigo sobre as indulgências, “para a doutrina católica, as indulgências são concedidas para perdoar as penas temporais causadas pelo pecado, ou seja, para reparar o mal causado como consequência do pecado, através de boas obras. Ou seja, você pecou, pelo “sacramento da confissão” você recebe o perdão mediado pela igreja/sacramento e, por alguma boa obra, também orientada pela igreja, você pode receber o perdão das penas temporais do seu pecado já perdoado.
Sei que é confuso, se você está estudando isso pela primeira vez. Mas, só para clarear um pouco, o Purgatório está ligado a estas penas temporais como um lugar onde a pessoa sofrerá as consequências do pecado dela, podendo sair de lá, inclusive, por indulgências praticadas por pessoas “vivas” em lugar daquela no Purgatório.
Segundo o Código de Direito Canónico, “A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela acção da Igreja que, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. (Enchiridion indulgentiarum, Normae de indulgentiis, Libreria Editrice Vaticana 1999, pág. 21; Código de Direito Canónico, cân. 992; e Catecismo da Igreja Católica, n. 1471).
As indulgências são um tipo de perdão e/ou “alívio” que a igreja dá àquele que está sofrendo as consequências de um pecado já perdoado. Preste atenção, o pecado já foi perdoado! Todavia, segundo a tradição romana, há uma “pena temporal” que permanece sobre o pecador. É essa pena temporal que a indulgência remove.
A igreja romana se entende no direito de administrar “as satisfações de Cristo” sobre quem eles quiserem. Isso é um absurdo! Segundo a Epístola do apóstolo Paulo aos Efésios, capítulos 1 e 2, estas “satisfações de Cristo” são aplicadas somente sobre a vida daqueles que a Santíssima Trindade predestinou para a santidade “antes da fundação do mundo” (Ef 1.4).
Todavia, a Enciclopédia Católica assim afirma: “no sacramento da Penitência a culpa do pecado é removida, e com ele o castigo eterno devido ao pecado mortais, ainda permanece a pena temporal exigida pela Justiça Divina, e essa exigência deve ser cumprida na vida presente ou no mundo vindouro, isto é, o Purgatório. Uma indulgência oferece ao pecador penitente meios para cumprir esta dívida durante sua vida na terra” (Catholic Encyclopedia, Indulgences).
Uma vez que a teologia romana entende que são necessários meios para cumprir ou pagar esta dívida, ela se choca com a última palavra de Cristo no Calvário: Τετέλεσται (tetélestai). Esta palavra está ligada à doutrina da Expiação, que, por si, está ligada à doutrina do Pacto da Graça. No ponto sobre a Expiação, entendemos que a satisfação de Cristo foi completa e perfeita – “está consumado” (João 19.30), da palavra grega Τετέλεσται (tetélestai). Quando Cristo disse “Τετέλεσται”, ele usou uma palavra comum aos mercadores daquele tempo. Quando se comprava algo a prazo, após o pagamento da última prestação dizia-se “está consumando” – Τετέλεσται. Ou seja, sua dívida foi totalmente paga, quitada, e você não deve mais absolutamente nada! Cristo satisfaz a ira e a justiça de Deus em nosso lugar. Uma vez que o Τετέλεσται foi pronunciado, não há mais “penas temporais”. Não há mais penas a serem pagas. Tudo já está pago. Apenas recebemos os benefícios desse pagamento pela fé, e SOMENTE pela fé (Gálatas 3.11; Habacuque 2.4; Romanos 1.17; Hebreus 10.38).
Segundo Jehan Cauvin (século XVI), “a doutrina romanista da satisfação priva a Cristo de Sua honra e glória e a consciência de certeza e paz”, Institutas 3, IV, 27.
O site Wikipédia traz no verbete indulgência a seguinte frase: “As indulgências removem, assim, algumas ou todas estas penalidades devidas pelos pecados dos fiéis; e pode ser feita em favor de si mesmo ou em favor de um defunto que está a ser purificado no Purgatório pelas suas penas temporais, dependendo da obra de indulgência. Ir ao cemitério rezar pelos falecidos, por exemplo, concede indulgência aplicável apenas a almas no purgatório”.
Embora eu respeite a opinião e crença dos romanos, deixo aqui meu esclarecimento e opinião quanto às indulgências. As entendo como totalmente desnecessárias além de contrárias à Palavra de Deus. 
Em amor,
Wilson Porte Jr.

Inimigos da Igreja de Deus (parte 2)


Por Wilson Porte Jr.
Ontem, escrevi sobre aqueles que têm ensinado coisas erradas a respeito da igreja de Deus. Pessoas que querem “reestruturar” a igreja em nossos dias. Pessoas que, a despeito de tudo já vivido em dois mil anos, creem que a “estrutura” da igreja está falida. Eu, particularmente, também não gosto muito de estruturas. Mas, dizer que devemos abandona-las de um modo geral, além de insensatez, é tolice.  
Acredito que, por decepções ocorridas em instituições humanas que desonram o nome de “igreja”, seja uma das principais razões para esse desânimo na vida comunitária dominical, quando nos encontramos nos domingos para adorar, refletir nas Escrituras e ter comunhão uns com os outros. Creio que os desvios cometidos por essas instituições tenham causado a descrença em muitos nessa Instituição inaugurada por Cristo e conhecida como Igreja. 
Sim, a Igreja existe! Ela é maior que uma instituição. Mas suas expressões locais não devem ser abandonadas pelos crentes que, nelas, devem se congregar para cumprir os mandamentos recíprocos (uns aos outros) e para crescer na Palavra e na graça.
Por isso, não abandone a Igreja de Deus, por mais erros que ela cometa. Com isso estou dizendo o seguinte: não abandone seus irmãos em Cristo! Ainda que um líder denominacional esteja errando, não erre você também “deixando de se congregar, como é costume de alguns” Hb 10.25.
Se você é um inimigo da igreja, arrependa-se! Se acha que não deve, então deixe de falar contra a Igreja de Deus, saia dela, deixe de semear seu veneno entre seus irmãos desanimando outros. Igreja de Deus: ame-a ou deixe-a! Só não fique dentro dela falando mal da mesma.
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Post Tenebras Lux